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Perspectivas & Olhares na planície

Perspectivas & Olhares na planície

Em 2006 , o Ricardo Salgado na "faxina"

Os portugueses são como os "cornudos" que são os últimos a saber que são traídos; assim , todos sabiam que esta limpeza de imagem do Banco traria água no bico, mas os últimos a saber foram os portugueses!

A nova imagem adoptada do BES foi tão fresca que estamos todos com bronco-pneumonia com as dívidas que temos de pagar sem apelo nem agravo! 

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(Revista Focus: 1 a 7/2/2006)

 

Que OLHAR Oportuno {18}

Em entrevista à RTP 3 o Rui Rio sobre a TAP dixit: “Se está falida, a primeira coisa que tem que exigir é um plano de negócios e de reestruturação para a TAP. Esse plano não apareceu, mas o Governo diz alegremente ‘toma lá mil milhões de euros’. E agora todos nós vamos ficar à espera da próxima fatura porque nem o plano de negócios há”.

Questionado sobre se deixaria cair a empresa se estivesse sob o seu domínio, o presidente do PSD admite: “Poderia deixar. Poderia deixar.”  Fonte: Jornal Económico

 

É por isso que continua a ser preterido para ser o próximo inquilino do Palácio de São Bento.

Beja já tem o que lhe faltava...

... para ser uma cidade desenvolvida, ou seja, já tem a tão desejada praia fluvial. Minto: Parque Fluvial de Cinco Reis.

A "massa crítica" da população baixo-alentejana ficou ainda mais abafada com o presente extraordinário que lhe ofereceram, a bendita praia.

Temos um hospital obsoleto, todas as direcções regionais mudaram-se para Évora, o Banco de Portugal fugiu de Beja. Se acham pouco acrescento mais umas alíneas à pobreza que é a capital de distrito: temos uma automotora do terceiro mundo, um itinerário principal  esburacado com a auto-estrada por um canudo, um aeroporto que serve de garagem da TAP e aviões avariados, um instituto politécnico bolorento... mas esqueçam lá isso tudo, agora temos uma praia... vai ser a dita que vai alavancar a minha cidade deste estado vegetativo em que se encontra!

Finalmente temos uma alavanca como deve ser! Já era tempo de terminar com esta discriminação a que os baixo-alentejanos eram votados.

Eu realmente tenho um pensamento pequeno devia ficar feliz com a praia, ou melhor com o parque fluvial e não fico! Sou mesmo uma ingrata! 

 

 

Prefiro o bronze de pedreiro na piscina do meu quintal, há gostos para tudo, este é o meu! 

 

O profissional das nomeações políticas

O fadista Jorge Fernando é um predestinado para escrever letras de música de fazer inveja a poemas de poetas caprichosos que mais não são uns construtores de métrica e rimas despidas de sentimento

A letra "Chuva" é o máximo do belo, destaco:

"Há gente que fica na história da história da gente
E outras de quem nem o nome lembramos ouvir." 

Conta-se pelos dedos da mão aqueles governantes que ficam na "história da gente".

O profissional das nomeações políticas fica no quadro de honra de "nem o nome lembramos ouvir." Excepto quando regressa o rodízio dos cargos de nomeação do partido que está no governo.

Há uma nova aragem no sistema de rotatividade de tempos a tempos, o problema é que  existe uma carteira restrita de profissionais  com skills especiais desenvolvidos nas universidades que são os partidos políticos para ocupar os cargos de confiança nas empresas públicas, semi-públicas ou empresas privadas monopolistas e similares.

Se estivermos atentos percebemos que são sempre  as mesmas "carinhas larocas" a saltitar de nomeação em nomeação.

Os salários muito para lá da média com os quais é possível alguém remediado enriquecer da noite para o dia, só estão reservados e ao alcance do profissional das nomeações políticas. Sempre ouvi dizer que ninguém enriquece do trabalho, porém o profissional das nomeações é excepção: constroi autênticas  fortunas. Não é preciso pensar muito, há vários exemplos que quase não tinham uma cadeira para se sentar e hoje têm autênticas plateias de cadeiras espalhadas pela casa da cidade, pela casa de férias ou ainda pela casa de campo; é que hoje em dia estes profissionais gostam de brincar à ruralidade, a fingir que são lavradores com grandes casas agrícolas. Produzem cinco garrafas de vinho e são levados às costas pela imprensa especializada.  

Não é inveja. É comoção. Se não tivesse sido criada no mercado de trabalho competitivo a carreira de profissional das nomeações, não sei como encontrariam uma profissão, um trabalho para pagar a renda de casa ou sustentar uma família. Era impossível. Morriam à fome, para além de obrigar a família a trilhar  um caminho de miséria sem precedentes. Todas as portas estariam fechadas para esta gente que "nem o nome lembramos ouvir."

Uma palavra de gratidão para quem resgata o profissional das nomeações das condições de vida indignas. 

Tantos senhores, menos senhoras nesta posição,  que têm carreiras bem sucedidas à conta de terem optado pela sofrida carreira de profissional das nomeações políticas.

Este Senhor é um caso de estudo tal é o seu sucesso, é um profissional de topo das nomeações políticas.  Gostava de saber a receita para se manter fantasticamente no auge desta "carreira", não era para lhe fazer concorrência, é apenas uma curiosidade que por vezes me cria insónias! Se me explicassem já não tomava Valium, quando a insónia destas insignificâncias me rouba o sono dos justos. 

Não há Rei à altura do Patrão das nomeações: "Foi chefe de gabinete de Guterres e Sócrates, secretário de Estado, gere finanças do PS, passou pelo Turismo de Portugal, TAP, Emel, ANA."  O histórico Patrão não sairá do rodízio sem antes receber o prémio de carreira nestas lides sui generis: ser nomeado para fiscalizar o SIRP, vulgarmente conhecido pelas Secretas de Portugal. Pelos vistos irá acumular com o cargo de nomeação na ANA.

Manter-se no topo da carreira de profissional das nomeações políticas não é nada fácil, no entanto, não sei se é o carisma do Senhor que hipnotiza ou são os seus skills especiais para ser o Patrão da competente obediência a quem lhe tem dado a mão; o que é certo é que tem acumulado cargos de relevo no seu curriculum profissional.

Não escondo. É uma grande emoção.  Se não existissem os cargos de nomeação política o que seriam destas "pobres almas"?

Não sou um calhau, por isso, emociono-me. Tenho de ter compaixão para quem "nem o nome lembramos ouvir."

 

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P&O na Planície: Bom Fim de Semana 67

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P&O na Planície: Bom Fim de Semana 67 = A nacionalidade europeia sempre foi muito cobiçada.  Quando há países a criar barreiras ou manter os requisitos conservadores para se adquirir a nacionalidade, Portugal deu um valente passo para sermos um país passador: "A proposta consensualizada à esquerda permite que os filhos dos imigrantes legais com autorização de residência ou que fixaram residência há pelo menos um ano e que nasceram em território nacional possam ter nacionalidade portuguesa, sendo esse o desejo dos pais.

É certo e sabido que precisamos de rejuvenescer a população portuguesa, aumentar a população ativa para que Portugal consiga ter as finanças públicas equilibradas e ser um país económica e financeiramente viável. Uma das medidas foi reduzir de dois para um ano a possibilidade de obter a nacionalidade  portuguesa mas agora pergunto: este afrouxar dos critérios não  será mais em benefício dos oriundos de outras partes do mundo para facilmente circularem no espaço europeu e não uma forma de fixar mais pessoas no país dos poetas?

O negócio com a nossa nacionalidade começou com os Vistos Gold, tudo o que se tem seguido é para nos instituir num autêntico país de passadores para outras fronteiras europeias.  Vendemos a nossa nacionalidade legalmente por três tostões, já não é preciso ir de assalto para a França ou Alemanha, Portugal sempre a trilhar o rumo da vanguarda negligente. 

A total "generosidade" foi travada a tempo e a proposta do BE de oferecer a nacionalidade a quem nascesse em Portugal mesmo se os pais estivessem ilegais não passou no Parlamento. O caricato deste princípio de "jus soli" é inenarrável. 

Porém, finalmente vai ser reparado um erro histórico, uma injustiça que faz com que muitas pessoas que nunca conheceram outro país lhes fosse sempre negada a nacionalidade portuguesa, refiro-me àquelas pessoas que com o "25 de abril de 1974, se viram privadas da nacionalidade portuguesa, pelo decreto 308/75, por não viverem em Portugal há cinco anos." Originando um problema de injustiça social, uma vez que os seus descendentes nunca conseguiram obter o cartão cidadão; pois não são reconhecidos como portugueses e nem são reconhecidos pelos países onde os pais nasceram, as ex-colónias. Obviamente não faz sentido que quem nasceu cá,  em que os pais  optaram por vir para Portugal  aquando da independência das várias colónias vá pedir, por exemplo, a Angola a nacionalidade quando não há registos recentes (ou nenhuns que quase tudo foi destruído com as guerras civis) que justifiquem a atribuição da nacionalidade angola.

Ninguém se preocupou que há gerações inteiras que viveram e vivem à margem porque não têm e não conseguem simplesmente provar que são portugueses como eu sou, porém foi bem mais fácil ter uma cédula (eu ainda sou desse tempo em que só de fazia o BI mais tarde, por volta da quarta classe e até aí utilizava-se a cédula).  

Antes tarde do que nunca, porém há marcas psicológicas que perdurarão para sempre. 

Os nossos representantes políticos com a forma como estão a banalizar o conceito e história da nossa nacionalidade parece que estão a ler o significado ao contrário...

 

 

 

 

 

 

 

 

Se não tivesse nascido, teria sido inventado!

Joe Berardo: “Estou a emprestar à CGD um terço de minha pensão”

A nossa vida não tinha o mesmo colorido se não existissem pessoas como o Joe Bernardo. É uma pena que ao mesmo tempo que diz piadas para nos alegrar nos vai assaltando a nossa carteira! A elasticidade das suas palhaçadas estão sempre em consonância com a carteira  sem fundo do contribuinte português!

Parece uma conversa de bêbedos. O problema é que no outro dia a bebedeira passa e no caso do Joe Berardo as dívidas ao Banco Público continuam sine die...

A morosidade na Justiça...

...contribui para coisas extraordinárias...

... com a data de nascimento que o banqueiro Ricardo Salgado tem carimbada no cartão de cidadão, a prisão nunca será dentro de uma cela... se é que me faço entender!

Alegadamente praticou 65 crimes, crimes que não terão a justa penalização terrena.

A  vida para o Ricardo Salgado continua como sempre continuou: rodeada de luxos. O descanso nunca lhe faltou, agora muito menos com a idade que tem!

Não é o viver que custa, custa é saber viver!

O leopardo verde tatuado com a sigla BES deu-nos uma grande lição de como é preciso saber viver!

P&O Sui Generis 81

Não está mal pensado, não senhor!

"O dono de um bar na Cornualha, em Inglaterra, instalou uma vedação eléctrica junto ao balcão para afastar os clientes e, assim, fazer cumprir as medidas de distanciamento social impostas devido à Covid-19."

Na Festa do Avante fazia sentido uma solução destas. Os camaradas andam ávidos de festarolas-comício, com a emoção esquecem a distância física e a vedação eléctrica reconstruia um cenário que uma senhora que vai para um museu nega a existência (o que havia de arame farpado e arame eléctrico naqueles campos de concentração), para além de evitar a propagação da Covid-19. Só boas razões para a sua utilização na Festa mais badalada do PCP português.

Já estou a imaginar o querido Jerónimo de Sousa de alicate na mão para montar e "afinar" a cerca eléctrica na sua Festa do Avante...

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