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Perspectivas & Olhares na planície

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O quê? Alargar o Aeroporto de Beja...

Com todo o respeito que merece o mui ilustre João Paulo Ramôa pergunto: para que serve o alargamento do Aeroporto de Beja?

 

Só se é para aterrar aviões apinhados de javalis que o PAN e o BE não querem que sejam abatidos? Ou para estacionar charters de formigas de asas que o PAN quer proteger dos ameaçadores caçadores de meia-tigela de armadilhas artesanais de "captura" de aves.

 

Apesar da ANA Aeroportos, entidade gestora, ter este texto informativo: O Aeroporto do Alentejo está a oeste da cidade de Beja e foi inaugurado em abril de 2011. Este terminal de passageiros, de carga e de manutenção de aeronaves está preparado para receber todo o tipo de operações com um elevado nível de eficiência.

 

Não passa disso mesmo, umas frases que o vento não as leva, pois o aeroporto é virtual. De quando em vez, estão umas aeronaves estacionadas para passarem um espanador e aspirar a vapor os bancos. Para além de servir de parque privado de luxo de monos: lembram-se dele? Ainda lá está, certamente já cheio teias de aranha!

 

Por isso, não percebo esta ideia peregrina do mui ilustre João Paulo Ramôa no alargamento de um aeroporto que não tem tráfego nenhum!

Na volta esta conversa fiada é para dar um sinal ao PSD que está de volta ao combate político, caso o Rui Rio entenda que seria uma mais-valia ressuscitá-lo para encabeçar a lista pelo círculo de Beja às legislativas; e, posteriormente ser o candidato preferencial e competente para derrotar o Paulo Arsénio nas próximas eleições autárquicas.

 

Até porque o João Paulo Ramôa deve rever-se neste diálogo:

" – Abandonas a política? – disse Martinho. – Nunca. É como uma árvore que não dá fruto mas dá sombra."

(Agustina Bessa-Luís, A Ronda da Noite)

 

 

 

 

p.s. O Presidente da Câmara Municipal de Beja, Paulo Arsénio, disse que concordava com a opinião do João Paulo Ramôa. A sério? E por acaso partilhou essa opinião com o seu camarada Pedro Marques? O que tem feito para além do básico, que é nada, de forma a pressionar o governo socialista e a entidade gestora a resgatar o Aeroporto de Beja do abandono e porque não, do esquecimento a que foi votado? Um conselho: o Senhor Paulo Arsénio está perito em inventar festivais temáticos, por isso, devia fazer uma festa de arromba na pista do aeroporto. Uma festa daquelas com momentos excêntricos à semelhança dos que aconteceram no jantar privado da comitiva de gestão da Web Summit no Mosteiro dos Jerónimos. De forma a que o insólito caísse que nem uma bomba lá para a capital, a ver se se lembravam que o Aeroporto de Beja ainda não fugiu para Marracos. Fica a sugestão. E não precisa de agradecer, é com muito gosto.

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