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Perspectivas & Olhares na Planície

«Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre.» Paulo Freire

Perspectivas & Olhares na Planície

«Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre.» Paulo Freire

Boa noite

Não fico eufórica com a Supertaça Cândido de Oliveira.

Todavia, como estavam convocados para comparecer, era bom que a trouxessem no porta-bagagens do autocarro para o Estádio da Luz.

Assim, vai acontecer! 

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NB: 1. O hino nacional foi cantado magistralmente pela Sofia Escobar. Será que os irmãos Rosados ouviram? Eles são benfiquistas, uou uou uou, certamente,  taparam os ouvidos, neste momento da cerimónia como forma de protesto não ter existido o emblemático uou uou uou. Força, Anjos. A vida é um uou uou uou pegado.

2. Jogo de início de época, é fraco por natureza, mas já deu para perceber que as quezílias, as provocações, as picardias entre jogadores a estenderem-se aos bancos e o protagonismo do excessivo tempo de compensação não ficaram esquecidos na época transacta. Adivinha-se uma época "linda" de autêntica luta de egos e momentos de luta greco-romana. 

3. Ao menos que o meu Glorioso se salve. Tenho esperança na salvação do Benfica com a celebração de pelo menos dois títulos. A esperança é a última a morrer! O amor é cego, bem tinha razão o William Shakespeare. 

 

 

P&O Curtas 88: lucros e tinta branca

Caixa Geral de Depósitos de Serpa

A Caixa Geral de Depósitos apresentou um lucro bem bom, e assim é que deve ser sempre: Banco do Estado apresentar contas com saldo positivo. Tenho uma sugestão para gastar parte desse lucro. Será que dava para tirar uns euritos destes excelentes dividendos para contratar uma empresa dedicada à pintura de paredes? É que o edifício da Caixa Geral de Depósitos de Serpa precisava de uma valente "operação rolo de pintura", as fachadas já foram brancas em algum tempo, muito longínquo. 

Todavia, não posso deixar de assinalar duas melhorias nas instalações do balcão  de Serpa: a porta principal tem a fechadura trocada — finalmente passados muitos anos — para maior segurança e não fazer da sala das caixas ATM um bordel e só entra quem destrancar com o cartão. A outra melhoria foi a instalação da nova caixa multibanco, a Virtual Teller Machine (VTM), no entanto, não está configurada para fazer pagamentos de serviços. Para mim é uma enorme desvantagem, não tendo interesse em levantar moedas, apesar de ser uma alegria por os olhos nas desaparecidas notas de cinco euros. Levanta-se quarenta euros e lá vem uma ou duas notinhas das ditas cujas. Foi uma emoção quando vi sair uma notinha de cinco euros no meio das outras. Não pulei entusiasticamente porque estava um senhor de bengala na caixa da SiBS e tive assim medo da reacção do senhor com cara de mal-disposto, não lhe desse na veneta com o intuito de me acalmar dar-me uma bengalada no lombo.

Ah, sim sou dou tempo em que nas caixas multibanco davam para levantar cinco euros depois passámos a viver acima das nossas possibilidades e impuseram-nos o limite mínimo de levantamento de dez euros. Ainda bem que temos o Banco do Estado a proporcionar uma extraordinária experiência com VTM, e assim, obrigar-nos a regressar ao nosso verdadeiro estatuto de pobretes, até nos oferece a benesse de levantar aqueles bicos de dois euros ou cinquenta cêntimos que ficam no saldo bancário. É uma maravilha, escolher a opção moedas e ficarmos com a conta limpinha, limpinha de "bicos". É uma maquineta boa para o comerciante, mas principalmente para o trabalhador que já pode contar com aquele euro que ficava lá perdido no saldo autorizado. 

Vá, Excelso Paulo Macedo, dê instrução para dar uma "caiadela" para o edifício da Caixa Geral de Depósitos de Serpa deixar de ter aquele aspecto sujo e degradado.

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O Marco Paulo ia e os alunos de cidadania deveriam ir também...

... aproveitavam levavam no autocarro os indignados da suposta supressão do conteúdo referente à educação sexual que nunca era abordado na disciplina. É pena o antigo ministro da educação João Costa ser o principal incendiário quando sabe que esse tema muitas vezes é tratado isoladamente com a ida de enfermeiras realizarem sessões de esclarecimento para todo o universo escolar.  

Excursões com o alunos para viver a experiência das "Quecas, fodinhas quentes, solas na racha ou coninhas". Se o cantor Marco Paulo podia ir, ide estudantes comer umas solas na racha aos menos iriam ter uma aula de cidadania mais animada. Só teorias e o desconhecimento de pessoas que tiveram ou têm funções governativas a lançaremm alarmismos intencionais precisam de fodinhas quentes... Ponte de Lima anseia por vós. O Marco Paulo pelos nunca saiu insatisfeito!

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Boa semana

《Stay hungry, stay foolish》

"Stay hungry, stay foolish" frase de Stewart Brand promovida pelo Steve Jobs durante o seu discurso para celebrar o fim de ano lectivo numa universidade no país do tio Sam. Vale a pena ouvir quem nunca ouviu ou reavivar a memória para quem já tenha ouvido.

Nesta última semana de Julho e para todo o sempre, desejo a todos vós que mantenham-se famintos e mantenham-se tolos. Tenham fome de viver e de aprender, mas ao mesmo tempo não se deslumbrem com o conhecimento, com o sucesso e com o dinheiro, trazem-nos estagnação se não conseguirmos ver que a vida recomeça todos os dias e o que se conquistou pertence ao ontem; a insensatez, o sermos tolos/loucos, dá-nos maior capacidade de superação uma vez que temos a consciência da nossa condição de não sabermos tudo, estaremos sempre à procura de novas soluções para os obstáculos surgidos com o nosso acordar todos os dias para a vida, cuja fórmula de resolução raramente é a mesma. 

O galardão para o melhor negociador de venda de terrenos vai para...

.... a Câmara Municipal do Barreiro

A venda destes 7.500 m² a preço de saldo, fez-me lembrar a negócio de um que comprava burros por 100 e vendia-os por 50 e dizia que ganhava sempre dinheiro. Assim, é esta transacção, cobrar apenas 500 mil euros para construir projectos de muitos milhões. Se fosse ao contrário, ou seja, o Município pretendesse adquirir este lote de terreno para construção de habitação social os valores seriam de alguns milhões. A especulação para inflacionar os preços só há quando é alguém da plebe que pretende comprar um simples t2 ou quando o comprador é o Estado e acha que tem de "enriquecer" os proprietários à custa de verbas públicas. 

É barato comprar terrenos ao Município do Barreiro.

Olhem para mim a ser desmancha- prazeres:  estas pechinchas só devem estar ao alcance de alguns empresários. 

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Uma perguntinha... (9)

Bairro do Talude: Autarquia vs Vida Justa

Acusam o Presidente da Câmara de Loures de mentir e de não apresentar soluções definitivas de realojamento (e o que faz às pessoas que estão nas listas há anos à espera de uma habitação social?)

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Mas, quem nos garante que estes senhores nos dizem a verdade? 

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Só os Excelsos da Associação Vida Justa são honestos e o ilustre autarca é um intrujão.

Nem todos estão a dizer toda a verdade e nem todos estão a mentir totalmente.

Juízo, é o que todos precisam. Uns constroem barracas de chapa para viverem e outros com manhosice edificam barracas na mente para viverem à custa destas barracas com gente dentro, ironia das ironias, todos vivem à custa das barracas. Não há em pó para ser bebido como refresco, infelizmente. 

Presidenciais 2026: têm lupa?

Por este andar com com tanto putativo ilustre com intenção de apresentar a candidatura à presidência da República vão ter de diminuir o tamanho da letra para caber todos os nomes na folha A4. Para além do cartão de cidadão, teremos de ir munidos com uma lupa para não colocar a cruz fora do quadrado do nosso eleito para substituir o Marcelo Rebelo de Sousa. Se não têm lupa, arranjem uma. Vão precisar dela a 24 de Janeiro.

Peçam-na como prenda de Natal. Nunca sabem o que comprar para a troca de presentes com os colegas de trabalho, aqui têm uma sugestão: uma lupa.

Os nomes falados e alguns confirmados:

Henrique Gouveia e Melo ✔

António José Seguro ✔

Luís Marques Mendes ✔

António Filipe ✔

Sampaio da Nóvoa❓

André Ventura❓

Tim Vieira ✔

Joana Amaral Dias ✔

João Contrim de Figueiredo ❓

Rui Moreira❓

Isidro Morais Pereira ❓

André Pestana ❓

Manuel João Vieira ❓

... e não vão parar por aqui os nomes para irem para a folha A4.

 

 

 

Boa semana

Pequeno-almoço nas cafetarias dos supermercados: Sim ou não?

Há coisas que me fazem confusão por mais que passem os anos por mim. De manhã cedinho, a enchente que se verifica nos bares dos supermercados. Tomam os pequenos-almoços carregados de açúcar, gordura e meias de leite de um leite qualquer ali estacionado por vezes horas em cima da mesa de preparação com o calor a espreitar para fazer das dele. E as crianças no ritual matutino de longos meses a ouvir-se clap, nem nas férias fazem pausa no refrigerante de sabor a pêssego.  Devíamos ser estudados. Os emigrantes portugueses têm cafés espalhados por todos os sítios onde emigram, os seus clientes principais são portugueses. O português é assim gosta de fazer a primeira refeição fora de casa. Dizem que é para destravar a língua, os reformados, socializar trocando novidades da vida dos outros, os que vão "pegar" ao trabalho e ainda têm de deixar a criatura na escola ou no ATL; se for para deixar na casa dos avós, eles logo tratam de alimentar o netinho. Para ser sincera quero lá saber se iniciam o filho no mata-bicho com a família dos ICE TEA. Ou as pessoas com idade para terem juízo para não começarem o dia com aquelas merendeiras de massa folhada de queijo e fiambre do mais rasca ou quando não são os folhados de salsicha. Só de me lembrar fico nauseada. Mataram o paposseco, a sandes de queijo e fiambre sempre são bem melhor do que estes bolos de arroz e empadas de frango que são congeladas e não confeccionadas às cinco da manhã. O convívio não passa por nos enfiar numa pastelaria do nosso bairro ou de um supermercado. Até porque conversar de boca cheia não é educado. E tudo aos gritos sem percebermos bem o que a outra pessoa nos está a dizer, apressar o filho para engolir tudo rápido que o relógio já dá sinal que vão chegar atrasados. Cada vez mais, sinto que a minha rotina diária imposta pela minha mãe e depois continuei a seguir é de um marciano. Sujar a caneca e o pires, mesmo assim espalhar migalhas na toalha da mesa é digno de alguém que vem de Marte. Engolir os cereais no silêncio das vozes cruzadas é desprezado e por vezes criticado. Temos de acordar para a vida, começar logo com energia, dizem-me. Sim, claro, respondo. Já desisti de fazer compreender o simples: iniciar o dia com o movimento agitado de um café não é sinal saudável de uma vida social, é elevar os níveis de stress e criar a sensação que temos energia e estamos despertos para enfrentar a diária da vida. 

A minha Mãe é a grande culpada de me sentir assim, deslocada do quotidiano matinal de muitas famílias. Não tenho inscrita no cartão de cidadão a naturalidade: de Marte. Bem podia ter.  

Devemos conversar,  estar com pessoas, mas fora deste ambiente insano de barulho de chávenas e repostas mal-humoradas e rabugentas ouvidas na mesa do lado. Não sei se tem razão de ser esta minha conclusão: para muitos casais com ou sem filhos, a salvação do casamento passa pelo frequentar destes espaços comerciais, não há pratos a voar amiúde por causa do palmier que é comido ao som: "Bom dia, Senhor Francisco é o do costume? Café na chávena escaldada e a empadinha..." 

No fim de contas, se não fossem estes "centros de terapias" existiriam mais divórcios, mais violência conjugal, desentendimentos com os filhos, discussões sem sentido que muitas vezes são o fósforo para situações mais complicadas no convívio familiar. Nesta perspectiva, são uma bênção para muitos. As tais vidas de fachada que são subsidiadas por estes momentos fora de casa.

Eu fico no meu canto, na minha casa e eles na mesa do canto de uma pastelaria perdida numa rua com carros estacionados no passeio. E está tudo bem. 

Por isso, pequenos-almoços numa cafetaria é carimbado com um Não redondo. 

Desejo a todos vós uma semana mágica e que a azáfama da felicidade seja uma constante. Bebam e comam o que quiserem.  Desde que a conta a pagar depois não seja na farmácia.

Boa semana

Não andem à calma! O sol anda "enciguerado", para variar, com o pobre do alentejano. Temos "meli". Já teve mais longe armar-me em engenheira especialista em ler manuais de instrução e tentar fazer esta engenhoca:

Está bera o calor. A transpiração a fazer pandã com "lookinho do dia". Este ano é em demasia o suor em bica. Quando é que chega o Outono? Ou sei lá, já peço pouco,  o Agosto. Apesar de se dizer primeiro de Agosto, primeiro de Inverno. Não sucede bem assim, no meu querido distrito de Beja. A propósito, conheço pessoas minhas conterrâneas que têm a tradição de no dia um de Agosto almoçarem uma açorda para celebrarem esse dito. Uma tradição muito sui generis, a qual eu não pratico.

Desejo a todos vós uma semana fresca. Usem roupas claras de algodão, alimentem-se com refeições leves, saladas, legumes cozidos de azeite e vinagre, fruta da época e bebam muita água – evitem bebidas alcoólicas e açucaradas –, façam do gaspacho um aliado. Evitem, por amor à Santa, as horas de maior soalheira. A moleirinha agradece.  Sejam a água de alguém, não sequem tudo à vossa volta. O sol abrasador não precisa de ajuda, faz isso muito bem sozinho.

 

 

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