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Perspectivas & Olhares na planície

Perspectivas & Olhares na planície

É "démodé" ouvir o Jerónimo de Sousa e seus sequazes partidários

O Jerónimo de Sousa "apela ao voto nas autárquicas para reforçar poder da CDU nas negociações" para o Orçamento de Estado 2022.

Não resisto e vou comentar este pedido urgente feito pelo líder do PCP: o que é que uma coisa tem haver com outra, isto é, as eleições legislativas são uma coisa e as eleições autárquicas são outra. A pressão que pode ser feita para que haja um OE 2022 justo e equilibrado é no Parlamento por via dos deputados eleitos em cada círculo eleitoral de cada distrito português. Os deputados, esses sim, deviam defender os interesses dos cidadãos dos distritos em que foram eleitos. São eles que têm de fazer propostas para serem incluídas no OE 2022 evitando as constantes falhas, omissões que sucessivamente os orçamentos apresentam no que toca a investimentos nas melhorias de infraestruturas  básicas e equipamentos imprescindíveis para evitar o êxodo rural.

O Jerónimo de Sousa quer recuperar municípios perdidos para o PS e conquistar outros, não há mal nisso, utilizar um falso argumento é que não é correcto. 

O PS tem o domínio no mapa autárquico, logo o que é que beneficiou o distrito de Beja com um presidente de Câmara Municipal Socialista? Pois. Nada.

Ganhar autarquias é bom para alimentar o ego do partido que detém as funções de Governo; ou perder autarquias é um sinal de alerta para o primeiro-ministro que pertence a esse partido perdedor. É um facto que pode causar, influenciar uma demissão, tal como fez o então primeiro-ministro António Guterres ao apresentar a sua demissão; porém não são um factor de poder negocial na feitura de um orçamento de Estado que é elaborado pelo Governo em exercício e que irá ser apreciado (e aprovado) pelos deputados eleitos nas eleições legislativas. 

É démodé ouvir o Jerónimo e o seu PCP que se transforma na Coligação Democrática Unitária nos anos das eleições autárquicas, pois pessoas um pouco mais instruídas (não temos cada vez mais licenciados, doutorados?!) não devem, não podem ficar manipuladas com esta ladainha, cujo o objectivo é a da continuação da iliteracia que existe em torno do funcionamento dos quatros órgãos de soberania em que está assente a estrutura organizativa do Estado Português. 

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