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Perspectivas & Olhares na planície

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P&O na Planície: Bom Fim de Semana 29

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P&O na Planície: Bom Fim de Semana 29 = Esta semana fiquei a saber que, de acordo com os dados do INE referentes a 2017, há perto de 330 mil crianças e jovens até aos 18 anos em risco de pobreza (representa 19% de cerca de 1.729.675 menores portugueses). O Especialista em Sociologia da Infância Manuel Sarmento, docente e investigador na Universidade do Minho, refere que: “As crianças continuam a ser efetivamente o grupo populacional mais afetado pela pobreza, designadamente o que se chama pobreza monetária, ou seja, que vivem em agregados familiares cujo rendimento per capita é inferior a 60% da mediana do rendimento nacional per capita“. Mas,  também é muito verdade que há crianças que vivem com muitas privações de bens e cuidados básicos por opções erradas dos pais, em que essas opções se consubstanciam na acumulação de créditos que consomem mais de 70%  do orçamento financeiro familiar. Como bem relembra a docente e investigadora Amélia Bastos: ”(...) há famílias que podem ter um rendimento médio elevado e as crianças viverem em condições de pobreza.”

A vida das crianças portuguesas assemelha-se a um Moinho de Vento Sem Velas: umas porque estão efectivamente a viver num contexto de pobreza mesmo com ambos os pais com trabalho (“O salário mínimo atual é de mais 78 euros mensais que em 1974”), outras crianças sofrem desnecessariamente com as prioridades egoístas dos pais em alcançar os bens materiais incompatíveis com o rendimento real de um agregado familiar.

 

Ao que parece estamos menos pobres, uma espécie de Moinho de Vento com as velas rasgadas: “2017 trouxe melhorias às condições de vida da população portuguesa, com o risco da pobreza a atingir 17,3% dos residentes em Portugal. É a taxa mais baixa desde que este indicador é tratado, 2003, ano em que um quinto dos habitantes estavam abaixo do limiar da pobreza”.

 

Convém informar, para quem não saiba, que só é considerado pobre aquele cidadão  com rendimento mensal inferior a 460 euros. Um cidadão com 463 euros mensais é um felizardo pobre e não um pobre felizardo, faz toda a diferença!

 

No contexto da União Europeia não fugimos à nossa sina de  ser um Moinho de Vento Sem Velas: “Portugal está pior do que a média dos seus parceiros comunitários (16,9%), com apenas dez países a ter piores resultados. E estes são da Europa de Leste, com exceção de Espanha (21,5%), Itália (20,3%) e Luxemburgo (18,3%).

Muitos no seu íntimo, os tais pobres de espírito que nos governam com a nossa permissão, pensarão que não faz mal sermos um Moinho de Vento Sem Velas, pois assim é mais fácil ludibriar e controlar uma sociedade com níveis de pobreza monetária acima da média. 

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