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Perspectivas & Olhares na planície

Perspectivas & Olhares na planície

P&O na Planície: Bom Fim de Semana 21

 

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P&O na Planície: Bom Fim de Semana 21 = O António Costa comporta-se como se não fosse um Primeiro-Ministro em funções. Vai daí decidiu organizar uma excursão para percorrer Portugal de norte a sul sempre pela estrada na cional 2. É pena não incluir todas as estradas nacionais no seu roteiro de propaganda, oops de viagem, como por exemplo, a EN 258 que liga Brinches a Serpa. Para ter uma viagem regada de pulinhos e apimentada de travagens bruscas para se desviar dos buracos e buraquinhos que decoram cronicamente esta nacional 258. Com a real possibilidade de no meio do percurso o seu motorista arregaçar as mangas da camisa para substituir a roda com o pneu furado. (Nessa hora morta aproveitava para cair em si e cancelava essa aventura de excursionista e ia tratar do caos em que se encontram os serviços públicos).

10 comentários

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    /i. 24.08.2019

    Olá, Sarin.
    , sou mesmo má. Uma autêntica desmancha prazeres!!

    (Sim, o governo entra nos serviços mínimos de gestão. No entanto, já que é um fingidor, podia fingir mais um pouco até iniciar oficialmente a campanha eleitoral. E acrescento a restituição das 35 horas, mais horas extra a pagar e sem contratar mais. Mas os juízes já tem os 700 euros garantidos de aumento salarial.)
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    Sarin 24.08.2019

    (Por isso eu falar em 9 anos de desinvestimento. Este Governo podia ter diagnosticado os recursos humanos nos vários serviços, apurado as necessidades para os próximos 7 anos e gradualmente ter aberto concursos. Mas não. Achou que fazer tal trabalho seria incompatível com "rigor financeiro"... 9 anos a esvaziar os serviços!

    Mas o que mais me chateia sabes o que é? É que falam mal dos funcionários públicos, mas não vêem que o mal dos funcionários públicos - vistos como um todo e não particularmente - estão sobrecarregados e sujeitos a chefias e a processos inoperativos. Um exemplo: as redes caíram em cima das assistentes sociais por causa das 2 crianças da Amadora. Afinal, a Assistência Social tinha remetido o caso para o MP - sem o qual não pode trabalhar - já em 2016...
    Os FP são poucos para o tudo que deles se espera. E destes poucos muitos são mal chefiados pelas cúpulas e todos se debatem com processos redundantes ou ineficientes. Só pode resultar em ineficácia em muitos casos! E ninguém lhes dá os parabéns pelos sucessos - "só estão a fazer o trabalho deles"... Pronto, depois deste panegírico aos FP e da acusação aos Executivos, vou-me. Beijocas :)) )
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    /i. 24.08.2019

    (Exato. Prova que não há dinheiro para fazer funcionar os serviços públicos. O dinheiro não estica, era bom que assim fosse. . Só que o Costa gosta de manipular a opinião pública e publicada.
    Há falta de recursos humanos, sim senhora. No entanto, o que faz com que os serviços públicos não sejam eficientes para mim são dois factores: 1 - as chefias por nomeação (cada vez que muda a cor política no
    governo toca a trocar o boy por outro boy); 2 - não se trabalhar por objectivos e exigir capacidade de trabalho e um nível de rapidez aceitável. Os tempos de espera são iguais quando iam buscar o ficheiro ao arquivo e com a condicionante de terem de se levantar da cadeira. Agora sentados, é só ter rapidez em clicar no rato e colocar o nif ou outro número qualquer e aparece a nossa vida.
    No caso das meninas, é preciso ter sorte nos pais que nos calha na rifa quando nascemos, funcionou até esbarrar na justiça. Ora o ministério público não conseguia localizar as meninas. Isso não desculpa. Pois se trabalhassem em rede sabiam logo onde as crianças sobreviviam às garras daqueles progenitores. É indigno chamar de pais.
    Beijinhos
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    Sarin 24.08.2019

    "Aconselho a leitura" mas não deixei ligação :/

    Deixo agora :)

    https://www.google.pt/amp/s/www.dn.pt/edicao-do-dia/22-ago-2019/interior/amp/chamam-lhe-o-dr-house-90-do-que-fazemos-nao-sao-atos-medicos-sao-fantochadas-11224937.html
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    /i. 24.08.2019

    Olha que eu até estou de acordo contigo. Quando digo trabalhar por objectivos é uma mistura da tua visão mas adaptado ao tipo de serviço. Ou seja, no atendimento ao público acho péssimo teres que cumprir um tempo definido de atendimento. Pois muitas vezes são assuntos complexos e demora mais tempo e a ideia é ficar com o problema parcial ou totalmente resolvido. No backoffice faz muito sentido trabalhar por objectivos. Tens aqueles pedidos para tratar tens de ser dinâmica. Não é para hoje, é para ontem a feitura das tarefas.
    Vou ler a tua sugestão.
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    Sarin 24.08.2019

    No backoffice continuas com o problema dos procedimentos a atrasarem o trabalho... as redundâncias (etapas evitáveis) e os fluxos abertos (etapas não previstas) roubam tempo, logo interferem na produtividade de quem não tem responsabilidade no desenho do processo. É nos processos que estão as falhas - processos bem desenhados permitem identificar facilmente as falhas nos recursos. Incluindo nos humanos :)
    Curiosamente, burocratas e tecnocratas querem ambos que as pessoas estejam mecanizadas - são os processos que deveriam estar mecanizados, as pessoas deveriam poder desempenhar as tarefas com personalidade e, até, alguma liberdade criativa dentro das suas funções.
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    /i. 24.08.2019

    Sim. Há muita burocracia e como li a tua sugestão lembrei-me de algo que eu abomino e que o médico diz: os chefes pensam que como são chefes não tem de trabalhar servem só para fazer reuniões que não servem para nada. E que não lhes cabe fazer trabalhos menores. Isso fica para o subordinado. O exemplo de ir cortar as unhas ao velhote para muitos acham que não é tarefa para eles. Mas infelizmente há poucas pessoas a pensar assim e arrisco a dizer que é uma questão de educação recebida em casa. Faz-me impressão essa sobranceria porque não fui assim educada.

    Relativamente há burocracia vou dar um exemplo real: o contentor do lixo estava esburacado, sem tapa. Fui à câmara expor o caso. Tive de dar os dados para que preenchessem o formulário online do pedido de troca do contentor. Passado uma semana (?!) vieram substituir o dito cujo. Passado mais uns dias recebo uma carta a avisar que já tinham atendido ao meu pedido. Ora gastaram papel em algo que se repara logo quando vamos deitar o lixo fora todos os dias. mesmo quem tenha falta de
    vista...
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    Sarin 24.08.2019

    Lá estão a falta de autonomia criativa, a mecanização das pessoas, o controlo de objectivos: os contentores são activos da autarquia, fazem parte de um inventário e algures no tempo foram um objectivo, "aumentar em x os contentores distribuídos"...
    A carta é um formalismo que fica bem se a reclamação for escrita (e garante a quem gere reclamações o encerramento da mesma); a correcção ter demorado uma semana pode dever-se a falta de stock; o contentor ter estado sem tampa e nenhum dos funcionários do serviço ter dado o alerta, ou ter dado e este não ter sido respondido denota o mau desenho do processo: quem lida com os caixotes é que deve ser responsável pela sua manutenção, logo, pelo seu inventário, e não um funcionário designado para gerir os mobiliários urbanos e que como objectivos teve um dia os tais x caixotes distribuídos. Num processo bem desenhado, a tua reclamação deveria ter desencadeado duas reacções, a correcção da situação e a responsabilização dos funcionários que operam na tua zona. Mas isto é pensar MUITO fora do caixote :) Até porque poria muita gente a trabalhar em vez de apenas a mandar ou a tratar os dados do trabalho dos outros... e obrigaria a uma coisa que se chamar pensar, em todos os níveis dos processos. As hierarquias serem definidas em função dos processos traria quadros como o "homem do lixo" dizer ao chefe da tesouraria que precisa de comprar caixotes do lixo - e, porra, nenhum homem do lixo pode mandar um chefe fazer seja o que for, que horror!!!

    :)
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    /i. 24.08.2019

    Exactamente, Sarin.
    Antes bastava ir à recepção do estaleiro da câmara e eles apontavam e no outro dia o pedido era efetuado. Actualmente é como te descrevi. Só há um pormenor que me esqueci de dizer: o contentor esteve assim um ano e tal. Ora como escreves e bem: os funcionários não reparavam que o contentor tinha de ser substituído?
    Por acaso a câmara tem em stock contentores e novos. Pois como em muitas zonas há contentores subterrâneos. Logo há de sobra
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