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Perspectivas & Olhares na planície

Perspectivas & Olhares na planície

P&O na Planície: Bom fim de semana 137

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P&O na Planície: Bom fim de semana 137 = O ponteiro das horas e dos minutos estão a dar as últimas voltinhas de 2023.  O relógio sem parar vai dar as 12 badaladas e nós comecemos o ano de 2024 com a letra V no pensamento.  

V de Vida

V de vitória 

V de vencer

V de vendedor(a)

V de verdadeiro

V de verdade

V de versatilidade 

V de visionário 

V de valentia

de vigilante

Façamos de 2024 um Verso vibrante e venerável para se ler na prosperidade.

Feliz Ano 2024 a todos Vós. 

 

 

O Chefe de Gabinete é o Inverno sem fim de Portugal

"Há bocado, o meu chefe de gabinete, a propósito desta carta, saiu-se com a frase bastante ilustrativa, que foi que ele disse, que a polícia é o que está no extremo da cadeia de montagem, Felicito-o, Senhor Presidente,  tem um bom chefe de gabinete, no entanto seria conveniente avisá-lo de que há verdades de que não convém falar em voz alta, A sala está insonorizada, Isso não significa que não lhe tenham escondido por aqui alguns microfones (...)"

José Saramago, Ensaio sobre a lucidez 

A operação Influencer  somou horas e horas de comentários políticos e debates televisivos e radiofónicos. Do que ouvi e li não existiu ênfase no tom de condenação à forma como o chefe de gabinete do Primeiro-Ministro exercia as suas funções. É confrangedor a confirmação de como são acordados os grandes projectos de investimento em Portugal. Como é possível e aceitável alguém com funções de coadjuvante, assumir  a liderança das conversações dos investimentos estratégicos de um país onde estão envolvidos milhões de euros? E ninguém fica estupefacto com as delegações de competências desta natureza de um Primeiro-Ministro de Portugal para um funcionário nomeado no intuito de, remetendo para o decreto-lei n.° 11/2012 (20 de Janeiro) que define as suas competências:  Artigo 5.º

Funções do chefe do gabinete

1 - O chefe do gabinete é responsável pela direcção e coordenação do gabinete, cabendo-lhe ainda a ligação aos serviços e organismos dependentes do respectivo membro do Governo, aos gabinetes dos restantes membros do Governo e às demais entidades públicas e privadas.

 

2 - O membro do Governo pode delegar no chefe do gabinete competências para a prática de quaisquer actos relativos à gestão do gabinete e do respectivo pessoal, bem como de quaisquer actos de autorização de despesas a suportar pelo orçamento do gabinete, até ao limite máximo previsto para os titulares de cargos de direcção superior de 1.º grau.

 

3 - O chefe do gabinete pode ainda exercer competências relativas a assuntos administrativos correntes que lhe sejam delegados pelo respectivo membro do Governo, na área de competências deste.

 

 

Portanto, um chefe de gabinete de um membro do governo não pode comportar-se como se de um negociador se tratasse. Pelas informações divulgadas era um negociador competitivo sem o vício de explanar em actas as reuniões onde brilhava a sua capacidade inata de negociante. Há incredulidade nos métodos usados por este Governo,  e em particular deste chefe de gabinete, acresce a indignação na usurpação de poderes, erradamente, nas tomadas de decisões em projectos onde nunca poderia ter, uma vez que extrapolam as suas funções, e mais não é mandatado pelo voto do cidadão para conduzir os acordos entre os vários intervenientes até à assinatura dos protocolos e projectos de investimento para posterior implementação. 

Não era necessário vir o parágrafo indicando que o Primeiro-Ministro estaria sob investigação para apresentar a sua demissão. O simples facto do seu chefe de gabinete ter sido detido, era justificação mais do que suficiente para ter essa atitude, muitos entenderam de digna. Os investimentos cuja a participação do Estado é indissociável, os intervenientes que representam o cidadão português não podem estar entregues a um chefe de gabinete mesmo que seja do Primeiro-Ministro. Nunca. E com dinheiro vivo escondido no gabinete da residência oficial da terceira figura do Estado, é de longe o pior mandatário para o cumprimento dos critérios de transparência e ética que têm de existir quando o Estado está envolvido. Decidir o caderno de encargos das partes com investimentos de milhões de euros é intolerável acontecer à mesa de um restaurante, não é uma reunião familiar onde é anunciada a chegada da descendência e arrancam com os preparativos para o baby shower. A informalidade não se coaduna com as condutas de responsabilidade e respeito assumidos nas tomadas de posse para o exercício de cargos governativos, muito menos para os cargos de nomeação,  como é o de chefe de gabinete na estrutura de um Governo. 

Aflige-me, sobremaneira, esta incúria lesa pátria, os interesses de Portugal são secundarizados em prol de economistas, gestores de empresas e/ou juristas em nome do Estado,  com vínculo de nomeação política na figura de chefes de gabinete e assessores; com o papel de executarem negócios com ganhos pessoais a nível financeiro, findo o Governo,  vão liderar as negociatas que saíram das suas mentes ardilosas e sem escrúpulos. Os portugueses encaram com normalidade este modo de chefiar a agenda de trabalho político de um governante. Como pode um Primeiro-Ministro atribuir poderes a alguém que não vai ser escrutinado por ninguém e ainda pode usar métodos não convencionais (ilegais) na obtenção dos objectivos delineados na sala onde umas notas cunhadas com o Euro estavam escondidas. Se nada é fora do comum: chefe de estado faz "juras" com o chefe de gabinete. 

O Frank Sinatra fez o circuito dos casinos nos Estados Unidos da América, todos sabemos quem gere esta actividade na Terra do Tio Sam, quando quis sair, a sua carreira entrou em decadência.  Teve de voltar a cantar no intervalo da roleta se  quisesse que as outras grandes salas de espectáculos voltassem a abrir. Assim, no sistema político português os chefes de gabinete são os abre-latas para governantes que fingem governar e pretendem eternizar-se no poder. Estes políticos sem outra profissão sem ser a política criaram uns monstros chamados de facilitadores de negócios, vulgos chefes de gabinete, subsidiados com dinheiro português e europeu.  Invariavelmente, haverá sempre lugar ao tráfico de influências, porém o cidadão português não fica chocado com a ascendência destes negociadores natos desprestigiantes para a política desde que pingue subsídios ou festas à borla. A gestão ignóbil e de captura dos serviços do Estado  e parte do sector privado levada a cabo pelos políticos e os nomeados por eles é um factor de descredibilização da democracia portuguesa, das instituições e organismos públicos  para além de ser uma das causas para o nosso atraso económico e social de Portugal, resultando na ausência de equidade social e inexistente coesão territorial. Os portugueses também têm a sua culpa na degradação do país e do sistema político ao demitirem-se de serem criteriosos na hora de votar e não reclamarem por políticos competentes, rigorosos e bons trabalhadores para colocar em prática medidas reformistas tendo em vista o progresso e desenvolvimento sustentado de Portugal. 

Não se discute o essencial. À luz da Constituição Portuguesa, há a presunção da inocência, todavia está mais do que provado que há chefes de gabinete com funções de gestão executiva como se tivessem tomado posse como ministros. 

Quando o Data Center Tecnológico de Sines  tiver a cerimónia de descerramento da placa de inauguração devia estar gravado o nome do Vítor Escária, chefe de gabinete do Primeiro-Ministro. 

A composição das equipas de assessoria dos governantes são um inverno sem fim para a opacidade e a anti-ética que criam dois países distintos a coexistirem sem atropelos: o país real vivido pelos portugueses comuns e o outro país dos governantes e seus sequazes a gravitar na bolha construída por eles para se manterem sempre onde o perfume do dinheiro fácil e do poder está a ser vaporizado. 

 

 

Ainda conseguem arranjar espacinho...

... no vosso estômago?

Fonte: mding.com.br

Bem sei que só devem querer ver água das pedras diante dos vossos olhinhos. Cuidem-se! Marquem análises ao sangue e à urina "por monde o castrol e a diabedes" no vosso médico de família. Isto para quem tiver o luxo de ter o "João à semana", quem não tiver levem uma cadeira e um edredão para se enrolarem, as noites estão gélidas, bem como as filas para conseguir senha para a marcação de uma consulta  aberta no centro de saúde. Os excessos alimentares durante estas celebrações devem ser vigiados no organismo. Não se brinca com a saúde,  apesar de sermos o empecilho para o Governo de António Costa não conseguir bons indicadores estatísticos nos cuidados de saúde nos vários serviços que o SNS disponibiliza ao comum cidadão português. 

Terça-feira Feliz. 

 

Boa Semana

Feliz Natal para todos vós.

Esta quadra tenha sido de facto uma reunião familiar em que o importante seja o convívio com boa conversa e se possível a visita do Pai Natal para alegria dos miúdos e graúdos.

Soube que o Marcelo Rebelo de Sousa já com a ginjinha a fluir nas veias não se importou de no dia do Deus Menino nas palhas deitado, estender ao comprido o seu filho na lama e ao relento sem um pingo de misericórdia. E é seu filho. Imagino se não fosse do seu sangue.  Excomungava-o, se bem que não se sabe se não o deserdada. A verdade é só esta: não tem arcaboiço para ser o São José para ser o Pai de Jesus na Terra. Esse talento não tem. Queimar o filho, publicamente, depois de lhe chamar doutor na conferência de imprensa, instruído a ideia ao portugueses que deveria ter sabido das manobras de bom samaritano do seu descendente há quatro anos e não agora e redimiu-se copiando o Judas. Quem tem um pai destes, não precisa de ter um padrasto. Se bem que há padrasto que são mais do que pais para os enteados. O Natal de 2023 ficará marcado de má memória para a Família Rebelo Sousa.  

 

Boa semana com as minhas cavacas

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Irrito-me, sim senhora. Como os provadores de serviço do Taste Atlas podem considerar as cavacas um doce do piorio? Por acaso degustaram a verdadeira cavaca ou foi dessas falsificadas que são inspirações ordinárias da crocância e caiadas com uma espécie de cobertura de claras (sem uma gota de limão)? Estou triste. As cavacas fazem parte da minha infância. Recordo com saudade feliz a tradição de comer uma cavaca, nas idas semanais à capital de distrito do Baixo Alentejo na companhia da minha Mãe.  Bonita memória que me proporcionam as cavacas. Recuei muitos anos e foi inevitável o surgir na boca a crocância a desfazer-se misturada com a cobertura ao relembrar o momento em que me deliciava à espera que a minha querida Mãe tratasse da longa lista de expediente a fazer. Depois, vem esta destruidora de boas lembranças causando stress pós-traumático ao classificar as minhas cavacas como um dos piores pratos de Portugal. Ó Taste Atlas, não mudem de fornecedores dos pratos a provar para fazer estas listas medonhas que não é preciso! 

Concordam com esta lista de pratos considerados uma purga? 

Desejo a todos vós uma semana com pelo menos uma destas iguarias a fazer parte do vosso menu semanal de refeições que antecede à Ceia Natalícia, onde se espera muita comida saudável com as "gordices" e "docices" a serem as estrelas da mesa da consoada. Não terei cavacas, não faz parte da minha tradição, durante o próximo ano, irei tentar comer uma cavaca, não terá o mesmo sabor daquelas da minha infância. No momento, fecharei os olhos, imaginerei aquelas que a minha mãe comprava sempre à mesma Senhora e ficarei com o meu coração aconchegado. A memória degustativa desvanece, por instantes, a saudade das recordações guardadas com muito amor.

A vendedora faleceu, o pasteleiro mesmo com a receita ensinada de bom agrado, o resultado nunca é o mesmo, o Mercado Municipal de Beja é um fantasma de gente que se perdeu e nunca mais regressou ou regressará, o encanto daquele mercado ficou esquecido nos cantos e recantos durante anos sem energia para incentivar à fomentação de memórias tal como as minhas. As pessoas que davam vida às bancas tiveram o fim natural do ciclo de vida, as outras que as ocuparam não conseguiram tocar no botão onde se formam as lembranças nas crianças da geração que se seguiram à minha. Tudo morre e tudo entristece mesmo quando as paredes pintadas de novo chamam e convidam a entrar, ninguém pisa aquele chão, não gostam de construir memórias. Quando forem velhos, falarão do quê em amena cavaqueira? As batatas fritas do McDonald's eram a minha perdição. Certamente, serão estes retalhos de vida na infância a reavivar. Está tudo certo.  E fica sempre tudo certo. Não há vivências de primeira, nem de segunda classes. Há vivências. As minhas são estas. 

 

Faltou um Não: sou director de informação da SIC e NÃO acabei uma licenciatura

É preciso ter uma grande CUnha para ter cargos a definir linhas editoriais de informação do primeiro grupo de comunicação social privado sem ter pelo menos um diploma académico. A informação da SIC atingiu a mediocridade, há muito tempo. Não são os graus académicos que determinam a qualidade e eficiência no desempenho das funções profissionais que lhes são atribuídas. Todavia, ninguém nasce ensinado. E se existe o ensino superior por algum motivo será, nem que seja instruir para criar método de trabalho na busca da excelência dos serviços e produtos disponibilizados ao público em geral. 

Porém, durante estes últimos oito anos, principalmente estes, o departamento informativo da SIC tem estado na categoria de reles, sem se assumir que é o amortecedor da governança do Primeiro-Ministro António Costa. Repito uma informação reles e preguiçosa. A única preocupação é salvaguardar a sua tribo. Não lhe interessa o PS, somente o irmão. Não se renega esta (in)competência sanguínea. 

A jornalista Teresa Dimas estava ali para indagar. E o Ricardo Costa em vez de a interromper de forma intempestiva com os vários nãos, devia esperar  caladinho para quando lhe passassem a palavra não sair tanta asneira boca fora. A tudo tornam directores e a tudo consideram comentadores. Comentários primários, sem rigor, independentes da dependência tribal e enaltecendo sempre o óbvio com nenhuma fundamentação. A longevidade dele nas posições de topo no grupo Impresa tem uma única justificação: é um grande lacaio. Todos conhecem o sucesso profissional de um lacaio. E há tantos exemplos deles no Estado, nas organizações do sector social e nas empresas privadas do mainstraem onde fazem "bicha" nos corredores.

 

p.s. Durante a pandemia, o Rodrigo Guedes de Carvalho tornou conhecido o seu lado chato de moralista a dar sermões para reeducar os comportamentos dos portugueses; bem pode voltar com esta faceta inspirada nos cursos por correspondência, desta feita, no gabinete do seu superior hierárquico que nem para director de jornal regional serve. Uns berros e uns bons encostos para lhe tirar aquela vaidade de se achar inteligente e melhor  do que os demais, era melhor do que um raspanete com palavras do Robin Sharma. Mas isso sou eu, que não me chamo Rodrigo Guedes de Carvalho. 

Boa Semana

Inicie a semana comigo a dizer bem alto:

Eu estou magoado

Tu estás magoado 

Ele ou ela está magoada/o

Nós estamos magoados

Vós estais magoado 

Eles ou elas estão magoadas/os.

Li que alguém está magoado. Eu nem digo nada. Só para não fazer uma desfeita ao Senhor magoado. Se a mágoa se medisse com fita métrica não havia metros que chegassem para determinar a extensão da minha mágoa ao ver o Baixo Alentejo sem um único investimento estrutural feito pelo Senhor magoado. Uma vez que o lema "cada um está por si" tomou conta da sociedade, também devemos carpir as mágoas cada um por si; eu no meu canto, e o Senhor magoado no raio que... no seu canto também.

Desejo a todos vós uma semana sem mágoas e se as tiver junte-as para as chorar em Janeiro. É o mês difícil assim como assim chora logo tudo: os desgostos, as tristezas e a descoberta de ter o saldo bancário a zero (se não tiver negativo pode dar-se por feliz), evita manchar os outros meses do ano com feridas abertas no coração. O SNS também agradece. 

 

 

Podiam ajudar-me a legendar esta imagem?

Muito agradecida!

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(Gosto da irreverência da Senhora da comissão independente, não se fica pela "pintura" da franja. O dedinho... Estava quase, quase mesmo, para ser "Partidária" dela. Por respeito aos apelidos dos meus paizinhos, mantenho os que tenho. Um aeroporto com quatro pistas. Alcochete abrigará um aeroporto megalómano e diz no relatório que pode ser financiado sem dinheiros públicos. Afinal, o aeroporto vai ser em Portugal? Sem investimento público está-me a parecer que é noutro país.)