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Perspectivas & Olhares na Planície

«Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre.» Paulo Freire

Perspectivas & Olhares na Planície

«Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre.» Paulo Freire

A Clara Ferreira Alves esteve muito bem

Hoje, no programa Eixo do Mal (Sic Notícias), a Clara Ferreira Alves perdeu a paciência com o Daniel Oliveira.

É sintomático a postura de distorcer os pontos de vista feitos pelos colegas de painel. É irritante a forma ditadora que o Daniel Oliveira assume nos seus tempos de antena, cuja missão é deturpar vergonhosamente as reflexões dos outros de forma a afirmar o seu ego intelectual jactancioso impondo a sua ideologia de esquerda radical bafienta e intolerante. A estes intocáveis que a comunicação social pariu e sempre embalou, a Clara Ferreira Alves cansada disse sem filtro: "És um ser absurdo".  Mulher de convicções fortes que não gosta de levar desaforos para casa.  Sim, de facto o Daniel Oliveira é absurdo. Com arrogância e de tom agressivo — um copo de água derramado pela cabeça abaixo era o mínimo – teve a desfaçatez de exigir que a Clara Ferreira Alves fosse educada a debater. E não foi? Foi e (é) absurdo na medida em que coadjuvado da sua mente refém do disparate, alimenta o seu comentário propagando ideias falsas subentendidas das opiniões dos outros. Acha-se superior a tudo e todos com os seus pensamentos de barba aparada, envergando um fato sem gravata a disfarçar a decadência dos dogmas comunistas, levar com um és absurdo não há razão para se sentir ofendido. Há impropérios bem conhecidos que fossem chamados à colação, eram bem utilizados, contudo devemos elevar o discurso, deixando os caminhos da brejeirice para quem gosta de andar na lama. Irritou-se, perante a confrontação do seu constante raciocínio pelo absurdo, apenas ofereceu a elevação da voz sem o mínimo de respeito pela mulher que estava à sua frente. 

Afinal, quando os "calos são pisados" a máscara cai. 

 

 

P&O Curtas 92: Se foi contratado por telefone...

... o mais natural é ser despedido por telefone. Não vejo qual é o drama!

Para ser contratado/nomeado/convidado para um cargo de relevo o recurso a uma chamada telefónica não é criticável, para fazer o processo inverso, ou seja, proceder ao despedimento/afastamento/ da função não pode ser igual ao método que o colocou lá. Já é condenável. 

Isto é ser-se pratico: telefonou para o recrutar e agora fez uma chamadinha para o dispensar. 

Assim, foi muito bem "arrojado" pelo Ministro.

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Boa semana

1. Há duas semanas, estava a ver o Telejornal (RTP1) ao mesmo tempo que "depenava" um cacho de uvas, mal eu sabia que não seria esta a minha única fruta a fazer parte da minha sobremesa. Decorridos 13 minutos de actualidade, sendo o mês de Setembro conhecido pelo início do ano lectivo, começou a ser emitida uma reportagem sobre a colocação dos professores, sem prever engoli uma cereja caída do topo do bolo: uma educadora de infância respondia à pergunta da jornalista ("este subsídio agora de ajuda à deslocação, a professora vai ter direito a ele") desta forma: "espero bem que sim, como todos os nossos colegas, não é, que estão deslocados, que o que ele disse que mantenha a palavra, não é..."

Quem é este ele? Quem começasse a ouvir estas declarações a meio, questionar-se-ia quem seria o tal ele. 

Esta professora com formação em ensino pré-escolar é de uma má educação atroz. Gostemos ou não dos nossos governantes não será desta forma que falamos do nosso superior hierárquico, aliás nem é forma de tratar alguém quando sabemos o nome e mesmo que não saibamos não usamos o ele. É tão feio, para além de denunciar a sua malcriadez, é mais do que uma formalidade de tratamento entre pessoas,  é respeito, é boa educação.

Denota algo muito simples, trata o Ministro da Educação por ele, tal como tratará o pai por ele, a mãe por ela. Esta descortesia será uma característica da Senhora que escolheu ser Educadora de Infância. Por isso, deve gostar de ser tratada por ela. Exorto os seus alunos a prescindir do Senhora Professora, Senhora educadora passando a utilizar ela quando necessitarem do seu auxílio durante o horário escolar, para ver se gosta desta indelicadeza.

Para esclarecer o ele  a quem se referia a Excelsa professora do ensino pré-escolar era nada mais nada menos o Ministro da Educação Fernando Alexandre. 

Estes modos, esta falta de polidez no trato, tiram-me do sério. 

2. Ouvi uma mãe a queixar-se do facto de o filho, no 5.° ano, ter três tardes livres e por isso a não ser costume a escolar programar para o 2.° ciclo actividades complementares. Os miúdos têm dez anos na sua maioria, supostamente não podem estar em casa sozinhos, e sem rede de apoio para ficar com a "criatura", como fazem os pais? Pagam a centros de estudos ou pedem a alguém para ficar com eles.

Eu sou de outro tempo, com dez anos ia fazer pequenas compras e pagamentos das facturas da água à junta de freguesia. A autonomia constrói-se cedo. Bem sei que hoje em dia é um drama os miúdos com esta idade ficarem em casa sozinhos, mas podem andar de noite a calcorrear as ruas da área de residente ou a reclamar baixinho "já a formiga tem catarro", quando um agente da autoridade chama a atenção para  apanhar o papel lançado para o chão. Esta mãe está no direito de questionar o facto de o filho ter muitas tardes livres, não pelo facto de não conseguir ficar com, uma vez que trabalha em casa, mas pela razão de achar que não o sabe como o entreter. Um miúdo com dez anos não sabe entreter-se? Brincar com carrinhos, fazer sudoku, jogar à bola, jogar playstation com moderação, por exemplo. A gestão de autonomia dos filhos, está pelas ruas da amargura. Ver pais à porta da escola para saber como correu o exame de português do 12.° ano ao filho/a, é de uma alucinação sem medida. A minha mãe estava tramada se tivesse esta postura, passava a vida à porta da escola, na altura eu fazia exame nacional a todas as disciplinas, excepto a Educação Física. Equilíbrio. É a palavra-chave que entrou em desuso na educação e acompanhamento da vida dos filhos. As tardes livres não devem ser um drama (mesmo muitos pais estarem no trabalho), uma vez que as escolas têm clubes temáticos onde podem participar, cuja a frequência está escalada para as tardes livres dos estudantes. 

Desejo a todos vós e a Ela – à tal docente – uma semana mergulhada na sabedoria que os livros podem trazer perante as várias dificuldades que o início do ano lectivo presenteia sem que haja um pedido de presente.

 

 

 

Boa madrugada

Ao cuidado: militantes e simpatizantes do Partido Socialista

Recordar é viver. Neste caso, recordar é evitar o branqueamento dos factos. Até o antigo primeiro-ministro António Costa veio "lá da Europa" reforçar o empenho dos seus camaradas naquilo em que se tornaram peritos: na ocultação e na manipulação dos factos negativos a seu favor, lançando o caos com base no moralismo e vitimização, falseando opiniões/discursos passados para suportar as próprias limitações governativas, cujas incúrias custaram e continuam a custar vidas, sendo um facto consumado o prejuízo socioo-económico a que foram/são condenados todos os portugueses. Este primeiro-ministro de má memória disponibilizou-se a este papel, porquê? Qual a necessidade desta sua manobra de diversão? A responsabilidade política deste grave acidente, depois de anos e anos de sucessivas decisões negligentes, recai para os actuais, e  principalmente, para os antecessores. Ninguém sai ileso com o descarrilamento do ascensor da Glória. 

Honra-se quem não está para se defender respeitando sem o desvirtuar das posições tomadas para a obtenção de ganhos pessoais e o vil aproveitamento político. 

P&O Curtas 91: O André Ventura precisa de aulas de alemão

Amanhã, no calendário oficial do ensino público, está previsto o arranque do ano lectivo 2025/2026. Eu não sou de intrigas, porém o André Ventura devia contagiar-se pelo regresso às aulas para iniciar um curso de iniciação à língua alemã. Porquê? Ora leiam esta exímia tradução de Bürgerfest:

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Ó rapaz, Bürgerfest não é um festival de hambúrguer. A palavra alemã Bürger traduz-se por cidadão. Logo será uma Festa dos cidadãos, tradução literal. 

Esta festa é um evento cívico que acontece anualmente nos jardins do Palácio Bellevue (Berlim), organizado pelo Presidente da Alemanha com o objectivo de celebrar o voluntariado e enaltecer a participação cívica dos cidadãos. E todos anos tem um país convidado, por isso o eleito em 2025 ter sido Portugal. O nosso Presidente da República irá representar Portugal e por sua vez conviver com emigrantes portugueses activos civicamente na comunidade onde foram acolhidos. 

Enquanto o curso não começa, por favor, ofereçam um dicionário alemão/português ao André Ventura para não fazer tanta figurinha triste. Se estivesse a brincar com o gato Salvador, evitava o engrossar da sua lista de "bacoradas".

 

 

P&O Curtas 90: Vale a pena esconder dinheiro nos livros

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Se querem ter cargos assim como este velho conhecido, toca a esconder dinheiro em livros e caixas de vinho. E não se esqueçam no gabinete do Primeiro-Ministro, se possível. Passados uns meses, é emprego garantido. 

O Presidente da República anda distraído, ainda não ofereceu a comenda Grão Cruz da Ordem do Mérito a este ilustre homem do dinheiro em livros, porquê?

É uma grande escária no curriculum da nossa justiça portuguesa. 

É uma escandalosa e escancarada falta de vergonha esta oferta para se empregar.

 

P&O na Planície: Bom Fim de Semana 145

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P&O na Planície: Bom Fim de Semana 145:  A primeira semana do mês nove está passada. Nos próximos anos, esta semana será relembrada pelo desesperante e mortífero descarrilamento de uma das composições do histórico ascensor e eternizado numa canção do grupo Rádio Macau. Correu muito sangue, foi um corropio de vampiros para não perderem a vez no bebedouro de sangue fresco. Precisavam de matar a sede,  deambulavam sem rumo pela escuridão do esquecimento mediático televisivo. Demissão. Aproveitamento político. Dissimulação de sofrimento. Hipocrisia mascarada de sentido se estado. É sempre assim,  nunca é bonito de se ver este espectáculo político. Ainda vai piorar, não vai ser muito benéfico para aqueles que apareceram para beber o sangue fresco.

Setembro é baptizado de regressos: ao trabalho, à escola, à rotina familiar, obviamente, aos casos do nosso reino nos serviços estatais. Desta vez, quem levantou a lebre foi um alto funcionário de um estabelecimento de ensino superior. Parece que há promessas de colocação em vagas especiais para o curso de Medicina na Universidade do Porto (será só nesta) sem respeitar a nota mínima estipulada, outrora. Dizem não ser a primeira vez, terão arcaboiço para passar às cadeiras quem tem média de 10 valores? Quem entrou com notas abaixo dos 14 valores, nos anos da pandemia, já terminaria o curso? Não é preconceito, são titulares de licenciaturas e mestrados na área da saúde, mas sei lá, o SNS não precisa de se tornar em matadouros certificados, principalmente com pacientes enviados pelos hospitais privados com o intuito de terminar o serviço começado sem as mínimas condições de segurança e médicas (apesar de tudo, pode faltar papel higiénico, mas quando se entra para a sala de cirurgia há sangue, medicação caso haja imprevistos durante o procedimento, no hospital privado primeiro paga-se muito bem, depois é ter a escala das urgências públicas abertas nesse dia, sempre à mão). Estes meninos nota 10 (ler no sentido negativo) irão para onde se pode ganhar bem para ter o Maserati do administrador do hospital da classe media alta. Os milionários, em Portugal, preferem o SNS para lhes salvar a vida. O Ministro da Educação recusa ter pressionado, o denunciante Reitor veio arrepiar caminho, não foi a tutela, foram outros ilustres da sua amizade política ou amigos do partido laranja? Não sabemos. Por sua vez, o director da faculdade metida na berlinda, não se ficou e lá veio salpicar a figueira com álcool: estou bem posicionado para substituir o denunciante reitor, perdi na outra eleição, será desta vez que o alisto como vencido. E aqui? Ninguém pede a demissão? Não exigem responsabilidades políticas? Fazer dos lugares ocupados um sítio para obterem vantagens pessoais passando a perna aos colegas não por possuírem competências, mas serem dotados de manhosice e espertice e assim tornarem o ambiente nas instituições igual aos que se vive nos jantares de família no Natal. Demissão, faria muito sentido neste caso. Os dois: o reitor e o director. O Secretário-geral do Partido Socialista, neste nova função, nunca pensei que faria a escolha do caminho mais fácil: comentar os assuntos recorrendo à politiquice dos seus colegas partidários da extrema esquerda. Pensei que seria sensato, moderado, conciliador (aliás como muitas vezes o foi enquanto governante nos governos de Costa) e não um mero apanha canas dos foguetes que os outros lançam.

Não só de tempestades foi feita esta semana, o projecto na área da comunicação social Conta lá liderado pelo Sérgio Figueiredo estreou-se com a iniciativa de transmitir na plataforma YouTube e na televisão por cabo com debates autárquicos, serão emitidos 278 (abrange apenas os municípios de Portugal Continental). Viram o debate com os candidatos à presidência do vosso município ou ainda não foi emitido? Se sim, o que acharam? 

Os regressos também se fazem por Beja. Não é para destoar ou para solidarizar-se com os momentos tristes vividos nos outros cantos de Portugal, simplesmente, em Beja todas as semanas do ano são negras, dramáticas e taciturnas, pouco se pode esperar de um distrito esquecido pelos governantes instalados em Lisboa, benesse aproveitada com sagacidade pelos autarcas maniatando tudo e toda qualquer iniciativa de progresso em prol da sua quase eterna permanência à frente dos destinos da população distribuindo migalhas. Por isso, a semana também não começou bem: um senhor de 65 anos foi agredido com muita violência por três jovens no parque da cidade. Os motivos não sei. Não interessam quando se comentem crimes à integridade física como o primeiro recurso. Beja sempre a copiar os maus exemplos. Até quando?

Esta fotografia escolhida foi tirada há um ano. Em 2024, na primeira semana de Setembro, circulavam na estrada de informação feita de asfalto negra com uma linha branca de esperança as seguintes notícias: o novo presidente do INEM exigia que os médicos estivessem no atendimento no centro de chamadas do 112 (está em prática? Não sei); no conselho de ministros foi aprovado a actualização dos salários e suplementos dos militares; aprovação das unidades de saúde familiar modelo C com intuito — estava escrito e permanecerá escrito — de melhorar a prestação dos cuidados médicos primários e colmatar a carência de médicos de família. Os primeiros dias do mês dos recomeços foi monopolizado pela avalanche de informações sobre a queda do helicóptero da GNR no Rio Douro em missão no combate a um incêndio, vitimizando cinco militares. 

A decadência do jornalismo em directo

Nota Bene:

Presto a minha solidariedade às famílias que perderam os seus entes queridos. Coragem e força para os sobreviventes para ultrapassarem o trauma e as consequências fisicas possam ser consequência deste grave incidente e acidente. Que se apurem as responsabilidades e que criminalmente sejam punidos. 

***

A cobertura jornalística sobre o dramático descarrilamento do ascensor que faz a ligação dos Restauradores ao Príncipe Real provoca-me o vómito. 

Durante o ponto de situação, foi confrangedor o cerco feito por parte dos jornalistas e a quase tentativa de introduzirem os microfones pela boca adentro dos diferentes intervenientes na prestação do socorro que concederam informações. 

A escola CM-TV espalhou-se pelas outras estações de televisão? Perguntas estúpidas e descabidas perante um cenário trágico onde há mortos e feridos graves. 

Dou início à sessão de absurdos:

1. Perguntaram a um bombeiro se sabia quantas pessoas transportava o ascensor. Claro, antes de vestir a farda foi contar o número de pessoas que decidiram ir naquele ascensor da Glória descarrilado. É o passatempo deste bombeiro. 

2. Esta foi sublime: o elevador embateu junto ao prédio? Então não se vê que foi o que aconteceu?!

3. Perguntaram ao médico do INEM se os feridos transportados para o hospital poderiam ter outro desfecho?! Ora como podia saber se fez o trabalho que lhe competia, ou seja, estabilizar a vítima para ser assistida com cuidados hospitalares e continuou no local do acidente? 

4. Outra pergunta que ouvi: pode dizer em que estado ficou a estrutura?! (As imagens mostram inequivocamente que está todo danificado.)

5. A pergunta que faltava: quantos estrangeiros, quantos portugueses. Insistiam na lista. Não será o médico do INEM a prestar essa informação em directo, quando há familiares para serem contactados.

6. A pergunta inteligente da noite foi indagar o médico do INEM: "continuam as estradas cortadas, vão continuar?" (o acidente não ocorreu numa rua de Lisboa?). A resposta foi hilariante: "estradas não é comigo".

Outras considerações:

1. Os jornalistas não respeitaram a breve declaração oficial que o Presidente da Câmara de Lisboa queria prestar, com as sucessivas interrupções para fazer perguntas, notoriamente não iriam ser respondidas, tornou-se confusa e difícil de perceber o que o Carlos Moedas pretendia dizer. E ainda queriam "respostas concretas"?! Informo a querida jornalista que as respostas concretas num cenário destes são para serem dadas pelos responsáveis escalados na prestação do socorro, são estes que estão a trabalhar no terreno. O Presidente do Município terá de disponibilizar apoios às famílias enlutadas, aos feridos, apurar as causas e as responsabilidades do sucedido, pressionar a Carris a tomar posições, e quiçá exigir uma reestruturação da empresa que gere o transporte público que é usado por muitas de pessoas e acidentes destes nunca devem acontecer com as consequências trágicas bem patentes. Não é a imagem turística de Lisboa que ficou em causa, mas a segurança dos cidadãos que diariamente utilizam este meio de transporte. 

2. Tinha o televisor na SIC, é penoso dizer que a jornalista Clara de Sousa especializou-se a ler notícias no teleponto e a preparar textos para os debitar, em acontecimentos inesperados com relevância jornalística onde é necessário ter um discurso oral desenvolto e com enorme capacidade de improviso o seu desempenho é medíocre. Nota-se o seu pouco à vontade uma vez que o tom agressivo atinge o nível máximo. Querida, agarre no microfone e vá para a rua fazer reportagem. Muitos anos a respirar o ar artificial do estúdio, a jornalista que foi, fica todos os dias à porta do edifício da SIC. 

4. Não decorei os nomes das jornalistas, eram da SIC, mas urge oferecer às senhoras um curso intensivo de língua portuguesa com oferta de um dicionário para saberem o significado e quando se aplica a palavra "desencarceramento", câmara em vez "cambra", abalroou/atropelou em vez de "apanhou". Eram mais pérolas, todavia desliguei o meu televisor. 

5. Na CM-TV é um hábito bem característico deste canal, os jornalistas repetirem a mesma informação uma data de vezes até que a colega em estúdio decide recuperar a emissão para si. Agora a SIC copiar o mesmo método, é deveras inusitado. Hoje, vi jornalistas nos vários locais ligados ao acidente com vítimas mortais a repetirem até exaustão e de forma muito atabalhoada as informações possíveis e (suposições) minutos a fio, tornando o momento exasperante para quem vê e ouve. Perdeu-se a forma concisa, objectiva e clara na arte de informar. Os relatos dos dados perante episódios complexos e trágicos como o que ocorreu em Lisboa são quanto mais alarmista, fantasiosos, melhor. Horas de reportagem em direto de chorrilho de frases sem nexo e banalidades que dizem que são pormenores, não passam de conversas de vizinhas que se encontram depois de dias sem se verem. Detalhes centrados na bisbilhotice é desinformação. 

 

 

Boa Semana

Parabéns, António Lobo Antunes

Hoje, faz anos um dos meus escritores portugueses preferidos: António Lobo Antunes. Parabéns, para o eterno candidato a ganhar o Prémio Nobel da Literatura. 

Sempre andei entretida com outros escritores, por lapso meu, não li nada do escritor Pedro Chagas Freitas. Um dia destes, hei-de lê-lo. Não sei quando esse dia chegará, porém ao ler estas suas afirmações, as esperanças de pegar num livro dele ficaram castanhas de distância. Se calhar essa observação que lhe fizeram foi uma dica para mudar de ramo de actividade. Estou a fazer uma conjectura. Ou melhor estou a partilhar a minha percepção, no ano desta palavra. Quis encontrar forma de integrar a palavra percepção neste texto com qualidade duvidosa,  sem classe para figurar numa coluna de uma página da revista Maria.

A propósito de página, vem à colação a badana. É defeito meu, reconheço, quando leio a palavra badana a minha mente remete-me para uma ovelha velha, o fim dela é o refugo. A herdade da Contenda em Maio publicou o Edital: Venda de Ovelhas de Refugo 2025. Será um sinal? Devo refugar a ideia de o ler? 

Onde é que eu ia? Ah na badana. O escritor devia ter ouvido o conselho de aproveitar a cara laroca e  estampá-la num catálogo de uma marca de luxo  certamente ganharia mais dinheiro do que aquele que entra na conta bancária proveniente da venda dos seus livros. Uma vez que, de acordo com um estudo de 2023, Portugal ocupava o quinto lugar no mundo na pesquisa de marcas de designer, cuja marca mais procurada foi a Massimo Dutti. 

Não sou de intrigas, sou mestre em percepções, deve ter sido o amigo imaginário que lhe falou da badana. Não acredito em coincidências, os escritores especialistas em escrever livros textos para serem copiados para os murais das redes sociais, são também peritos em ler estudos de empresas de pesquisa de mercado que  analisam as tendências dos hábitos e gostos dos consumidores. 

Não vos deixo sem mais um estudo, segundo a GFK, no ano de 2024 Portugal vendeu perto de 14 milhões de livros (subida de 6% face a 2023), os livros mais comprados foram da categoria infanto-juvenil, sendo as outras escolhas a recaírem nos policiais, suspense, sagas de fantasia,  românticos e de ficção científica. O escritor com mais unidades vendidas foi o José Rodrigues dos Santos. Nesse estudo, ficou-se a saber que apesar de termos comprado mais livros, a nossa vizinha Espanha com menos vendas de exemplares obteve mais receitas. Um facto curioso, a Índia foi dos países com maior crescimento no mercado livreiro. Sendo o país mais populoso do mundo, a aquisição de hábitos de leitura começa a instituir-se.

O primeiro trimestre do ano vai bem lançado com perto de 3,12 milhões de livros comprados, resulta assim de um aumento de 5,5% face a 2024. Certamente, Pedro Chagas Freitas deve aparecer no top 10 dos mais vendidos. Vou pedir informações à APEL, o António Lobo Antunes não estará, pode ser que o "bonito demais"  esteja bem posicionado no ranking de vendas em 2025.

Bem vou ler mais umas páginas do aniversariante do dia, o outro bonitão, tenho cá para mim, ficará para as calendas!

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Desejo a todos vós uma semana junto de livros, revistas ou jornais. Desde que  leiam. A leitura salva-nos. Não me procurem nos jornais e revistas, os meus textos estarão sempre por esta paragem. Preciso de ter muito talento para aparecer nas outras lides literárias.