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Perspectivas & Olhares na planície

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Eutanasiar este debate da Eutanásia

Curta observação!

EUTANÁSIA! Estamos em Fevereiro sem Orçamento de Estado, por isso,  os serviços estatais estão a viver de duodécimos. Alguém se preocupa? Não. O que interessa é discutir levianamente a Eutanásia. A discussão de medidas que podem fazer a diferença em 2020 na vida dos portugueses é eutanasiada, por estes cangalheiros do sistema político português. A quem interessa lançar para debate a temática da Eutanásia? Qual a razão pela qual pretendem desviar as atenções sobre a discussão das medidas na especialidade do orçamento de estado?

Qual eutanásia activa ou qual eutanásia passiva: cada dia que passa vou confirmando que estes políticos, ajudados pela comunicação social, nos condenam à pena de morte em vida.

Portugal tem dois problemas: os temas estruturais nunca são debatidos com elevação e com bom senso e o segundo problema é gostar de viver às escondidas para se manter as aparências.

Sabem que se morre a pedido, mas finge-se que se morreu naturalmente. É o caso paradigmático das estatísticas do suicídio: lá se faz um jeitinho no atestado de óbito para a família ter o padre no funeral. Raios partam: cansa esta conotação de o suicídio estar visceralmente ligado apenas aos alentejanos. Nós somos verdadeiros e até na morte somos correctos.

Eutanasiar às escondidas em casa, num hospital privado recomenda-se.

Agora ir morrer conscientemente a pedido num hospital público é um retrocesso na sociedade portuguesa. E depois o que se faz à ética de circunstância, à moral alimentada pelos holofotes? Vamos lá escamotear a realidade que não existe eutanásia ou suicídio assistido. Na Alemanha, Holanda, Bélgica… aí sim, morre-se por capricho a pedido. Portugal não. Nunca. Somos a favor da vida. 

Todos gostamos da vida: uns têm respeito pela vida e vivem a sua dando condições e não limitando as escolhas do seu semelhante e outros vivem vivendo as vidas dos outros criando gaiolas, impondo a tirania do pensamento único sob a capa que são misericordiosos com o seu semelhante que não tem voz.

Proponho eutanasiar esta forma de debater a eutanásia. Esperar para uma profunda e pedagógica reflexão para se legislar uma opção que podemos nunca recorrer, porém está legalmente prevista e sem ser preciso adoptar artifícios para se escolher a forma como queremos morrer e principalmente como não queremos viver! Respeitar e colocarmo-nos nos sapatos dos outros são um bom princípio para dar início a uma discussão sobre a eutanásia. Todavia, não é para hoje e nem  será para amanhã que esta problemática deve centrar a nossa atenção. 

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