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Perspectivas & Olhares na planície

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P&O na Planície: Bom Fim de Semana 97

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P&O na Planície: Bom Fim de Semana 97 = Somo cada vez mais dias ao meu amor recente que é a contemplação da  paisagem sem pessoas!

1 - As irmãs do Cristiano Ronaldo nunca delegam em bocas alheias a defesa do seu abono de família. É compreensível a demonstração de carinho pelo familiar com carteira grande. Com o sururu gerado por causa do "pombal" ou melhor da marquise montada, aliás a irmã mais velha chama-lhe de "quartinho" ("falar de um quartinho que o irmão fez para ter mais conforto”), querida tem de enriquecer o seu vocabulário, quem se veste de Prada devia chamar à divisão da polémica: jardim de inverno exterior. Depois sim pode vir com clamor dizer: “Palhaçada de País e de um arquiteto”. Voltando ao cerne da questão: a nenhuma utilização do dicionário de Língua Portuguesa; Ora se palhaçada,  segundo um dicionário que todos temos em casa e a dita cuja não tem, pode significar um conjunto de palhaços, sendo assim,  também é uma palhaça. Fico deveras consolada por vivermos no mesmo país de palhaços.  És palhaça rica com o suor do mano e eu sou palhaça pobre porque, enfim, não sei jogar à bola! Que tal?

A mana mais velha,  que devia dar o exemplo de estar em silêncio,  continuou com o  mimimi: Agora acham que podem e querem mandar no que queremos fazer na nossa própria casa, que não incomoda nem faz diferença nenhuma.” Mais uma vez detecto que não precisa só de um bom dicionário, precisa de ler muita legislação: um código civil ou os planos e normas municipais,   nomeadamente, licenciamento e autorizações de/para obras, lei do direito de autor, lei dos condomínios,  ou seja, a tanta burocracia que o palhaço pobre tem de seguir à risca para não ter uma notificação na caixa  do correio com coimas, para além, da hipótese de demolição estar sempre à  espreita. Claro, os palhaços ricos que compram habitações caríssimas no acto da escritura são informados que estão isentos de cumprir leis, essa obrigação fica apenas para os palhaços pobres. 

Há muitas possidónias que acham que podem viver fora da lei! No interior de casa pode pintar as paredes às bolinhas e grafitar os troféus que ganha, é foleiro, mas não me aquece nem me arrefece, agora construir uma piscina e um "pombal" de vidro é que não! Lisboa não pode ter espírito de favela (que em muitos casos é aquilo ou viver debaixo de um viaduto) e construir na ilegalidade, quando não há necessidade desta leviandade. 

Pirosas, a fazer piroseiras! 

A verborreia continua: “Preocupem-se com coisas mais importantes e interessantes” , há  assunto mais relevante do que analisar  a ilegalidade? Repito a soletrar: I-L-E-G-A-L-I-D-A-D-E. 

Vem um País e um arquiteto preocupar-se com isso", concordo! Se tivesse havido prevenção.... Onde andaria a comissão gestora do condomínio para embargar o "quartinho", sempre é uma ampliação que emite ruído. Ninguém se apercebeu? Nenhum  Engenheiro  da Câmara Municipal de Lisboa passou na zona para verificar se o pedido autorizado de acrescentar umas guardas de ferro estava a ser cumprido?  E/ou reparou nas movimentações estranhas no terraço que não se coadunavam com a colocação de uma simples grade?  

Evidentemente que iria resvalar para os impropérios ofensivos e censuráveis, chamar de palhaços vá, agora dizer que somos "Atrasados mentais", alto lá.  A mim não me atinge, pois sigo a máxima: tudo o que vem debaixo não me atinge.  Porém, é uma vergonhosa desfaçatez denominar de "atrasados mentais" quem acha que há um desrespeito pela lei. A irmã mais velha revela que precisa de ter educação linguística urgentemente, usar as deficiências para insultar outrem demonstra uma insensibilidade atroz; pois quem se insurgiu contra a construção da marquise não é "atrasado mental" e não se pode utilizar estas palavras como insulto, pois não são, são sim uma doença do foro mental que deve ser respeitada e assim não utilizar estas palavras de forma pejorativa para ultrajar alguém. 

Confesso que gostava de ter conhecido esta mana  quando estava na mó debaixo e nem imaginava que o mano seria o seu euromilhões para perceber se esta frase não seria o seu modus vivendi: "gente que nem sabe viver nem deixam outros viver”. 

 

2 -  Inesperadamente,  surgiu um apoio de peso para a "marquise" do CR7 que foi nem mais nem menos o arquitecto Tomás Taveira.

[Quem se esqueceu desta pessoa que foi protagonista, nos anos 80, do maior escândalo promíscuo?]

Diz que: "Eu só acho absurdo ele [José Mateus] estar muito irritado por o Cristiano Ronaldo ter feito uma “marquise” para treinar. Estamos a falar de um dos maiores atletas do mundo que fez uma coisa para valorizar a sua propriedade. As pessoas fazem marquises para valorizar as propriedades." Continua assim: "como é o Cristiano Ronaldo, está a aproveitar-se da sua fama (...)." Quem é que se aproveita do CR7? É quem mesmo? Pois se não falasse do futebolista, a sua entrevista tinha passado despercebida. 

Reclama que não há respeito pela sua criatividade pelos seus projectos, que alteram sem o consultarem, diz uma coisa espantosa (demonstra que neste mundo das maquetas há sempre tratamento especial para os VIP's): "Um indivíduo eticamente correto, o que é que fazia? “Ó Cristiano Ronaldo, vamos lá legalizar isto. Dá cá o projeto, nós assinamos e vamos tratar desse assunto”. Até porque ninguém vê aquela marquise."  

Para quem está chateado com os dirigentes do Sporting, inclusive tentou aferir da possibilidade de proibir, devido ao facto de irem mudar a cor das cadeiras das bancadas do Estádio José Alvalade,  arquivando a imagem cénica das cadeiras multi-cores em fotografias e em vídeos no Youtube, está muito benevolente com o capricho do Cristiano Ronaldo. 

É uma pena,  não haver "fluxo de caixa" para aprisionar os azulejos na gaveta do esquecimento para livrar as paredes do estádio da conotação de ser a imitação barata de uma casa de banho. Outra piroseira que os adeptos do Sporting não mereciam.

3 - Os fãs de Cristiano Ronaldo não gostaram do enxovalho noticioso que lhe foi feito por causa de uma "marquise" quando o jogador madeirense ofereceu equipamento médico para apetrechar três alas hospitalares para os cuidados intensivos (juntamente com o empresário Jorge Mendes) e pouca visibilidade obteve nas redes sociais bem como na comunicação social tradicional. Eis a notícia: "Cristiano Ronaldo e o empresário Jorge Mendes fizeram doações ao Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN)  e ao Centro Hospital Universitário do Porto (CHPORTO), com vista a equipar duas alas do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e uma ala do Hospital de Santo António, no Porto, para cuidados intensivos."

Sem perder muito tempo, acho que estão a ser falaciosos, dado que esta dádiva foi amplamente divulgada, e muito bem, pelos vários órgãos de comunicação social que têm presença muito activa nas maiores redes sociais do momento.

O que queriam?  Que fosse erigida uma estátua em sua homenagem?

É melhor não, tem corrido muito mal a experiência com os bustos e as estátuas em homenagem ao craque madeirense! 

A doação feita tem de ser destacada, porém, essa e muitas outras acções beneméritas não podem ser justificação para a inibição de dar a notícia em que CR7 cometeu uma ilegalidade.  

Não querendo destruir a inocência crédula de muitas pessoas, se calhar é melhor não lerem este parágrafo para não sofrerem: Quem é muito rico, quer ser cada vez mais rico. Por isso, estas doações solidárias têm benefícios fiscais.  A responsabilidade social é louvável, todavia,  muitas vezes é puro oportunismo. Apesar de tudo, este oportunismo é de salutar. E deveria existir ainda mais. Obrigada, Cristiano Ronaldo.

(Contudo, não te esqueças de legalizar o teu "quartinho")

Reforço que: Somo cada vez mais dias ao meu amor recente que é a contemplação da  paisagem sem pessoas!

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Notícias curtas que fizeram a actualidade sem referência a Cristiano Ronaldo, mas afinal estava implícito. Ora leiam:

I - (Várias vezes protagonista de campanhas publicitárias da Meo): fiquei a saber por acaso, então não é que a operadora de telecomunicações líder de mercado desde Julho de 2020 entrou no mercado da energia, com o nome de Meo Energia?! Parece que é um caso único na Europa uma operadora juntar ao serviço de telecomunicações, o serviço de electricidade.

Alguém que faz o favor de visitar este estaminé aderiu a este pacote 2 em 1: telecomunicações + electricidade? 

Acho piada a aposta neste serviço, quando há um desinvestimento na melhoria da cobertura na rede móvel, por exemplo.  Nas localidades raianas é mais fácil ter sinal móvel de um operadora espanhola do que da Meo. Nem é preciso atravessar a fronteira para receber a mensagem de roaming. E será que já foram solucionar os problemas que as pessoas que vivem no Norte em zonas rurais (com poucas pessoas) onde para ter um risquinho de sinal no telemóvel têm de se deslocar para o lugar mais alto? A pandemia veio clarificar o nenhum interesse em modificar a cobertura de rede que não é de lés a lés de Portugal;

II - (Tornou-se numa estrela de futebol no Reino Unido): Já não é novidade para mim que o alinhamento do Jornal da Noite da SIC  está cada vez pior, mas o momento "passadeira vermelha" (programa de trivialidades do mundo rosa) que nunca falta, porém é costume ser deixado para o final do Jornal.  Qual não é o meu espanto quando a Clara de Sousa passado dez minutos do início anuncia que: "Boris Johnson casou-se em cerimónia privada em Londres"!? É assim tão importante esta notícia do foro pessoal do primeiro-ministro britânico para ser noticiado à frente da verdadeira  actualidade portuguesa e estrangeira?;

III - (É natural da Ilha da Madeira): O Presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque,  fez saber que tinha enviado uma carta a Boris Johnson e sua esposa a convidá-los a vir passar a lua de mel à Madeira explicando as medidas de prevenção do Covid-19 para a ilha ser um destino seguro.

Ó Senhor Albuquerque acha que o Boris Jonhson vai seguir o exemplo de Margaret Tatcher e vir passar a Honeymoon para outra ilha? Numa  ilha está ele. Como já tinham brincado muito, mandou fechar o parque de diversões, que é como Portugal é visto para os britânicos, para incitar o regresso dos seus concidadãos ao Reino Unido; vinha agora para a Madeira de holidays!? 

 

 

 

 

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