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Perspectivas & Olhares na planície

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P&O na Planície: Bom Fim de Semana 89

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P&O na Planície: Bom Fim de Semana 89 = No 12.° estado de emergência o Presidente da República voltou a insistir na alteração provisória da lei do ruído. É a segunda vez e o Governo não lhe apetece, nos corredores das conversas informais que como se sabe passam a ser oficiais quando o jornalista as ouve e as replica nos serviços noticiosos, comentou que seria difícil alterar temporariamente pois não se consegue ter sempre policias à porta dos prédios. Limitar o ruído não é algo de somenos. Quando há pessoas em teletrabalho, estudantes com aulas em casa é imperioso acatar a sugestão  de Marcelo Rebelo de Sousa de limitar “determinados níveis de ruído mais reduzidos em decibéis ou em certos períodos horários, nos edifícios habitacionais, de modo a não perturbar os trabalhadores em teletrabalho”, uma vez que temos vivenciado uma moda que se instalou neste segundo confinamento: as malditas obras de remodelações nos apartamentos.  Quem não tem alternativa, resta-lhe a paciência de chinês para interiorizar o barulho da broca pois um dos vizinhos que estão também em teletrabalho fugiram com a descendência para uma casa emprestada, ou para a casa de férias ou mesmo reservou uma casita no Pestana Tróia Eco Resort & Residence. Não é ser chata,  mas antes ser empática: ora se a mudança total das casas de banho ou a remodelação da cozinha não podiam esperar? Claro que podiam, foi uma forma de furar o confinamento para irem para um mini-paraíso em Tróia, por exemplo, ouvir o barulho dos pássaros enquanto que quem ficou fica no inferno a ouvir barulho dos passos dos pedreiros, portas a bater, a música dos palavrões porque a caixa é pesada do lavatório escolhido num Leroy Merlin qualquer, ou os funcionários do IKEA montar a cozinha que viram exposta que afinal não é assim tão prática pois faltam armários para tanta loiça, mas na ânsia de encontrar uma justificação para a ausência da morada fiscal escolheram uns armários mais pequenos do que aqueles que tinham. 

Pode dar-se o caso, estes maliciosos fura-confinamentos serão os primeiros a reclamar na reunião de condomínio ou quiçá chamar a polícia a dar conta do desagrado do barulho insuportável da família do desgraçado do vizinho que levou com a barulheira de uma casa de banho a ser destruída no auge do segundo confinamento geral que não tem para onde ir espairecer com as descendências, e uma delas faz birras de acordar o prédio. 

Quando estamos bem, nunca nos lembramos de quem está menos bem. 

Viram as costas rapidamente, para não dizer outro membro do corpo patente na fotografia, quando têm oportunidade mandando para as urtigas o respeito de respeitar o espaço que é comum a todos, é pena quem não pode fugir para conseguir "teletrabalhar" ou assistir às aulas online com o ruído rotineiro normal de um prédio não seja protegido temporariamente adaptando a lei às tentações estapafúrdias e  malandrices que os vizinhos que pedem empatiam aos outros para com eles, não são capazes de ser empáticos com os outros. 

 

 

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