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Perspectivas & Olhares na planície

Perspectivas & Olhares na planície

A Espanha dá-me sempre novidades e o Dia Mundial do Coração

20210929_010237.jpgFiquei a saber por um Ministro espanhol que na Europa está a afirmar-se a tendência de se trabalhar  até aos 75 anos. O Ministro Escrivá provocou um pequeno tumulto no país onde íamos comprar caramelos e agora vamos atestar o carro.

Isto significa que a pensão de velhice virá para quem tenha 75 anos, e significa mais: que se debate na Europa esta possibilidade de se estender a certas profissões a idade da reforma que progressivamente abrangerão todas as profissões e em Portugal não chegam estes ventos de debate.  A proposta de avançar a idade de reforma tem haver única e exclusivamente com a sustentabilidade do Estado Social, desequilibrada com a esperança média de vida elevada, à qual se soma a população activa estar a diminuir de forma galopante, consequência da população geral dos países europeus estar muito envelhecida.

Os Planos de Poupança e Reforma são residuais em países como Portugal, onde o salário é baixo que configura uma ilação básica: se as despesas correntes básicas são pagas com dificuldade, logo não há margem para poupar para aderir ao tal PPR.

O orçamento do Estado após orçamento do estado resulta no acrescentar de um mês à data prevista para nos reformar por velhice sem penalizações, ou seja, em 2022, "a idade legal de acesso à reforma vai voltar a subir um mês, para os 66 anos e sete meses." (Observador)

Debater o sistema de pensões da segurança social e do próprio Estado é um autêntico tabu quando o partido socialista está no poder, agora é um silêncio total uma vez que precisa do apoio dos deputados do PCP ou do Bloco de Esquerda para aprovar o Orçamento geral do Estado. Com o presente governamental de oferecer um mês todos os anos aos futuros pensionistas, sem tomarmos bem consciência, está a chegar a bonita idade dos 67 anos e nenhuma discussão elucidativa e honesta tem existido para apontar os vários caminhos para uma reforma do sistema de pensões contributivas e sociais eficiente e verdadeiramente sustentável perante o paradigma demográfico que Portugal enfrenta agora e no futuro próximo. 

O coração de alguém com 75 anos estará com as veias e as artérias cerzidas com as linhas de todas as cores de viver os desgostos, as irritações, as desilusões ou o natural desgaste de se (sobre)viver. É uma metáfora com alguma razão de ser.

Todo o tecido cerzido é aquele que está emendado de forma a disfarçar o buraco num tecido gasto pelo o uso. Diz-se que é uma arte saber cerzir. É costurar com perfeição, tornar a costura imperceptível.  Porém, sabemos que o buraco está lá, assim é o coração, parece novo por causa das linhas de algodão de toda as cores que disfarça o seu desgaste. 

Hoje é o dia em que se comemora este músculo mundialmente. 

De acordo com a notícia: "O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) encaminhou 597 pessoas com sintomas de Enfarte Agudo do Miocárdio (EAM) para os hospitais entre janeiro e agosto deste ano, através da Via Verde Coronária". (Nascer do Sol)

Todavia, não é  de todo inverdade que o nosso querido coração dói mais vezes pelas agruras das constantes mudanças governativas sempre que se muda de partido à frente dos destino de Portugal. A instabilidade na idade de atribuição da reforma, é uma delas.

Os 75 anos serão um grande exagero, já os 70 anos não são tão descabidos para se requerer a aposentação. 

Debater não se debate. Vamos sendo embalados pelo assunto proibido que o PS adora tratar longe dos holofotes da opinião pública e que os colegas de geringonça ficam de coração cheio com a habilidade do partido do punho fechado.  

A fundação portuguesa de cardiologia cujo o lema escolhido para assinalar a data foi " “Use o Coração para Prevenir.” Recomenda que:  "Use o coração para se ligar aos seus amigos e familiares. A pandemia veio confirmar que vale a pena prevenir e se o fizer com o Coração, tanto melhor." 

Que tenhamos um coração forte e bem cerzido para conseguir correr até à idade da reforma que nos foge todos os anos cerca de trinta dias. 

 

OLHAR Musical para Hoje # 58

O Coordenador da Task Force para a vacinação contra o Vírus Sars-Cov-2, Vice-Almirante  Gouveia e Melo está de abalada. A sua missão chega ao fim com quase 85% da população portuguesa com as duas dose da vacina. 

Um submarinista confesso só podia escolher a canção "Yellow Submarine" para a sua despedida do cargo que ocupou desde 3 de Fevereiro de 2021.

Obrigada! 

Um ramo militar que tem sempre mais prestígio pois é muito prestigiado por quem abraça a missão de pertencer de corpo e alma à Marinha Portuguesa. 

A Marinha é-me muito especial, por fazer parte da história da minha família: “A Pátria honrai que a Pátria vos contempla.” 

E será que é um até logo ou um até já do Vice-Almirante?

 

 

Autárquicas 2021: os dois melhores momentos antes da cruz no boletim!

A campanha eleitoral teve dois momentos altos que duas fotografias farão o favor de perpetuar no tempo:

1) Fernando Medina às cavalitas para oferecer uma bandeira à senhora que estava no varandim.  Rita Ferro Rodrigues não se pronunciou sobre esta imagem do camarada do pai a instigar ao egoísmo e ao trabalho físico esforçado.  Ora os rapazes branquinhos não se voluntariaram para carregar o seu irmão de pele branquela às cavalitas? Quer dizer não quiseram ficar com dor de costas? Egoístas. Espero que tenham comprado Voltaren Emulgelex ao misericordioso e sacrificado rapaz, pois o Medina tem uma pequena pancinha o que leva a querer que não deve estar levezinho e sim ter o peso da quantidade de fruta que a sua amiga de Arroios pedinchou em seis meses ao coitado do comerciante do mercado municipal daquela freguesia.  Vá  lá Rita ainda está a tempo de disparar os seus costumeiros textos brotados das suas entranhas quando está encarnada pela samaritana do politicamente correcto míope.  

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Fonte: instagram de Fernando Medina.

Uma curiosidade para a qual não encontro justificação: para quê tanto esforço para entregar a bandeira à  Senhora? Que se tornou uma situação caricata a roçar a bizarria,  podendo deixar a dita na caixa do correio embutida na porta, por  exemplo. A Senhora certamente fez questão de aceitar a oferenda, mas para que quer uma bandeira do PS, a qual tem um pau tão pequeno que nem serve para tirar aquela teia que teimosamente aparece no canto do tecto ou no candeeiro do tecto suspenso. Ó Rita Ferro Rodrigues bem que tu me podias ajudar em encontrar uma resposta para esta minha curiosidade parva. És excelente nisso! 

2) Aquando da presença de António Costa no comício autárquico do seu recandidato socialista Paulo Arsénio à  Câmara de Municipal de Beja, o candidato Nuno Palma Ferro do PSD presenteou-o com este magnífico cartaz: 

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Fonte: O Atual

Mais palavras para quê? Está tudo dito no belíssimo cartaz. Este é que devia ser o verdadeiro "Sentir Beja" (slogan escolhido pelo socialista Paulo Arsénio para a sua recandidatura à capital do Baixo Alentejo). 

Neste momento, tenho pena de a minha impressora ter pouca tinta nos tinteiros. Era rapariga para ir ao IKEA comprar uns quadros para colocar as fotografias impressas e enviar para a casa do António Costa como prenda de Natal. Ó se era!

Excelente semana para todos vós.

O bom é que a campanha eleitoral para o poder local usurpada pelo António Costa terminou.

O mau: o Tio Célito está a ressacar de não ter aparecido com tanta frequência na televisão, por isso, preparem-se para uma overdose de Tio Celito. Começarão a sonhar com ele, a ouvir a voz dele do nada.  Vão enlouquecer.  Vão,  pois eu posso enlouquecer mas não por causa  dele. Uma vez que irei desligar a televisão quando ameaçar aparecer a cara larouca dele ou mudarei de frequência de rádio quando me aperceber que irei ouvir a voz que de vez em quando parece comer massinha a mais.  

 

 

 

P&O na Planície: Bom Fim de Semana 107

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P&O na Planície: Bom Fim de Semana 107 = As vindimas estão quase nos "finalmentes", no outro dia um grupo adepto do naturismo foi para uma vinha em Grândola experimentar apanhar uva em pelota.

Haja coragem para estar com um olho no burro e outro no cigano, é como quem diz: um olho a ver onde colocar a tesoura de poda para cortar o engaço da uva e não o dedo e com o outro olho a ver se não há abelhas ou bicharocos voadores esquisitos capazes de aumentarem de volume  certos inchaços ou coleccionar outros altinhos... 

São uvas apanhadas ao natural, vestidinhos com a roupinha vitalícia de nascença que os pais deles lhes deram. Dizem que foi a primeira vez que tal ideia aconteceu no mundo, somos sempre pioneiros nestas coisas incríveis de envergonharem as pobres das uvas que não basta levar com os pés perfumados de chulé, ainda têm de assistir ao espectáculo de miudezas a dar a dar e as "amigas" apontarem para o chão.

Tenho pena das uvas! Vão fabricar vinho deprimido. 

Quem quiser viver esta experiência sem complexos é só telefonar para a Herdade do Canal Caveira

São onze e picos da noite, o dia de reflexão quase a terminar, e eu ainda não consegui reflectir em qual das tristes candidaturas ou candidaturas tristes merecem a minha cruz no boletim de voto.

Porque será que isto me aconteceu? Será por estar vestida com trapinhos comprados numa loja qualquer de "vendagem" do último grito da moda? Se estivesse com a roupa que cheguei ao mundo a esta hora já teria a decisão tomada? Duvido. Tenho muito respeito pela indumentária que a minha mãe me deu, mas eu gosto é de andar trajada de popelina. 

Já temos de aguentar o descarado Outono a despir as árvores de folha a folha, quem quiser que o faça, eu vou tentar reflectir compostinha, até porque não vivo na vinha da Herdade do Canal Caveira.

 

Na realidade vivemos todos numa grande nudez, mesmo vestidos com o melhor conjunto de roupa que temos no nosso guarda-fato!

 

 

Autarquias 2021: os Carreiristas

Parte II

PARTE I: Autárquicas 2021: Argumento ad terrorem

PARTE  II

" Era como se a expressão da noite,  das coisas obscuras, do pequeno vale obscuro, das pessoas que riam na sombra, da folhagem agitada, da ave, do perfume e da terra exalasse o encanto dum mundo fechado sem nome."

Agustina Bessa-Luís, Mundo Fechado

 

O "mundo fechado" do Poder Local. O "mundo fechado" das assembleias de freguesia, das câmaras municipais e das assembleias municipais. Um "mundo fechado" que só entra quem pertence aos partidos! 

Esquecendo a poluição visual dos cartazes gigantes espalhados pelas rotundas e circulares internas ou dos cartazes pequenos pendurados em candeeiros em tudo o que é rua (é pena não perceberem a pouca iluminação que emitem) que ficarão até que uma rajada de vento ajude a lembrar que não foram para o caixote do lixo os inúteis adereços de campanha partidária; as eleições autárquicas continuam desinteressantes devido ao inexistente refrescar de rostos elegíveis nas listas que concorrem de quatro em quatros anos, apesar da lei de limitação de mandatos. A ganância de querem  eternizarem-se nas funções electivas localmente por sufrágio universal dificulta a aplicação de uma forma simples a lei que tinha como objectivo evitar os carreiristas,  os dinossauros carreiristas do poder local.

Em Portugal há sempre bloqueios à mudança, quando há a ameaça de perderem os lugares cativos que ocupam sem intenção de abandonar as benesses que daí resultam e usufruem até morrer. Todos sofrem do mesmo mal:  são detentores de uma criatividade fora do comum para inventarem estratagemas para conservar o trono público. O espanto já lá vai com a táctica de saltitar para os municípios vizinhos na esperança de permanecerem com a profissão de presidente da câmara municipal, muitos conseguiram, é um facto. Paz na vida para quem gosta de ser usado, porém as bananas gosto delas na bananeira ou na fruteira cá de casa! 

Não sei se acontece na vossa região, mas em algumas autarquias no Baixo Alentejo, aconteceu um novo fenómeno de ultraje na maneira de estar / fazer política: os Presidentes de câmaras municipais impedidos de se candidatarem a um quarto mandato, são cabeça de lista para a Assembleia Municipal do município que presidiram:  Jorge Rosa (Mértola), Nelson Brito (Aljustrel), e Tomé Pires (Serpa).

Não será mais uma táctica dos partidos de viciar  as regras ditadas pela lei de limitação de mandatos de 2006?

Os partidos não conseguem, não querem renovar as mulheres e os homens que preenchem as listas para os lugares electivos, têm de assegurar a profissão dos seus protegidos que andaram a aprender nas juventudes partidárias: a de político carreirista;  o resto dos nomes são do verbo encher, vão saltando de posição e de lista as fotografias, parecem cortadas do perfil do Facebook, quem tem, quem não tem são fotografias repescadas de outros anos. 

Deve existir uma impressionante escassez de tachos para absorver este problema que a lei autárquica de 2006 veio criar aos carreiristas que não sabem fazer mais nada do que conduzir a "carreira" com paragem sempre obrigatória no aparelho partidário. 

A vil prepotência que se estende à mesquinhez revela que estes autarcas impedidos de se recandidatarem, sabendo que não têm hipóteses de serem eleitos nos concelhos limítrofes, sem eleições legislativas no horizonte próximo – sinceramente, espero que haja – a alternativa foi, todos concorrerem para presidentes de Assembleias Municipais, onde supostamente ganharão e ficarão até vaguei uma cunha para outros voos sempre em defesa da causa pública. Os macacos também o são, com o pormenor de só se coçarem para dentro. Macacos me mordam, como dizia alguém com dons de líder espiritual, se não é assim!

Que exemplo de credibilidade transmitem à população votante estes políticos agarrados ao poder? Nenhuma, para mim. Todavia, nos meios pequenos onde toda a gente se conhece e que muitos têm medo da ditadura das represálias, por isso, são muito saudadas estas transferências de lugares na vida interna de um município.  Não se interrogam por esta manhosice acontecer. 

Serpa é um exemplo desse apoio inexcedível pelos seus homens do Partido Comunista. O Tomé Pires excedeu os mandatos como presidente da câmara municipal de Serpa, sem perspectivas de uma nomeação à altura do seu sacrifício de se ter entregado de alma e coração a fazer bem aos "outros", claro não querendo voltar ao seu mero lugar de técnico superior muito bem guardado no mapa de funcionários da Câmara Municipal de Beja (como comprova nesta publicação do Diário da República: na divisão de serviços operacionais), vai fazer o esforço hercúleo de ser o próximo Presidente da Assembleia Municipal de Serpa; vamos ver se consegue ser com maioria absoluta! 

Ainda o diploma de Engenheiro técnico Civil estava a escaldar já estava a assinar o contrato por tempo indeterminado na Câmara Municipal de Beja. É milagre? Não! São anos a colar cartazes da JCP e depois do PCP em postes e nas caixas metálicas da iluminação pública da EDP. Não custa viver, custa é saber viver com este desembaraço em que não se privilegia a competência e o mérito. 

A composição das listas autárquicas do PCP/ CDU são muito sui generis para estes lados de Serpa, pois tem sido uma luta de "Trabalho, Honestidade e Competência"  os nomes presentes serem ao mesmo tempo funcionários da câmara municipal e das suas freguesias concelhias.

Não sei se é o partido que é a extensão da autarquia ou se é a autarquia a extensão do partido ou ambas as coisas. 

Não é preciso mencionar os constrangimentos que este paradigma causa numa gestão diária do município, uma vez  que, estão distribuídos e concentrados na organização da logística da campanha eleitoral.

É "trabalho, honestidade e competência"  a mistura confusa de quem monta o púlpito para o Jerónimo de Sousa discursar ser a mesma pessoa que colocou as cadeiras na Praça da República para os serpenses assistirem a um espectáculo musical integrado na agenda cultural promovida pelo Município de Serpa.

É "trabalho, honestidade e competência"  a voz dos vários spots promocionais institucionais da Terra Forte ser a mesma que ouvimos nas gravações emitidas no megafone do carro de campanha da CDU que percorre as ruas e ruelas da cidade e freguesias do concelho.  Que acumula o fato de jornalista com o de motorista do carro com megafone; são estas e outras mais circunstâncias caricatas e pouco transparentes que confluem para as eleições autárquicas serem um rol de actos marcadamente maçadores. 

Nunca o slogan da CDU foi tão apropriado para caracterizar a opacidade das relações e comportamentos das pessoas que confudem profissionalismo com compadrio e arrastam a casa da democracia local para um "mundo fechado" vedado ao comum cidadão que não está amarrado às correntes partidárias. 

Ninguém é insubstituível, os cargos é que são insubstituíveis na vida destes caciques de meia-tigela nos concelhos deles que nem categoria têm para ser nomeados para um tacho qualquer num organismo estatal ou entidades sem fins lucrativas que estão a abarrotar de "políticos de referência". 

Não são servidores da causa pública, antes servem-se das funções públicas ad aeternum em defesa da sua sobrevivência financeira. 

 

"Ah, esse mundo fechado em tua alma e nos teus olhos!"

Agustina Bessa-Luís, Mundo Fechado

 

 

A dona do pedaço à escala micro!

Aprendem todos a rota da "sacanagem" rapidamente. 

A Rainha de Arroios com os seus Vassalos a prestarem-lhe vassalagem!

"Quero cerejas... estou com vontade de cerejas!"

Figos! E os figos, senhor os figos!

Figos... É para festa de anos da Dona do pedaço à escala micro! 

Ah sem esquecer as selfies!

A SÁBADO filmou e fotografou a recandidata à Junta de Freguesia de Arroios nas suas compras pessoais (sem pagar) ao sábado. Um carro da junta e um fiscal vão buscá-la e levá-la a casa. A Segurança Social reclama-lhe €47 mil e penhorou-lhe salário e casa. Fernando Medina reitera que mantém confiança pessoal e política.

 

Ver o vídeo aqui

Autárquicas 2021: o argumento ad terrorem

Parte I

"(...) a câmara, essa, é a cidade  não a cidade da câmara,  espero ter sido suficientemente claro, senhor ministro."

José Saramago,  O Ensaio sobre a Lucidez

 

As eleições autárquicas. Serão? Se não existissem debates televisivos com os putativos candidatos à presidência das câmaras municipais das capitais de distrito acharia que estava a decorrer a campanha para a eleição de um primeiro-ministro.  Assim, cria a impressão que o António Costa é candidato a todas as câmaras municipais e assembleias de freguesia mais relevantes e com maior número de população. A Comissão Nacional de Eleições,  sob a égide do Governo em exercício,  desligou o aparelho auditivo, logo se já ouvia mal, agora , então, não ouve rigorosamente nada dos discursos do seu "patrão" que  demonstram um flagrante envolvimento abusivo na campanha autárquica.  

Diz que é enquanto Secretário-Geral do PS que calcorreia Portugal de Norte a Sul e Sul a Norte com a bazuca na ponta da língua para que votem nos candidatos do PS. Nestes dias de propaganda insana deste alguém, é oportuno saber quantas horas tem gastado na função de Primeiro-Ministro? 

A participação activa de um primeiro-ministro  numa campanha autárquica é sempre promiscua, por mais que digam que estão vestidos com o fato de líder do partido, que têm a obrigação de se solidarizarem com os autarcas do partido que concorrem no poder local.  Todos sem excepção acabam por entrar nessas águas lamacentas, que por sinal, movimentam-se com muita agilidade, pois é uma grande oportunidade de mandar no curso das eleições, escolhendo de modo tendencioso as temáticas que favorecem a acção governativa do Chefe do Governo. Mediaticamente, é excepcional (re)ganhar popularidade para o seu Governo e para o próprio: aparece todos os dias na televisão no convívio das pessoas a falar o que elas querem ouvir, facilitando o trabalho do próprio,  uma vez que são especializados em vender ilusões, no deturpar a realidade com versões de meias-verdades, quando não estão a mentir descaradamente. Fazem e dizem o que lhes permitem fazer e dizer. Portanto,  a culpa é nossa, não deles! Gostamos de ser enganados e vendemo-nos por tuta e meia. 

Se todos os primeiros-ministros seguem esta via de misturar leviana e confusamente as funções de estado com a função de topo no partido, o António Costa tem sido exemplar, no sentido de ser um vergonhoso exemplo que está a ser para o regular funcionamento de uma eleição que se destina a eleger os diferentes órgãos autárquicos; na qual se pretende ouvir quais os programas eleitorais que têm para apresentar ao seu munícipe/freguês. 

As Autárquicas 2021 vão ficar e fazer história por causa de alguém.  Esse alguém tem nome, é o António Costa.

Impressiona o despudor no recurso ao constante argumento ad terrorem: Votem no PS. Os outros não sabem o que é o Plano de Recuperação e Resiliência! Nós somos a Bazuca, sem o PS não há bazuca para ninguém.  Sem o PS a bazuca vai ser um caos.

É intolerável esta chantagem às claras. Fazendo acreditar os mais incautos nas consequências nefastas que virão se não escolherem os autarcas socialistas. 

Vivemos no jugo de uma sociopatia emanada por estes governantes: o dinheiro da Bazuca para nos controlar,  para sermos subordinados e temos de nos adaptar a eles; desacreditam os outros pois o PS é o único que consegue resolver o que está errado; culpa amiúde os cidadãos daquilo que só eles originaram, ou seja, estamos a enfrentar uma espécie de relação psicologicamente castradora. 

Releva referir que os partidos na oposição não têm obrigações governativas, as suas participações nas campanhas eleitorais a nível local não são condenáveis, pelo contrário é um meio para conhecer as assimetrias, os problemas que dependem da intervenção do governo central para serem resolvidos e assim construir uma alternativa programática para umas futuras eleições legislativas. 

É imperioso mudar a forma como se misturam sem freio ético o partido do governo nas eleições autárquicas. Como? 

Sabendo que temos uma democracia pluripartidária, em que é o presidente do partido (no caso do PSD e CDS) ou o secretário-geral (no PS) a ser empossado primeiro-ministro, ganhando as eleições legislativas ou aquele que obtenha apoio parlamentar maioritário para formar Governo. Assim que se tornasse Chefe de Governo, deixaria o cargo de líder partidário durante a legislatura, participando na gestão do partido como militante com funções de secretária. Afastando-se totalmente da actividade partidária e concentrando-se na função que aceitou estar durante quatro anos: responsável pela política geral de Portugal e gestor da administração pública/Estado.

Os primeiros-ministros não precisam do palanque das autárquicas para fazer tanta propaganda aos seus dotes governativos, quando têm sempre o foco em si com as constantes inaugurações, apresentações de projectos de investimento,  entrevistas em todos os órgãos de comunicação social, conferências de imprensa para anunciar a medida milagrosa que vai salvar a nação.

Esta solução traria uma democracia melhor, não haveria uma usurpação da missão e conceito destas eleições,  iria haver uma discussão verdadeira das problemáticas que prejudicam a vida diária das pessoas (habitação, mobilidade, emprego, despovoamento...), a competição seria em pé de igualdade, apesar do líder substituo do partido que Governa tentaria sempre influenciar enviesadamente o seu eleitorado local,  porém não seria o primeiro-ministro do país que estava a fazer esse trabalho. 

É utópica esta minha ideia. Continua-se a premiar esta vida dupla que intervala quando lhes apetece.

O actual primeiro-ministro consegue ser num comício os dois cargos que ocupa de cinco em cinco minutos, apesar de quando questionado se não está a usar a sua posição privilegiada de governante, responde de pronto: estive aqui na qualidade de Secretário-Geral do Partido Socialista.  

 

"Os anos passam, um após outro,  e nada melhora. Tudo quanto fazemos  é discutir, debater e procrastinar. Qualquer ideia decente vai sendo alterada  até estar já reduzida à ineficácia (...)"

Kazuo Ishiguro, Os despojos do dia

 

 

 

 

 

 

P&O: Citações Soltas # 51

Boa semana!

"É que o presente é mil vezes mais forte do que o mais forte dos passados." 

Joseph Roth  Fuga sem Fim

Por isso, marque na agenda de 20 a 24 de Setembro:  Esquecer o passado.  Viver o presente na sua plenitude. Sentir a sensação da liberdade do dia a dia no tempo presente. 

Impreterivelmente, o tempo passado tem de regressar no fim de semana, nos dias 25 e 26 de Setembro, para tomar a decisão consciente e fundamentada no candidato autárquico que merece o seu voto. Nestes dois dias os pretéritos imperfeito e perfeito devem coexistir com o presente. 

Depois...

Depois não deixe que esta rotina de conjugações o sufoque: "o presente é mil vezes mais forte."

Uma semana cheia de presentes presenteados pelo presente!

 

 

P&O na Planície: Bom Fim de Semana 106

20210826_194545.jpgP&O na Planície: Bom Fim de Semana 106 = As estradas nacionais portuguesas têm duas vias com dois sentidos de trânsito. A estrada das  notícias têm só um sentido, circulam durante dias sem descanso; quando outro engarrafamento noticioso surge, encostam à berma para nunca mais voltar. São as notícias com tema de um só sentido (pandemia e eleições autárquicas), quando há notícias na noutra via, no sentido contrário, que são muitas e  variadas com igual interesse informativo para as gentes desta terra: 

1 - A Senhora Ministra que fez uma visita surpresa a uma loja do cidadão,  sem paciência de chinês, colocou em sentido a lentidão no atendimento, os funcionários são a vapor e estão cansados de estar com a porta fechada da "loja" desde Março, perderam o ritmo de cágado, agora estão a passo de caracol; anunciou algo que vai tirar muito trabalho de cima dos ombros dos atrapalhados (e confusos) funcionários da Segurança Social a despachar expediente: a atribuição do abono de família vai ser automático. Gritou? Sim, mas depois quem é vossa amiga, quem é? Pois, a Senhora Ministra gritona. Já terá cartão de militante do PS? Esta sim seria uma aquisição de peso para ser a próxima Primeira-Ministra de Portugal;

2 - As influencers já se calaram com a tragédia humana que se apoderou outra vez do Afeganistão? Vivem de fogos-fátuos, não li a insurgirem-se com o facto de o Ministro dos Negócios Estrangeiros ter mentido ao declarar que o Estado Português tinha trazido todas as pessoas da lista de prioritários que auxiliaram a tropa portuguesa nas missões no Afeganistão: "(...) reconhece que Portugal não conseguiu retirar do Afeganistão nem metade dos afegãos previstos. Augusto Santos Silva garante que o Governo não desistiu de trazer os mais de 60 cidadãos que ainda estão em Cabul." O Marcelo Rebelo de Sousa, para variar, tagarelou apressadamente que a missão de resgate tinha sido um sucesso! É outro que gosta e alimenta-se de fogos-fátuos: "Portugal sai de cabeça erguida daquilo que era o cumprimento de um princípio moral. Quem esteve connosco sempre, em situações difíceis, merecia que nós estivéssemos com eles e elas na situação mais difícil da sua vida, que é a situação de assistir ao drama a que se assiste com o povo afegão". Saímos de "cabeça erguida" , está tão erguida, de cabeça no ar, que escapou vários nomes que estavam na lista e que tinham de embarcar para Portugal como forma de agradecimento por terem ajudado os nossos militares ao longo destes anos em solo Afeganistão.  A ingratidão e falhar ao prometido é uma canalhice. Então, influencers já estão nas vossas redes sociais a queimar com palavras esta atitude de falsear as expectativas de quem esteve sempre sem falhar o compromisso de "amparar" a tropa portuguesa? Dêem corda aos dedos.

O Ministro não desistiu de quem trabalhou para nós, mas e tratar da logística para os trazer?  Não se vislumbra nenhuma cabeça erguida a tratar disso. Ninguém será punido por despreocupada incompetência.  Um bom exemplo foi o que aconteceu nos Países Baixos: "Ministra holandesa dos Negócios Estrangeiros demitiu-se devido à gestão da crise no Afeganistão." A gestão de retirada dos holandeses e afegãos, das listas prioritárias deles, foi caótica e irresponsável, o Parlamento forçou a demissão com a apresentação de uma moção de censura.  Isto sim é governar de "cabeça erguida" perante as irresponsabilidades de quem está empossado de Ministro; 

3 - Qual o melhor comentário para esta trapaça criada e  promovida com pompa pelo Governo do Líder Espiritual AC: "Governo põe funcionários de escolas e do SNS a contar para o "emprego privado." Através de uma nota de imprensa estilo Coreia do Norte anunciaram a "vitalidade da economia" geradora de um elevado número de empregos no sector privado. Era muito bom, se fosse real. Pois que não é. A mentira tem perna curta: o governo usou os dados do INE e acrescentou no item emprego no sector privado: as contratações dos ministérios da saúde e educação.  Fez este arranjinho chamando de emprego privado no sector público,  algo que não existe e não é prática nas estatísticas realizadas pelo INE por ser uma deturpação dos factos.  Não devia ser desencadeado um processo por instigar a proliferação de "notícias falsas"? O Trump é que é o da fama, mas está mais do que provado que muitos têm a fama e o proveito.  São uns dissimulados encartados, e ninguém acha estranho. 

Algumas notícias enfim são faits divers, mas o que seria de nós sem estes momentos de parvoíce? 

Às vezes, a realidade supera a piada fabricada:

1 - Agora que o rapaz mandou abaixo a marquise, ou melhor o quartinho, do seu apartamento de luxo em Lisboa, apareceu uma outra apoquentação. Então não é que ainda agora se instalou numa mansão em Manchester, está outra vez de malas feitas para outra mansão? Tudo por causa da chinfrineira que as ovelhas fazem no terreno contíguo à sua casita de poucas assoalhadas. Não há direito. Expulso por causa de umas familiares da Ovelha Choné. O repouso é interrompido impiedosamente pelas melodias dos chocalhos que sempre que possível estão a treinar as cordas vocais para balirem afinadamente para o patrão se comover e trazer mais vezes uma ração à restaurante com estrela Michelin

O que é certo é que Cristiano Ronaldo borregou. Segue-se outra residência oficial para a família CR7. A ver vamos se ficará por aqui a troca de "home".

2 - Lá vem a China outra vez à baila. Desta vez é à mesma o Governo a marcar pontos: "Governo chinês proíbe homens com "afeminado" em programas de televisão". Ui se fosse cá,  era uma arrasia. Era preciso formar apresentadores à pressa e a maioria dos convidados era vetado. Ainda bem que nós não somos, nem sequer estamos submissos ao lobby LGBTI. [Eu com sorriso amarelo]

O Quintino Aires que não pertence, não gosta dessa extravagâncias, teve a (in)felicidade de dizer algumas coisitas contra a grupeta, não foi de vela, nem nada! [Eu com sorriso amarelo, outra vez]

Há muita liberdade, desde que não me pises os calos! Quanto mais "niang pao" melhor,  cá,  pois lá estão banidos. As mulheres que se cuidem têm mais concorrência, eu, por acaso, não gesticulo a parecer que estou a fazer contorcionismo.  Mas eu gosto deles com os trejeitos todos copiados e/ou herdados, sou pela transparência de atitudes e comportamentos. Força nisso, reinventem o Grito de Ipiranga! 

O filho de Júlia Pinheiro aplaudiu com um "finalmente" o afastamento do psicólogo Quintino Aires dos programas da TVI, que falta de solidariedade.  Eu é que nunca mais vejo o "finalmente" do escândalo protagonizado pelo pai com o mesmo nome do filho, imaginação em crise, que é o recebimento de uma indemnização proveniente do contribuinte à  beira da reforma (caiu na conta bancária ou não?). E não é de somenos este esclarecimento que deve ao contribuinte, o dono da rádio pública: se continua a ser pago pelos programas que faz na Antena1. Assim, não custa ter uma vida faustosa.  

Como hoje não é dia de escola, podem andar inestéticos, mas atenção diminuiu a temperatura,  por isso, para evitar constipações e tosse seca: tenham cuidado com os decotes até ao umbigo, os calções a destapar a virilha, bem como os boxers à mostra a ver os pés metidos em havaianas a captar os micróbios das ruas sempre sujas das cidades e vilas. 

 

 

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