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Perspectivas & Olhares na Planície

«Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre.» Paulo Freire

Perspectivas & Olhares na Planície

«Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre.» Paulo Freire

IPBeja, quo vadis?

Muito havia para dizer...

“A universidade desenvolve todas as capacidades, inclusive a estupidez.”

Anton Tchekhov

 

O IPBeja insiste em perder o tempo com as árvores, em vez de  ocupar-se com a floresta … E isso incomoda-me solenemente. Sou a única a pensar assim, certamente...

Para além da sua principal missão: formação dos futuros quadros profissionais intermédios e superiores. Gostava de ver o Instituto Politécnico de Beja mais envolvido nas soluções dos problemas do distrito de Beja e a fazer "lobby" positivo para lutar, por exemplo, pela electrificação da linha ferroviária do Alentejo ou no evitar que o Hospital de Beja se torne num centro de saúde sob a alçada do Hospital de Évora.

Mas, o IPBeja gosta mais de ser uma voz activa no mundo dos produtos de merchandising de sedução.
Primeiro foi uns perfumes: “captar a atenção dos potenciais e actuais alunos, familiares e empresas (futuros empregadores) e, ao mesmo tempo, criar uma sensação de bem-estar que impulsione o contacto com o IPBeja”.

Ingenuamente pensava que se escolhia uma instituição de ensino superior por ser uma referência na formação ou por albergar docentes que primam pela qualidade e competência de ensino. Sem esquecer que muitas famílias escolhem o IPBeja por questões financeiras, uma vez que, geograficamente, fica mais próximo da residência do agregado familiar.

Nada disso: escolhemos o IPBeja pelo olfacto. Não vou para a Universidade de Évora dado transmitir uma identidade olfactiva antiquada, pois  “cheira”  a naftalina. Vou antes para o IPBeja, porque tem uma identidade olfactiva inovadora com uma fragrância floral frutada. Viva ao Perfume IPBeja.

Agora resolveram lançar quatro vinhos e uma jóia para comemorar o 40º aniversário do Instituto Politécnico de Beja.

É inegável  e devo felicitar esta perseverança em cumprir à risca esta criativa política fora do comum de “seduzir’ os futuros alunos para o IPBeja!?

Sem mais delongas passo a apresentar a jóia “Esfera do Recomeço”: “é uma peça artesanal, feita em prata de 0,925, com peso aproximado de 35g, devidamente contrastada, numerada e acompanhada por um certificado de autenticidade. Esta jóia “é construída com folhas de oliveira, que se abraçam, adornada com minúsculas bolas de prata que representam os seus frutos, alinhadas, configurando o logotipo do Instituto Politécnico de Beja. Dentro dela está uma pequena bola de madeira de oliveira, impregnada com o perfume IPBeja.”
Folgo em saber que quando criam produtos têm sempre a preocupação em incluir criações anteriores, ou seja, não se esqueceram do "perfumezinho" inesquecível com aroma a lembrar o Alentejo(!?).

A outra forma de homenagear o Instituto – que às segundas, quartas é Politécnico e às terças, quintas e sextas é uma empresa de eventos e merchandising –, foi com o lançamento de quatro “pomadas” oriundas das terras de Cuba e Vidigueira: “dois brancos e dois tintos e cada um dos vinhos tem a cor de uma das quatro escolas superiores do IPBeja. Os brancos "Os Ensaios e as Histórias?" e "O Teu sonho, o teu Futuro" têm as cores das escolas superiores Agrária e de Saúde, respetivamente. Os tintos "Os Amores e Desamores?" e "O Princípio e o Fim?" têm as cores das escolas superiores de Educação e de Tecnologia e Gestão, respetivamente.

 

Perfume, jóia e vinhos! Estou em picos para saber qual será o próximo negócio da China que vai brotar da Rua Pedro Soares - Apartado 6155.

 

O Séneca, nas Cartas a Lucílio, escreveu que: “Os progressos obtidos por meio do ensino são lentos; já os obtidos por meio de exemplos são mais imediatos e eficazes”. Estes são os exemplos que lemos quando há notícias sobre o IPBeja, não tenho mais nada a acrescentar.

Deixo para vós a redacção das conclusões…

As minhas ficaram no meu pensamento, arrumadas na gaveta das tristezas que são para esquecer!


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