21 de Dezembro de 2017

No Natal normalmente come-se bacalhau, polvo, peru… mas este ano só se fala das gambas. O ano termina com o escândalo das Raríssimas, a presidente supostamente comprava gambas, vestidos caros e distribuía alguns centenas de milhares de euros em salários para a família.

E os Portugueses descobrem … lol… o que todos já sabiam! Que as IPSS são INSTITUIÇOES PRIVADAS de SOLIDARIEDADE FAMILIAR SUBSIDIADAS PELO ESTADO. Servem para dar emprego aos familiares e amigos, obter abatimentos e reembolsos no IRS de dinheiro que nunca chega a ser doado (a não ser para o próprio) e servem ainda como montra para as figuras públicas tirarem fotografias e se fingirem de bons samaritanos.

A Igreja Católica é pródiga nessas IPSS, veja-se a quantidade de lares, creches, escolas que tem espalhados pelo país, dos quais não paga nenhum imposto e ainda recebe do Estado e das famílias que delas necessitam.

A União das Misericórdias ficou com o dinheiro doado pelos portugueses após a tragédia dos incêndios mas, pelo que já se percebeu, o que é necessário está a ser custeado na sua maioria do Orçamento de Estado, ou seja novamente do bolso dos portugueses.

É urgente mais fiscalização a todas as empresas (sim porque são empresas) que recebam dinheiros públicos ou donativos que levaram a abatimento no valor do IRS a cobrar (TODAS). E sinceramente nem deveriam ter direito a nenhum abatimento no IRS pois assim sendo não se pode chamar verdadeira solidariedade. E o mesmo acontece com as Câmaras Municipais que decidem usar o dinheiro público para cabazes, donativos extras e festarolas duvidosas a que chamam eventos culturais.

É muito fácil ser solidário com o dinheiro de todos os portugueses, que é o que mais acontece por cá.

gambas.jpg

 

publicado por /p. às 22:10
03 de Novembro de 2017

“Chuva apanha autoridades desprevenidas numa altura em que finalmente estavam com tudo a postos para a época de incêndios”

 

Morreram mais de cem pessoas nos incêndios este ano! Faltou, na maioria das situações, um atempado e coordenado aviso às populações, corte eficaz das vias de trânsito e redireccionamento dos que por elas transitavam. Não se admite que com aquele cenário a A25 continuasse aberta! Depois de visionadas as imagens captadas nos telemóveis pelos que nela circulavam, percebemos que poderia ter sido ainda bem pior.

O SIRESP não funciona, ou pelo menos não funciona devidamente, e já todos tivemos prova disso. No meio do Atlântico, barcos e aviões conseguem comunicar com terra… mas infelizmente em território português, durante um incêndio (e possivelmente em qualquer outra situação de catástrofe), não temos comunicações viáveis. Porquê? Não há satélite por aqui?

Mas esta falha das operadoras de comunicações percebe-se no dia-a-dia alentejano! Muitos dos que vivem na Serra de Serpa ou Mértola simplesmente após a introdução da TDT ficaram sem televisão ou com uma televisão que só funciona às vezes. Em dias de vento raramente há sinal. O que fizeram os Presidentes das Câmaras alentejanas para resolver esta fraca cobertura das operadoras? NADA. Relembramos que uma das cláusulas para a privatização era a cobertura nacional, que não acontece. Caso tenhamos por cá uma catástrofe, a descoordenação provocada pelo caos das comunicações será tão nefasta como a que aconteceu no interior da zona centro. Possivelmente agora aquela zona até ficará com uma cobertura razoável devido aos milhões atirados para fechar os olhos às populações. MAS O INTERIOR ALENTEJANO CONTINUARÁ NA MESMA.

 

Podíamos ter tido desde logo o exército a patrulhar a floresta, drones (que nem custam muito dinheiro), pilotos da força aérea a comandar aeronaves … mas NÃO quiseram. Tínhamos que pagar milhões a empresas privadas de aviação civil, milhões a lobbies de diferentes sectores, desde logo oficiais da própria força aérea pois estes (segundo foi noticiado pelo Sexta à Nove e não desmentido) tiram férias em agosto apenas para pilotar aviões privados bem pagos (e que se saiba a legislação desde logo proíbe que se trabalhe de forma remunerada nas férias), …

O Perímetro de segurança nas estradas está legislado… o que fizeram os Presidentes das Câmaras afectadas para colocar em prática a legislação? Nada. E depois passam o tempo a dar entrevistas e a falar em falta de meios, a elogiar bombeiros e populações (populações essas que na sua generalidade também nada fizeram para proteger as suas casas e os seus terrenos a não ser quando não o deveriam ter feito, ou seja aquando do incêndio)

E depois há os incendiários… que ora não sabiam o risco de queimadas ou de atirar foguetes em festas populares, ora estavam perturbados… e vão todos para casa contentes. O povo paga e pior ainda…há pessoas a morrer queimadas. Uma morte horrível (mesmo que não exista uma morte boa como dirão alguns).

É preciso tornar a mão da justiça mais pesada, é preciso fazer cumprir as leis que já existem e criar outras mais eficazes, é preciso montar uma proteção civil que funcione, … e sobretudo é preciso coordenação (com comunicações a sério) para não colocar vidas em risco e proteger o erário público de gastos desnecessários e ineficazes.

 

A ver vamos se a história não se repete com as cheias ou um sismo de maior dimensão.

incendios.jpg

 

publicado por /p. às 22:52
11 de Julho de 2017

Viva o verão num país onde a Proteção Civil não funciona, onde o exército não sabe nem defender as suas armas e onde também a Educação está em maus lençóis. Vejamos uma ata de um Conselho de Turma de Avaliação que circula na NET…(se não é verdade não está muito distante da mesma


“Relativamente ao aproveitamento, o Conselho de Turma caracterizou-o como hilariante, uma vez que os níveis atribuídos pouco têm a ver com o desempenho dos alunos, mas sim com outros fatores, nomeadamente: o desejo de nunca mais os ver na sala de aula, o que se conseguirá se transitarem todos para o ciclo seguinte; a necessidade de cumprir as anedóticas metas de sucesso, de forma a evitar o paleio justificativo no relatório de avaliação de desempenho e demais documentação; a vontade de evitar recursos por três ou quatro encarregados de educação, previamente referenciados pelo conselho de turma como "carraças parentais obcecadas com a entrada dos descendentes para o curso de medicina" [soou uma gargalhada geral].--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 
Os docentes de Expressões acrescentaram que também não têm vontadinha nenhuma de aturar os comentários infelizes de vários quadrantes sobre a importância das suas áreas curriculares, pelo que o nível mínimo que atribuíram foi quatro, este para penalizar o Zezinho por nunca ter levado sapatilhas para Educação Física, nem papel e lápis para Educação Visual.-- A docente de Inglês esclareceu que mais de metade da turma não distingue ainda “yes” de “no”, mas que lhe é impossível chumbar toda essa gente, com medo do que poderá acontecer [nesse momento, fez-se silêncio temeroso].------------------------------------------------------------
As docentes de Matemática e de Português desataram em prantos, lembrando-se da discrepâcia que certamente existirá entre avaliação interna e notas dos exames nacionais, impedindo-as de se manterem camufladas na “bondade avaliativa” como os demais [soaram exclamações de compreensão e comiseração]. A docente de Matemática classificou ainda de “melgas inúteis” os pais e demais parentes que acompanham vários alunos na realização dos TPC e que os instruem no sentido de pôr em causa tudo o que acontece nas suas aulas, embora a maioria nem o nono ano tenha concluído [interjeições de concordância], ao passo que a docente de Português desabafou que às vezes tem ganas de imitar Espanca, só para não ter que voltar a ler a rambóia de disparates e facadas na bela Língua Lusitana. Nessa altura, a professora de Educação Visual contou que fora interpelada na rua pela mãe da Tikinha, que lhe explicara que a desconcentração da criança se devia à sua tendência artística e sonhadora [mais galhofa]. ----------------------------------------------------------------
Os docentes de Ciências Naturais e de Ciências Físico Químicas explicaram ao conselho que, no âmbito da interdisciplinaridade, tinham decidido uniformizar os critérios de avaliação, a saber: nível três para quem tivesse pulsação, nível quatro para quem também respirasse sozinho e nível cinco para quem emitisse cumulativamente sons [olhares de admiração]. -------------------------------------------------------------------------------------

As docentes de História e Geografia declararam que não abdicavam dos seus princípios, pelo que tinham atribuído nível dois a um aluno que nunca compareceu [silêncio constrangedor]. O diretor de turma sugeriu que se alterasse para “dois mais”, o que mereceu concordância de todos, quanto mais não fosse para não terem que aturar os chiliques pedagógicos do Gabinete de Psicologia. "

publicado por /p. às 23:49
30 de Outubro de 2016

Algumas coisas que ficamos a saber depois de ler o livro do Saraiva:

 

- Álvaro Cunhal dissera à tia do Saraiva a seguinte frase no fim da vida “Achas que eu estou em idade de mudar de opinião?”, que, segundo Saraiva, esta interpretou como uma confissão de que ele já não acreditava no comunismo (Cunhal já morreu e não pode desmentir).

- António Costa era tratado pela mãe por Babouche.

- António Guterres é descrito pelos amigos como um homem que fala demais,” uma picareta falante” mas que não toma decisões.

- Heldér Bataglia é uma criatura um pouco estranha, dizem que passou dinheiro a Sócrates mas depois ajudou a financiar o jornal que tornou isso público - O Sol.

- Henrique Medina Carreira levava injeções no traseiro no seu gabinete, segundo uma secretária que viu o rabo do ministro e contou ao Saraiva (lololol)

- João Soares é maçom e não gosta de cozinhar “Antes usar avental na Loja (maçónica) do que na cozinha”, confidenciou ao Saraiva.

- Sampaio, segundo os amigos, gostava de ir empatando e não tomar grandes decisões “O que é preciso é manter a bola a bater…” dizia.

- Durão Barroso não sabe conduzir.

- Sócrates é para Saraiva o Vale e Azevedo da Política.

- Luís Filipe Menezes não ouve bem de um ouvido.

- Marques Mendes chega constantemente atrasado a tudo.

- Dias Loureiro gosta de ostentar riqueza (pudera quando são os contribuintes que pagam…)

-Marcelo Rebelo de Sousa faz chamadas a horas impróprias e é uma criança grande que gosta de fazer partidas. Quando trabalhava como subdiretor no Expresso introduziu a meio de uma notícia a seguinte frase “Balsemão é lelé da cuca”, os revisores acharam estranho mas como tinha sido ele nada fizeram e assim saiu no Expresso. Isto aborreceu severamente Balsemão, este disse que era para testar os revisores e pediu-lhe desculpa, dizendo que o considerava um pai.

- Pormenores das relações íntimas entre Margarida Marante e Rangel, ainda casada com Henrique Granadeiro (atenção que esta também já não está cá para negar)

- Soares acha que Bill Clinton é parvo porque não devia ter contado as traições à mulher.

. Miguel Portas conta a Saraiva que Paulo Portas é homossexual e por isso não seria líder do CDS (este também já não está cá para desmentir).

- Paulo Portas frequentava o Pão de Açucar de Alcântara de calções (Saraiva acha cómico quem veste calções)

- Passos Coelho tem umas mãos femininas.

-Dilma Rousseff é, segundo o Passos confidenciou ao Saraiva, uma mulher presunçosa, arrogante, desagradável e mal educada.

- Pedro Santana Lopes é um “bom malandro”.

- Vítor Constâncio não sabe perder no jogo (pena que isso não se aplique aos milhões que deixou perder na banca)

publicado por /p. às 16:00
08 de Outubro de 2016

E a nossa perspetiva é a correta.

alentejo.jpg

 

publicado por /p. às 23:09
05 de Agosto de 2016

Foi retratado sempre como um “palhaço”, alvo de piadas fáceis, alguém que nunca conseguiria sequer ganhar as eleições no partido Republicano quanto mais tornar-se presidente dos Estados Unidos, mas agora surge empatado com a candidata dos Democratas e por isso passível de ser eleito.

Se isto é possível num país visto como modelo na mistura cultural, um “melting pot”, não irá também suceder numa Europa menos propensa à assimilação de outras culturas, numa espiral de crises e com um problema de imigração de grandes proporções?! Evidentemente que sim e prova disso é a subida do eleitorado da extrema-direita em França e noutros países da União.

Tendo em conta as posições xenófobas, misóginas e os atos normalmente irrefletidos  de Trump, e se a eles juntarmos uma Europa cada vez mais extremista, os tempos que advirão a uma possível vitória serão muito incertos para o mundo e para a cultura ocidental tal como a conhecemos até hoje.

Temo a fragmentação ainda maior da União Europeia pós Brexit, o isolamento económico dos países do sul, especialmente de Portugal, e um decréscimo dos direitos das mulheres europeias, não apenas devido ao medo crescente do mundo islâmico (diz-se que há francesas com medo de sair à rua com decotes mais pronunciados que venham a despoletar a fúria de um qualquer louco que agora se julga soldado do Estado islâmico) mas sobretudo à reação extremada e exagerada a esse problema, ao efeito Trump.

Vamos ver o que nos reservará o futuro.

trump.jpg

 

publicado por /p. às 18:23
tags:
11 de Julho de 2016

Portugal vence euro 2016.jpeg

 

publicado por /p. às 10:29
23 de Maio de 2016

Há escolas publicas a funcionar a meio gás e ao lado escolas privadas com turmas financiadas pelo Estado.

 

E os portugueses perguntam: - Porquê esta dupla despesa?! Se os pais preferem as privadas porque não fechar as públicas? - dirão alguns.

Mas não é preciso ser muito inteligente para perceber que o que muitos pais preferem para os seus filhos são turmas sem alunos de outras etnias ou problemáticos… Se olharmos com atenção para as gravações das manifestações ou para as fotos percebemos logo que ali não há propriamente pretinhos ou ciganos no meio das t-shirts amarelas! Então agora os contribuintes pagam essa segregação?

 

Também é fácil perceber que nenhum empresário cria escolas para perder dinheiro e que nenhum profissional trabalha melhor quando é explorado, logo não terão melhores professores.

 

Uma conclusão óbvia é que em Portugal os privados continuam a viver como parasitas do Estado, do nosso dinheiro.

Contratos de associação.jpg

 

 

publicado por /p. às 21:23
27 de Março de 2016

 

alentejo.jpg

 

Comprei o livro do Raposo, o polémico “Alentejo Prometido”, e confesso que não vi motivo para tanta celeuma. Há partes realistas, há conjeturas (e de algumas discordo), e há factos com os quais me identifico, mas que não penso que possam ser imputados a uma “cultura alentejana”.

Para começar é difícil perceber o que é ser alentejano, ou algarvio ou beirão em 2016. Se há 50 anos atrás havia grandes diferenças entre os habitantes das várias regiões do país, hoje elas são quase irreconhecíveis… vemos os mesmos programas de televisão, aprendemos na escola pelos mesmos Programas, poucos são os que vivem confinados à região em que nasceram (alguns porque necessitam trabalhar noutras regiões, outros porque mesmo sem necessidade preferem fazê-lo). Hoje cada vez mais somos cidadãos do mundo.

 Há alguns pontos que considero importantes para reflexão:

Ponto um: falta de religiosidade, em geral, dos Alentejanos

Sobre os casamentos, diz o Raposo: “Ele (o padre) fala mas ninguém ouve (…) As tias estavam ali por cerimónia, não por piedade, as primas mais novas enchiam a boca num balão de tédio e dedilhavam mensagens no telemóvel com o habitual frenesim…”

 

Concordo em parte com o autor. Há, na minha opinião, uma religiosidade que não passa pela Igreja e que dá origem aos casamentos em que ninguém está a tomar atenção ao que diz o Padre ou aos funerais desumanizados, em que a dor dos familiares próximos de facto está exposta porque não há atrás um coro a rezar, (como o autor diz que acontece no Norte)… até porque a maioria nem sabe bem rezar. Se nos casamentos a situação é cómica, nos funerais este “não saber estar nas Igrejas” é até desconfortável para aqueles que perderam entes queridos. 

Ponto dois: desconfiança alentejana

Em algumas passagens o autor considera os alentejanos em geral desconfiados, daí a sua falta de união, por exemplo, em torno do clube da terra ou a pouca participação em associações de cariz social e de ajuda ao próximo, tal como elas supostamente existem mais a Norte.

Ele diz-se “não alentejano” devido a essa falta de bairrismo.

 

Eu, pessoalmente, não sou particularmente adepta de bairrismos (nem em termos clubísticos) pois são uma causa importante de conflitos e não fazem sentido num mundo cada vez mais globalizado. Também não gosto particularmente de assistencialismos e da “ajuda aos pobrezinhos”. Penso que todos nós pagamos impostos para que a generalidade das pessoas aceda pelo menos ao mínimo, sem precisar de esmolas. Não é uma questão de desconfiança mas uma visão social diferente.  

Ponto três: o Alentejo sem lei- Alentejanos orgulhosos que preferem roubar a pedir

“Herdeiros dos velhos guerrilheiros, os famosos malteses vaguearam pela planície até meados do século XX. Semi-pedintes e semi-cowboys, semi-ativistas e semi-gangsters, os malteses andavam em bando, roubavam ricos e pobres e, quando não roubavam, ameaçavam deitar fogo às colheitas”

 

Se as Instituições (policia, tribunais…) não existiam, é lógico que durante mais tempo o Alentejo fosse uma espécie de faroeste.

Os estudos judiciários publicados referem contudo que as testemunhas no Alentejo são consideradas (ou eram) mais credíveis do que as restantes porque raras vezes mentiam em tribunal, ao contrário do que acontecia em outras regiões. Isto prova que não há pelo menos desrespeito pela lei (quando ela existe)

 

Ponto quatro: ausência de passado

 “Fala-se muito da ausência de Deus para descrever o Alentejo, mas julgo que antes de tudo o alentejano define-se por esta ausência de passado. Devido ao lastro de bastardia e de violência, as famílias fecham-se num presente sem acesso ao passado.”

 

É de facto difícil fazer genealogias no Alentejo. Não minha opinião não tem a ver com tabus sobre o passado ou bastardia (porque como ele próprio refere esse facto não era particularmente negativo) mas pelo facto de existirem menos registos nas Igrejas (dada a menor relevância destas na zona) … e como se sabe em tempos idos não havia outro tipo de registo. Outros dos factores importantes é a pobreza… a luta era pela sobrevivência. Se havia fome e não havia nada a herdar, qual a relevância de fazer a árvore genealógica?!

 

Ponto cinco: cultura machista idêntica ao resto do país (violência doméstica menor)

“Como se vê, a cultura machista do sul é idêntica à cultura machista do norte. Neste sentido, de novo poderíamos supor que a violência doméstica no Alentejo só pode ter números similares aos do norte. Mais uma vez, a suposição lógica estaria errada. A esmagadora maioria dos homicídios da violência domestica- feminicídios-ocorre na Grande Lisboa e no norte; os Manuéis Palitos fazem parte da paisagem humana do norte, não do Alentejo. Quando confrontado com a traição (real ou imaginada), o nortenho mata a mulher em nome da honra; quando confrontado com a possibilidade de ser corno, o alentejano salva a honra masculina de outra forma: mata-se”

 

Aqui concordo com o autor, a cultura machista existia no Alentejo, como existia em todas as regiões do País e não só, com casamento oficial ou com uniões de facto, como refere o autor.

Ponto seis: cultura suicida

“(…) posso respeitar um alentejano que se mata, mas não posso respeitar o Alentejo que aceita esse suicídio sem sobressalto. Por outras palavras, não sou alentejano”

O autor “corta” com o Alentejo devido àquilo que denomina de “cultura suicida”, a desculpabilização do suicídio que segundo ele está presente na cultura alentejana.

É, na minha opinião, muito exagerado considerar o suicídio um traço cultural alentejano.

Os únicos dois casos de suicídio que conheço (por enforcamento) foram cometidos por homens na idade da reforma com a saúde debilitada. Não vejo aqui um facto criticável, ainda mais agora que se reabriu o tema da Eutanásia.

Pessoalmente concordo com a Eutanásia e não considero o suicídio algo reprovável (a não ser que arraste outros consigo mas aqui trata-se de homicídio) … mas penso que não será por ser alentejana. Acredito que se fizesse um referendo (sem levantar polémicos falsas como as que foram apresentadas no primeiro referendo ao Aborto) o sim à Eutanásia ganharia na generalidade do país.

 

 

publicado por /p. às 22:49
01 de Março de 2016

Ainda assim espero que o caminho seja menos espinhoso com esta Geringonça do que com a Geringonça antiga. A ver o que nos reserva o futuro.

Política hoje.jpeg

 

publicado por /p. às 19:50
P&O na planície
Neste blogue poderá encontrar perspectivas e olhares de todos os temas que pululam na nossa sociedade e na nossa vida quotidiana, em particular. Uma Certeza, tudo poderá ser passível de ser perspectivado e olhado e levar a chancela no Perspectivas & Olhares na planície, basta Acontecer, Existir.... (...)

Ler Apresentação
últ. comentários
@ Sara os livros eram novos. Livros de escritores ...
Eram livros novos? Esses não podem ter muito desco...
@Malik tem toda a razão! Obrigada pela visita.
É triste... tanto milhão para os accionistas a sai...
Boa tarde, se reparou nos tags foi um post irónico...
Aparentemente de futebol percebes 0, caso contrari...
pesquisar neste blog
 
subscrever feeds
arquivo
2018:

 J F M A M J J A S O N D

2017:

 J F M A M J J A S O N D

2016:

 J F M A M J J A S O N D

2015:

 J F M A M J J A S O N D

2014:

 J F M A M J J A S O N D

2013:

 J F M A M J J A S O N D

2012:

 J F M A M J J A S O N D

2011:

 J F M A M J J A S O N D

2010:

 J F M A M J J A S O N D

facebook
Localização
Baixo Alentejo
Contacto
Email
blogs SAPO