22 de Fevereiro de 2018

... o Paulo Arsénio ainda não teve arte nem engenho para fazer pressão aos ministros do seu partido para mudar esta situação:

Avaria de automotora atrasa consultas de crianças no Hospital de Beja (Rádio Pax)

 

 

Pode interessar ler:

publicado por /i. às 12:36
26 de Outubro de 2017

Paulo Arsénio reconhece este como um problema grave e revela que a Câmara vai atuar junto da CP e das Infraestruturas de Portugal. Reconhecendo que a eletrificação da linha férrea não será para breve afirma contudo, que é preciso substituir o material circulante e que o facto, do Executivo que lidera ser da “mesma cor” do Governo não vai impedir que a pressão sobre a concretização destas reivindicações seja exercida.

Recorde-se que na notícia efetuada esta semana pela Voz da Planície, o Gabinete de Comunicação da CP reconhece que a supressão de horários, a substituição do comboio por autocarros e os atrasos constantes devem-se ao facto, do trajeto Beja/Casa Branca/Beja não estar eletrificado, situação que obriga, segundo este organismo, à utilização de material circulante obsoleto, ou seja de automotoras a diesel com mais de 50 anos. O Gabinete de Comunicação da CP deixou claro, igualmente, que por tudo isto é impossível evitar supressão de horários e atrasos na circulação de comboios. Fonte: Rádio Voz da Planície

 

Pode interessar a leitura:

 

publicado por /i. às 11:49
21 de Janeiro de 2016

"O Alentejo lembra-me sempre um imenso relógio de sol onde o Homem faz de ponteiro do tempo."

Miguel Torga

 

A CP- Comboios de Portugal fez uma parceria com a Google e assim, podemos viajar virtualmente pelos 700 quilómetros de linha férrea. Diz-se por aí que Portugal é o segundo país europeu, a seguir à Suíça, a proporcionar semelhante brinde a quem quiser conhecer a terra de Afonso Henriques através de uma viagem virtual de comboio. No sítio da Internet da CP - Comboios de Portugal anuncia e promove com pompa e circunstância a viagem virtual:

Descubra uma nova forma de viajar com o Google Train View

Portugal tem muito para descobrir, muito para ver, muito do que se perde quando se viaja de carro.

 

publicado por /i. às 11:53
30 de Março de 2015

Os empregados da câmara no tempo e para o poeta Manuel da Fonseca eram assim:      

 

É tão vazia a nossa vida,

é tão inútil a nossa vida

que a gente veste de escuro

como se andasse de luto.

ao menos se alguém morresse

e esse alguém fosse um de nós

e esse um de nós fosse eu…

 

…O sol andando lá fora,

fazendo lume nos vidros,

chegando carros ao largo

com gente que vem de fora

(quem será que vem de fora?)

e a gente pràqui fechados

na penumbra das paredes,

curvados pràs secretárias

fazendo letra bonita

 

Fazendo letra bonita

e o vento andando lá fora

rumorejando nas árvores,

levando nuvens pelo céu,

trazendo um grito da rua

(quem seria que gritou?)

e a gente pràqui fechados

na penumbra das paredes,

curvados pràs secretarias

fazendo letra bonita,

enchendo impressos, impressos,

livros, livros, folhas soltas,

carimbando, pondo selos,

bocejando, bocejando,

bocejando.

 

                                               

 

Hipérbole, ironia, eufemismo? Não me preocupa as figuras de estilo utilizadas pelo poeta Manuel da Fonseca. Este poema: Coro dos empregados da Câmara é um grande chamariz para tratar a temática nublosa: os funcionários públicos nas autarquias portuguesas. Não tenho interesse em abordar os funcionários públicos no geral, para isso leiam os jornais ou vejam os blocos noticiosos dos canais de televisão; mas, antes escrutinar os funcionários das câmaras municipais. Sistematicamente, apontamos o dedo para a qualidade e competência dos funcionários públicos ligados aos vários ministérios – enfermeiros, médicos, professores de entre outros –, no entanto, somos tolerantes, condescendentes e negligentes com um certo funcionalismo público que se pratica nas autarquias portuguesas.

 

“(…) A minha terra não é inefável./A vida da minha terra é que é inefável/ Inefável é o que não pode ser dito.” Estas palavras de Jorge de Sena – poema os paraísos artificiais –, não podiam fazer mais sentido para de uma vez por todas reforçar a premência de questionar a produtividade dos trabalhadores das autarquias; ora vejamos o seguinte: qualquer câmara municipal tem acima de cento e cinquenta funcionários e desta feita em zonas deprimidas do interior funcionam como a principal entidade empregadora, ou seja, o Estado é o maior e único patrão, logo os salários são provenientes, em grande escala, das receitas dos impostos dos contribuintes singulares e coletivos do sector privado. Este ponto prévio pode ser encarado como um absurdo, no entanto, é de extrema importância porque ainda existem criaturas que pensam que caem sacos cheios de notas do céu para lhes pagar o salário ou que os sucessivos governos têm um furo que em vez de brotar água, brota dinheiro.

 

Findado o introito e sem mais delongas, debrucemo-nos naquilo que é inefável e para tal observemos os mapas de pessoal das câmaras municipais e as contratações por ajuste direto (não se dispensa a consulta do portal do Estado para esse efeito), por exemplo, o mapa de pessoal da Câmara Municipal hoje Terra Forte, outrora Vila Branca e reparamos que figuram muitas pessoas repartidas por diversas funções, desde: tratorista, porta miras, cantoneiro de limpeza, nadador-salvador, professora de educação física, designer, engenheiro civil, bilheteiro, administrativa, motorista (ligeiros e/ou pesados); a: telefonista, arqueólogo, topógrafo, sonoplasta, calceteiro, engenheiro de recursos hídricos, engenheiro do ambiente, desenhador, carpinteiro, arquiteto, bibliotecário, ou seja, há um pouco de tudo.

Deambulamos,

 

publicado por /i. às 11:55
17 de Janeiro de 2011

A meu ver, o foco desta decisão da CP está na ligação ferroviária até ao transbordo, continuar a ser feita com o recurso à automotora diesel.

Se as obras de melhoramento e electrificação da linha ferroviária do Alentejo não contemplavam o ramal de Beja, era expectável este desfecho: a secundarização da linha até Beja e consequentemente a confirmação da inconsideração de, para e com Beja (capital do Baixo Alentejo e população).

O desinvestimento da CP é intolerável, e mais, é incompreensível o não ajustamento e electrificação da linha, com a proximidade da operacionalização do Aeroporto em Beja.

Não é novidade, mais uma vez, a ilação que retiramos é a que estivemos e continuamos a ser pessimamente representados pelo poder político local (o eleito e o nomeado), são esses os grandes culpados. Assim sendo, porque é que tem de ser a CP importar-se em defender a melhoria do serviço ferroviário na região, se na iminência da região vir a ser prejudicada, os nossos representantes políticos locais encolhem os ombros, sobressaíndo o que todos sabemos, que não têm  um projecto de desenvolvimento sustentado e integrado para o Baixo Alentejo. Caso tenham, é um erro grave, sendo Beja uma cidade intermédia, não atribuírem especial importância à articulação entre os meios de transporte rodoviários e ferroviários, visto as acessibilidades e a mobilidade inter e intra-regiões serem os agentes potenciadores  do desenvolvimento económico, da inclusão social e da qualidade de vida. 

 

Há uma réstia de esperança: a mobilização cívica interromper a subalternização que Beja, enquanto capital do Baixo Alentejo, paulatinamente tem sido votada. 

 

Uma coisa é certa, Évora "passou-nos a perna", foi compensada, sem aeroporto fica com a automotora eléctrica e Beja com a automotora diesel e claro, com o aeroporto virtual, à espera da boa vontade dos Deuses do Olimpo, porque os Deuses Lusitanos (ANA, EDAB....) estão a "dormir na forma".

 

Por vezes, dou por mim a pensar: caso as infra-estruturas do futuro aeroporto fossem portáteis, Évora já as tinha vindo buscar, e o aeroporto seria uma realidade e estaria a funcionar há muito tempo. É algo que nunca poderei confirmar, enquanto não tivermos o aeroporto, é um pensamento que terei com frequência.

 

 

Espera-se que a viagem de automotora diesel não atrase muito e os transbordos não sejam atribuladíssimos e semelhantes ao da personagem do Eça de Queirós, Jacinto "Galião":

 

"(...) Sr. D. Jacinto!... Depressa! Depressa! que parte o comboio de Salamanca.

- Que no hay un momento, caballeros! Que no hay un momento!

Agarro estonteadamente o meu paletot, o Jornal do Comércio. Saltámos com ânsia: - e, pela plataforma, por sobre os trilhos, através de charcos, tropeçando em fardos, empurrados pelo vento, pela capa à espanhola, enfiámos outra portinhola, que se fechou com um estalo tremendo... Ambos arquejávamos. (...) sem um apito, o trem despegou e rolou. Ambos nos tirámos às vidraças, em brados furiosos:

- Pare! - As nossas malas, as nossas mantas!... Para aqui!...

Oh Grilo! Oh Grilo!

Uma imensa rajada levou os nossos brados. Era de novo o descampado tenebroso, sob a chuva despenhada. Jacinto ergueu os punhos, num furor que o engasgava:

- Oh! Que serviço! Oh que canalhas!... Só em Espanha!... E agora? As malas perdidas!... Nem uma camisa, nem uma escova!"

 

 (Eça de Queirós, A Cidade e as Serras)

publicado por /i. às 17:13
P&O na planície
Neste blogue poderá encontrar perspectivas e olhares de todos os temas que pululam na nossa sociedade e na nossa vida quotidiana, em particular. Uma Certeza, tudo poderá ser passível de ser perspectivado e olhado e levar a chancela no Perspectivas & Olhares na planície, basta Acontecer, Existir.... (...)

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