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Perspectivas & Olhares na planície

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P&O na Planície: Bom Fim de Semana 93

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P&O na Planície: Bom Fim de Semana 93 = Andou metade de Portugal em picos para que a reabertura das esplanadas fosse autorizada.  Esta semana a neura que muitas pessoas padeciam por não conseguirem estar de perna cruzada horas a fio com uma garrafa de água, ou uma bica a desenferrujar a língua a comentar a vida dos vizinhos ao que parece fez uma pausa. As neuras são complicadas, tanto que encheram em três segundos as cadeiras das esplanadas assim que começaram  a ornamentar as frentes, traseiras dos cafés. Será que marcaram as cadeiras de madrugada? Usaram a táctica de colocar uma toalha para reservar o lugar, como se faz nas espreguiçadeiras nos espaços verdes de apoio às piscinas nos hotéis? Adiante.

Aos fim de semana e feriados só  esplanadas até às 13h. Vamos ver muitos Tom Sawyer a madrugar para irem "dar de beber à dor" até o relógio der a badalada da uma da tarde. Mas isto não há bela sem senão.  Os proprietários de cafés e similares tanto pediram a reabertura das esplanadas justificando-se que estavam preparados; nem demorou 24 horas os queixumes a exigir que o Governo tomasse  medidas para a  obrigatoriedade do uso da máscara na fruição da esplanada. Ora mas o proprietário não sabe pedir ao cliente para colocar a máscara quando não está a ingerir nada? Não quer espantar a clientela? Observem o exemplo dos supermercados: sem máscara não se pode entrar na loja. Muitas vezes vi os funcionários exigirem o uso da máscara ou teriam de abandonar as instalações.

Quem tem boca não manda assoprar, já diz o ditado.

Porém, se não querem afugentar os clientes, ofereçam-lhes máscaras com fecho éclair  e não peçam ao Governo parvoíces, pois o próprio Governo só se entretêm com futilidades e depois ainda vêm estes senhores dos cafés com esplanada a desencaminhar  este Governo para mais tolices. À caça da coima (o Estado não pode pagar as obrigações com géneros) estavam em picos para implementarem a operação "Esplanada Segura". Ai os picos. Vão picar-se todos, aconselho a aumentar o stock de bepanthene para aliviar  a inflamação das picadelas. 

Próximo assunto (Parte I):

O Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (Porto) decidiu que o seu mestrado integrado de Medicina, a iniciar-se em Setembro, vai ter uma cadeira sui  generis no seu plano de estudos. Conseguem adivinhar? É difícil a pergunta.  Ora bem a disciplina é nada mais nada menos que: Introdução à Poesia. Surpreendidos? Os futuros médicos que saem do Abel Salazar irão ser capazes de dizer poesia aos seus utentes com a mesma diligência com que nos auscultam o ritmo do batimento cardíaco. A intenção parece-me aceitável, dizem que "o objetivo é desenvolver, através da leitura dos poetas, uma educação humanística e humanista dos alunos de Medicina, unindo o sentido que transforma as palavras em gestos." Resta saber se os estudantes encaram esta cadeira como um pico benigno ou maligno. Ler poetas, analisar poemas não é bem o que estarão à espera num mestrado de medicina. Fico à espera de um mestrado em literatura portuguesa que inclua no seu plano de estudos uma cadeira de Anatomia Humana. Há certos poemas que para entender as entrelinhas era preciso perceber, por exemplo, a composição do sistema nervoso...  

Próximo assunto (Parte II):

li por estes dias esta magnífica notícia: Estado português vai conceder garantias públicas no valor de 252,5 milhões de euros ligadas a um empréstimo da CGD a Angola para pagar a requalificação da Base Naval do Soyo, a cargo da Mota-Engil.  Sou só eu que vejo que esta acção benemérita trará imensos picos para o contribuinte português  se picar até ao osso para pagar caso o Estado Angolano incumprir as cláusulas do contrato, que evidentemente há esse enorme risco.   Mais, este projecto nem é em Portugal somente está a cargo de uma empresa privada portuguesa, nem é preciso lembrar os empréstimos de milhões que ficaram por pagar de supostos projectos de investimento prioritários que desfalcaram o Banco do Estado e nenhum brilhante investidor pagou,  apenas o palerma do contribuinte português com os seus impostos. 

A ver vamos que picos nos saem em sorte: os benignos ou malignos. 

 

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