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Perspectivas & Olhares na planície

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P&O na Planície: Bom Fim de Semana 43

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P&O na Planície: Bom Fim de Semana 43 = Com a legitimação e o impulso de certa comunicação social os nossos governantes apenas dão importância às situações, aos problemas temporários que podem prejudicar os seus interesses políticos de inovar esquecendo que nada há para inventar no teatro de aparências nas actividades políticas.

Vivia-se em Dezembro as consequências do Furacão Lorenzo e a continuação dos ventos e chuvas fortes e ninguém dormia nas redações dos jornais e TV não com a preocupação de os nossos irmãos das ilhas das Flores e Corvo terem uma ceia de Natal quase despojada de alimentos; mas antes  expectantes  na impossibilidade de o Marcelo Rebelo de Sousa não cumprir o seu programa de artista de variedades: fazer o revilhão na Ilha do Corvo. Os habitantes das ilhas das Flores e Corvo desde  13 de Dezembro que não viam por mar a chegada de produtos de primeira necessidade, porém viram “pelo céu” a vinda do produto gourmet, a 31 de Dezembro: o caviar e que felizmente não apanhou nenhum susto:  “Correu muito bem a vinda das Lajes para aqui e a aterragem correu muito bem", disse o Presidente da República.

É sintomático: as prioridades dos governantes estão sempre em conflito com os interesses e bem-estar da população que devem servir e não devem servir-se dela. Apareceu barco e avião para o Marcelo Rebelo de Sousa. Ao contrário não surgiu nenhum avião da Força Aérea para efectuar o abastecimento de produtos alimentares, gás e outras mercadorias normais que nós no continente temos ao virar da esquina e estes habitantes têm de forma condicionada e no intervalo dos constrangimentos meteorológicos. A culpa foi do Furacão Lorenzo destruiu o Porto das Lajes e o único navio que abastecia as ilhas parou a 13 de Dezembro.  Depois continuaram nas culpas do tempo: outra vaga de mau tempo, todavia o transporte aéreo de mercadorias nunca foi equacionado, essa  é que é a verdade.

Não seria natural a existência de planos de contingência (soluções para cenários de emergência) para solucionar estas situações específicas de quem vive em ilhas que apesar de, citando: “Governo dos Açores diz ter feito o possível no abastecimento às Flores e Corvo”, custa acreditar que foi feito o possível, uma vez que chegou-se a 12 de Janeiro e o relato era que as prateleiras dos supermercados estavam completamente vazias.

Marcelo Rebelo de Sousa quando pisou o chão da ilha do Corvo disse: “Cá estou eu, cá estou eu.”  

Uma habitante das Flores, por sua vez desabafa:  “Sinto que somos tratados como cidadãos de segunda. Mas os nossos impostos são pagos de igual forma. Não somos mais nem menos que os outros. Somos pessoas que trabalham, que têm família, que dão vida aos lugares. Já há escassez de coisas básicas, nomeadamente de frescos, de iogurtes... Não encontro uma alface há um mês. Há escassez de iogurtes e, em alguns sítios, nem congelados há.

Devido à inoperância e incapacidade dos nossos medíocres governantes: (sobre)viver ao dia-a-dia nas Flores e no Corvo é um desfolhar de tristezas e desilusões que não voam. Onde, por vezes, as suas belezas poéticas apenas residem nos seus nomes: Ilha das Flores e Ilha do Corvo.

 

 

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