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Perspectivas & Olhares na planície

Perspectivas & Olhares na planície

Dom | 10.06.18

E dia do Alentejo é quando?

/p.

Hoje é dia de Portugal e o Marcelo que discurse porque Costa não sabe bem o que dizer, por um lado quer destacar que todos os indicadores de crescimento económico são muito positivos, por outro lado tem medo que os professores escutem e que lhe exijam que honre os compromissos feitos. Nem sei porque esperam estes alguma coisa pois qualquer português a esta altura já sabe que os únicos compromissos que são para cumprir em Portugal referem-se a contratos danosos feitos com o estado relativos a PPP, Bancos falidos e rendas da EDP.

 

O mesmo se aplica ao Alentejo profundo, continua à espera, …à espera de estradas onde seja possível transitar em tempo mais ou menos útil sem ficar mal do estômago, à espera que o sinal da TDT não tenha interrupções, e que qualquer página da internet não demore 1 hora para abrir. Mas e as Câmaras do Alentejo, porque não tomam a iniciativa de melhorar as vias de comunicação ou pagar se tiver que se ser às operadoras para garantir um sinal em condições em vez de gastar centenas em balharicos”, como por aqui se diz, e outras festarolas que não acrescentam nada culturalmente às populações?!

Há em vários países europeus aeroportos mais distantes das cidades que servem do que Beja está de Lisboa mas nesses há boas estradas e transportes públicos a todas as horas. Aqui continuamos à espera…

 

O que fica de positivo quando se visita o Alentejo são os campos floridos a perder de vista (já não dourados porque a seara deu lugar à vinha e ao olival) e o falar típicos das suas gentes que teimam em dizer que vão “abalar”, quando partem para um certo sítio, sítio esse que dizem ser “já ali”, mas que nunca fica a menos de 10 km, mas se fores “zunindo”, ou seja muito rápido, não levas assim tanto tempo. Gente que em vez de deitar fora  “aventa” as coisas que já não se podem “amanhar”, e que gosta de se proteger da “calma” nos dias quentes a comer “alcagoitas” ou “ervilhanas”.  Os “sacanas” de Lisboa que fiquem com os amendoins.

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