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Perspectivas & Olhares na planície

Perspectivas & Olhares na planície

Na China também aconteceu isto!

Chegaram-nos imagens da cidade de Wuhan em que as autoridades policiais e de saúde pura e simplesmente soldavam portas de habitações, entradas de prédios  com as pessoas lá dentro para conter a proliferação da Covid-19. 

A China é uma ditadura comunista.

Ontem, por sua vez, no Bairro da Jamaica mostraram imagens nas quais se via o mesmo modus operandi: soldar as portas de cafés e bares (ilegais!?), mas felizmente ninguém ficou enclausurado. 

Portugal é uma democracia.

Se tivesse sido uma medida proposta pelo André Ventura, imagino a lava de vómito que já tinha inundado a nossa comunicação social. 

Assim, foi uma acção levada a cabo pelo Governo PS + Município PCP tudo está bem quando acaba bem. Os Danieis Oliveiras, os Ferros Rodrigues, as Catarinas Martins todos desta vida à portuguesa estavam a dormir a sesta!

 

Para ser considerado racismo, xenofobia, censura, atentado às liberdades individuais é preciso preencher requisitos. Ontem, as caras eram de esquerda, nada a apontar, se fossem caras de direita... estariam os tais aos berros a mandar as bocas que a democracia estaria em perigo e num Estado de Direito não se podia aceitar medidas repressivas daquela natureza. Com a dualidade de critérios cai por terra a coerência que tanto apregoam. 

 

O Bairro da Jamaica novamente na ribalta, desta vez não conseguiu ser arma de arremesso para ninguém. Não serviu para ser usado e abusado pelos bons samaritanos do costume. Neste género de socialismo inspirado na China nunca há só pontos finais, por isso, soldaram as portas e ponto final e parágrafo; dá lugar à mudança de linha, segue-se outro assunto sem mais demoras. 

P&O na Planície: Bom Fim de Semana 60

 

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P&O na Planície: Bom Fim de Semana 60 =

Com as fronteiras dos países europeus encerradas devido à pandemia denominada Sars-Cov-2 espalhada pelo mundo colocou a descoberto a dimensão efectiva de uma realidade paralela. A gestação de substituição, vulgo barrigas de aluguer, é cada vez mais uma opção do que se possa imaginar. Este método de maternidade de substituição (programas pagos) está legalizado em vários países, nomeadamente, Rússia, Ucrânia, Tailândia, Geórgia, Índia e em alguns Estados dos EUA.

Questões de saúde, questões estéticas, questões de fobia pelas etapas da gestação, questões caprichosas, questões de achar que o dinheiro pode comprar tudo, questões porque sim… Não interessa. O que é certo é que há cada vez mais bebés nascidos por gestação de substituição.  É uma nova realidade. Cada casal escolhe o seu caminho. Saltar etapas no processo de criar uma família com filhos não será certamente uma decisão fácil. Por mais que exista preparação o facto de ir a outro país buscar uma vida com cinquenta centímetros deve ser um turbilhão de sentimentos incontroláveis, são pais biológicos ou mais ou menos biológicos, no entanto, nasceu de uma desconhecida; Vão buscar  um  bebé biológico, não é o mesmo fazer uma viagem para ir buscar o  carro dos sonhos à fábrica da Ferrari.

 

Vivemos tempos em que se tiram fotografias à velocidade em que bebemos um copo de água, se sempre existir honestidade na relação entre pais e filho(s), à pergunta que será inevitável,: “mãe, não há fotografias  onde apareças grávida de mim...”; a resposta será um momento para aumentar a cumplicidade sem evitar responder com a verdade. Claro se os pais optarem por ter uma família plena, cheia de dinâmicas normais e criadas, esquecendo a postura de famílias inventadas com segredos escondidos que quando descobertos serão prejudiciais na formação do carácter do futuro cidadão.

Entretanto, há “As histórias dos bebés portugueses retidos na Ucrânia e Geórgia” ou

Empresária Paula Amorim recorre a barriga de aluguer nos EUA”.

 

Os filhos são as flores na família. Faz-se tudo para ter um filho biológico. Será quase sempre compreensível! 

Paulo Pedroso: a solução para todos

“(...) não se quer mais nada senão ver e em que ver é já conhecer.”

 

Peter Handke, Uma breve carta para um longo adeus

 

Nos bastidores correu a notícia que Paulo Pedroso colocou-se à disposição de ser “selecionável” para integrar as listas para se tornar deputado nas últimas eleições legislativas. O Mister António Costa  não o convocou, da equipa que ganhou no play-off a possibilidade de formar governo não se mexe. Paulo Pedroso era uma carta fora do baralho no sistema de jogo para ganhar as eleições legislativas de 2019, o António Costa sempre preferiu a esposa dele. O Éder do PS não gostou de não fazer parte das escolhas para jogar num dos  campeonatos mais importantes do nosso sistema político. O eterno protegido do PS pendurou as chuteiras: desfiliou-se na altura em que a esposa é uma espécie de Pepe, em que não se coíbe de praticar faltas a pé-juntos se partir a perna, ainda melhor.

Quem acompanha as lides da política à portuguesa sabia que esta tomada de decisão não foi em vão.  Foi sem surpresa que recebemos esta notícia: Paulo Pedroso contratado para Associação Montepio.

A “Pepe” e o lobby socialista  estava a tratar da recompensa. Importa frisar que este convite para uns, para mim foi uma solução,   estava a ser trabalhada há já algum tempo: Tomás Correia propõe Paulo Pedroso para o Montepio.

Uma mão lava a outra e as duas lavam o rosto, isto é, uma das últimas decisões do reinado do Tomás Correia foi “aconselhar” o protegido do PS para “trabalhar” na Associação Mutualista Montepio Geral; e deste modo o Tomás Correia não vai ser incomodado nem agora que está a fazer "uma grande viagem" e nem nunca mais.

As “confusões” onde estava envolvido morrem ou vão morrer na praia. Mais um… leve e livre que nem uma pena.

Quanto ao Paulo Pedroso com a solução encontrada para si, por inerência, ele foi a solução para: António Costa, Tomás Correia, Ana Catarina Mendes e outros escondidos que ganham sempre com estas encapotadas nomeações políticas.

Portugal não aprendeu a lição da Islândia

“(...) o meu pai também dizia que a Islândia era deus e era a beleza de deus.”

Valter Hugo Mãe, A Desumanização

 

No último debate parlamentar quinzenal Rui Rio frontalmente afirmou que o BES foi “o maior crime de colarinho branco em Portugal”.

Ninguém disse nada, no entanto, todos pensaram. O Rui Rio ao lembrar o caso de polícia que se tornou o BES não conseguiu arrancar palavras condenatórias, porém contribuiu para que o BES fosse a mola para o pensamento de alguns recuasse  até ao baú das recordações.

Eis os exemplos:

  1. António Costa. Ouviu e pensou: BES? Os jogos do Euro 2004 tiveram outra classe, porque os vi no Camarote do BES. Só boas memórias…

  2. Marcelo Rebelo de Sousa. Na madrugada foi ver o debate e ao ouvir a frase mágica do Rui Rio não conseguiu evitar: lembrou-se que se tinha esquecido de telefonar ao sempre amigo Ricardo Salgado. E recordou com saudade as férias no Brasil … os colarinhos estão nas camisas!

  3. Eu. A Islândia surgiu na minha memória. O país dos fiordes marcou a diferença durante a crise financeira de 2008 prendeu banqueiros e demitiu dois primeiros-ministros. Em Portugal, o balanço da crise dos bancos é este:   culpados em liberdade e os contribuintes presos às dívidas das decisões criminosas de banqueiros e governantes. O Rui Rio tem razão. Portugal tinha e tem muito a aprender          com a Islândia. Os países velhos não ensinam apenas, também têm muito que aprender com os países mais novos. Como é o caso da Islândia, que deu uma verdadeira lição como se deve enfrentar crises criadas pelos  banqueiros, que se tornaram intocáveis com a conivência dos governantes e com ajuda da justiça em países como Portugal. O julgamento do Oliveira e Costa foi um lesa-pátria. O Ricardo Salgado um protegido do regime continua a sua vidinha fora da prisão, por sua vez, o contribuinte ficou condenado em liberdade a pagar as ilicitudes dele e dos outros todos. Bem sei que a Islândia tem a sua moeda, por isso tem mais soberania para tomar decisões radicais e sair mais rápido de uma crise; todavia o melhor foi ter deixado os bancos entrarem na falência. Os governantes portugueses decidiram (limitados às ordens da U.E.) salvar os banqueiros e os seus bancos e criaram uma bola de neve que nunca mais tem fim. E é esta bola de neve que nos tem esmagado, porque o sistema financeiro foi salvo e agora em tempo de pandemia não são capazes de dar a mão às empresas e às famílias que não colocaram entraves quando foram chamadas a pagar a fatura originada na crise bancária de 2008.

 

“O meu pai declarou: a Islândia pensa. A Islândia é temperamental, imatura como as crianças, mimada. Tem uma idade geológica pueril. É, no cômputo do mundo, infante. Por viver a infância, decide com muito erro, agressiva e exuberantemente.”*

À parte disto tudo, a Islândia tomou decisões de pessoa adulta e responsável, não optou pelas decisões óbvias e inúteis de velhos países que governam com vícios e conveniências instaladas.

A história da Islândia não ficou nem fez história, infelizmente.



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*Valter Hugo Mãe, A Desumanização

P&O na Planície: Bom Fim de Semana 59

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P&O na Planície: Bom Fim de Semana 59 =

A praia ganhava destaque quando o primeiro-ministro ou presidente da república em funções vão a banhos em Agosto. Quem não se lembra da praia da Manta Rota voltar à ribalta por culpa do Pedro Passos Coelho. Este ano a praia vai ser um reality show.  Guião já existe. Até agora são setenta e tal medidas,  a época balnear começa apenas a 6 de Junho. Vaticino que as regras de ajudar lançar o caos não vão ficar por estas! Não sei se saberão, eu só dei conta agora, que há uma comissão técnica de acompanhamento das águas balneares. Não sei o que é mais hilariante se as medidas engendradas à secretária ou se é a existência desta comissão. Portugal é o país das comissões, se dúvida ainda restasse, ficou completamente dissipada.

O Tio Celito que queira dar canal, pois estamos já habituados. O cargo de Presidente da República é quase decorativo. Agora o Primeiro-Ministro andar na giraldinha, ninguém se insurge? O António Costa tem de dar o exemplo a trabalhar na gestão do país. Com o país a caminhar para a bancarrota, não precisamos de o ver de calções de banho e chapéu de palhinha, para não passar despercebido, nem guarda-sol levou. Não me diga que não tem trabalho nenhum para fazer? Preparar a época de incêndios… Por exemplo. É por estas atitudes que muitos países europeus bloqueiam certas decisões. A solução para os nossos problemas estruturais aos quais se somam os problemas conjunturais não se resolvem com idas à  praia. Não se vota, não se gasta dinheiro que não temos em eleições legislativas despesistas para ter um primeiro-ministro a trabalhar para o bronze.

Se é para ter um Entretainer como primeiro-ministro, preferia o bejense Bruno Ferreira a comandar os destinos de Portugal.

 

Fiquei sem vontade de escrever sobre o  manual  estrambólico para frequentar as praias….

 

(Se tiver vontade pode ser que escreva algumas considerações sobre o manual de instruções da época balnear em tempo de Covid-19)

A Caixa Geral de Depósitos conseguiu um bom lucro...

Os dispensadores com álcool-gel, o que são e para que servem?

... De acordo com esta notícia: Lucro da CGD dispara 56% para 776 milhões em 2019.

Assim, estão com folga na tesouraria para deixar três notas de cem euros na Agência de Serpa, por exemplo, para fazer umas comprinhas necessárias. E que comprinhas necessárias serão essas? Pois bem, comprar as peças decorativas da moda Primavera-Verão sine die: dispensadores de gel desifectante.  Não se compreende que na antecâmara da Agência CGD de Serpa onde está instalada a caixa automática não tenha ainda o dito dispensador com o famigerado e útil álcool-gel.

Por isso, o Querido Paulo Macedo não seja forreta mande alguém às compras para comprar os dispensadores, preferencialmente com sensor, e as suas respectivas recargas de gel desinfectante.

Ou estará à espera que as empresas privadas ofereçam e os  voluntários se prontifiquem a pendurar a peça decorativa da moda? 

Os exemplos deviam vir de cima... Por mais criatividade que tenham não é  fácil cobrar uma comissão bancária com este "pseudo-serviço", logo, não há interesse em ter no "hall" um mísero dispensador com gel desinfectante.

Quer tirar-nos à bruta da toca

P&O Sui Generis 81

Ó Tio Celito. Como é? Vai ser sempre assim... à bruta? Mas o vírus regressou à sua pátria? Não me apercebi de o vírus chinês ter feito as malas!

Marcelo Rebelo de Sousa, o agente de viagem a lançar o caos e a patrocinar os ajuntamentos, dixit: "Não é apenas o apelo a que em junho, em julho, em agosto, em setembro passeiem em Portugal, fiquem em Portugal e programem as vossas férias em Portugal..."

A lucidez falta quando se começa a ver que o Estado está no vermelho, com a bancarrota a acenar-nos!

 

O Marcelo Rebelo de Sousa já deu o aval.

Com a AutoEuropa vai tudo de carrinho!

Hoje, na visita à AutoEuropa, o Marcelo Rebelo de Sousa "despediu" o Mário Centeno. Cabe ao António Costa, sentado no seu Ferrari, abrir a garagem para o Mário Centeno sair com o seu Morris.

[Final de Junho, no máximo até meados de Julho a porta da garagem abre-se!]

As aspirações de passar a perna a António Costa e suceder-lhe no cargo é uma manobra difícil de concretizar: um Morris não consegue ultrapassar um Ferrari. Um político perante um técnico, ganha sempre o político. A rede de influências é grande e os políticos protegem-se uns aos outros.

Resta contentar-se com o Banco de Portugal. E ver  à janela o Ferrari a toda a velocidade no asfalto da política. O Morris sabe que não dá para  andar a  grande velocidade que nos despistamos todos; não temos dinheiro para  gastar tanto combustível nas corridas no asfalto da política. O Ferrari acha que sim.  

O Morris tem uma boa bagageira (sabe fazer contas de matemática). O Ferrari nem por isso (sabe fazer problemas... mas a partir de leis).

O Ferrari vai lembrar-se muitas vezes do Morris, isso não há dúvidas.  

 

 

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