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Perspectivas & Olhares na planície

Perspectivas & Olhares na planície

As inflamáveis Golas Inflamadas

Fotografia: Visão

O Eduardo Cabrita tem uma obsessão secreta por golas antifumo. Tal é a tamanha obsessão do Eduardo pelas ditas encomendadas aos amigalhaços do gueto socialista setenta mil golas antifumo com mais uma gola antifumo extra. Perguntarão vocês e bem: a gola extra foi para oferecer a quem? Pergunta que será devidamente respondida mais adiante.

Continuando, instalou-se a conhecida confusão: as golas antifumo são inflamáveis e sem tratamento anti-carbonização; é um Kit de proteção civil de sensibilização no âmbito do projecto “Aldeia Segura e Pessoas Seguras” e não para proteger dos incêndios; no rescaldo da queimada descobriu-se que as inflamadas golas inflamáveis serviram para a família socialista (com e sem sanguinidade) ganhar mais “coroas” à custa do papalvo contribuinte português e dos fundos europeus (que também são constituídos com a ajuda dos contribuintes).

A perseguição diabólica do Eduardo pelas golas saiu-lhe cara. Todas as obsessões têm o condão de nos cegar, e assim cometemos erros. É quase certo e sabido que não foi o Eduardo Cabrita que ordenou a encomenda das inflamadas golas inflamáveis, mas antes o seu nomeado Secretário de Estado da Proteção Civil e ex-Presidente da Câmara Municipal de Arouca. Porém, o Eduardo revelou a sua enorme atracção por golas quando numa “espera” feita pelos jornalistas para o indagar da perigosidade das ditas ficou completamente com aquele ar alucinado como quem guarda um segredo, uma panca fora do comum e foi descoberta, (ó Eduardo podia ter uma panca pior: isso de ter fixação por golas é coisa de meninos de coro).

Recomposto da descoberta, como já era de esperar, com aquele olhar sinistro começou a disparar um rol de sandices, tocando no microfone: “O senhor jornalista tem aqui material que é inflamável”. A melhor defesa é o ataque, evidentemente que o melhor ministro com estilo mais empolado e pretencioso pratica essa tática com mestria.

Chegou o momento de responder à interrogação que aparece no início desta modesta prosa: a gola extra foi para oferecer a quem? Resposta simples: a gola extra foi um presente ofertado pelo Eduardo ao recém aniversariante António. Confuso(a)? Não esteja que eu explico melhor: O nosso querido Primeiro-Ministro António Costa fez anos no passado dia 17 de Julho, o Eduardo Cabrita resolveu oferecer a gola antifumo que estava no Kit de emergência. Porém, com a devida recomendação obrigatória escrita num post-it rosa que caso o Primeiro-Ministro, por mero acaso, estivesse no meio de um incêndio provocado pelos incendiários entretanto libertados, nunca se esquecesse de antes de colocar a gola antifumo a molhasse completamente. Aviso que ninguém ouviu aquando da ida do Secretário de Estado e ex- Presidente da Câmara Municipal de Arouca a um programa das manhãs da SIC. Esse programa ainda não era o programa da Cristina, era um apresentado pela Júlia Pinheiro com menos audiência, os gritos eram iguais só as conversas não eram tanto sobre trajes menores e partes íntimas do corpo humano. Por isso, a razão dessa passagem do Secretário de Estado Neves pelo programa da manhã da Júlia ter passado despercebida e consequentemente a informação - molhar as golas antifumo antes de as usar -, em jeito de aviso não ser conhecida.

 

Este Governo liderado pelo António Costa é um somatório de erros, incompetências, sobrancerias e tantos outros adjetivos pejorativos. Gastaram cento e vinte e cinco mil euros em golas antifumo que não servem para nada. É obra!

Esta trupe na ânsia de fazer negociatas perde a lucidez e comete falhas de palmatória: golas antifumo com preço mais alto e sem o cuidado na escolha do tecido. Pelo preço cobrado a exigência seria de a gola antifumo ser de algodão em vez do famigerado poliéster. Quando o incêndio deflagrou em torno das golas antifumo a Proteção Civil veio esclarecer com mais matéria combustível para as ignições: os kits distribuídos “não são materiais de combate a incêndios nem equipamentos de protecção individual”. Ai não? Então são PARA QUÊ? Para as pessoas ocuparem espaço na gaveta da cómoda com os kits? Se as golas antifumo pertencem ao projeto “Aldeia Segura e Pessoas Seguras” que surgiu após os trágicos incêndios de 2017 que mataram mais de uma centena de pessoas, em que o Governo não se demitiu e nem foi demitido, são para ser usadas QUANDO? Se não é para evitar a inalação do fumo dos fogos florestais, se calhar são para as pessoas não respirarem o fumo poluente proveniente das chaminés das fábricas que abundam no interior de Portugal, por um lado. Por outro, também há a hipótese de as golas antifumo terem sido distribuídas para que a população envelhecida não respire o fumo tóxico emitido pelos tubos de escape de três milhões de automóveis que todos os dias invadem as estradas por vezes com alcatrão esburacado de Mação, Pedrógão Grande...

Não quero terminar sem sugerir o seguinte: uma vez que foram gasto cento e vintcento mil euros sem apelo e nem agravo em material inútil, inclusive já apelidaram de merchandising (?!), apelava às pessoas que guardassem o kit de emergência sem esquecer a coqueluche: a gola antifumo até ao próximo Carnaval. Para quê? Para que seja o traje carnavalesco dos deputados da legislatura que está a terminar, de todos os elementos do Governo do Costa e do Marcelo Rebelo de Sousa. O Desfile de Carnaval 2020 de São Bento a Belém vai ombrear com os carnavais de Ovar ou Torres Vedras com trajes extraordinariamente perfumados e inflamáveis: “Dois oficiais de segurança do distrito de Castelo Branco disseram ao JN que "a gola aquece muito" e "cheira a cola". Estes oficiais queixaram-se também do colete refletor, também feito em poliéster.”

 

Aos menos o investimento feito era rentabilizado e os equipamentos seriam utilizados uma vez e por aqueles que deviam andar com a máscara da incompetência sempre posta, para que em Outubro nos lembremos em não votar neles!

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