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Perspectivas & Olhares na Planície

«Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre.» Paulo Freire

Perspectivas & Olhares na Planície

«Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre.» Paulo Freire

Na China também aconteceu isto!

Chegaram-nos imagens da cidade de Wuhan em que as autoridades policiais e de saúde pura e simplesmente soldavam portas de habitações, entradas de prédios  com as pessoas lá dentro para conter a proliferação da Covid-19. 

A China é uma ditadura comunista.

Ontem, por sua vez, no Bairro da Jamaica mostraram imagens nas quais se via o mesmo modus operandi: soldar as portas de cafés e bares (ilegais!?), mas felizmente ninguém ficou enclausurado. 

Portugal é uma democracia.

Se tivesse sido uma medida proposta pelo André Ventura, imagino a lava de vómito que já tinha inundado a nossa comunicação social. 

Assim, foi uma acção levada a cabo pelo Governo PS + Município PCP tudo está bem quando acaba bem. Os Danieis Oliveiras, os Ferros Rodrigues, as Catarinas Martins todos desta vida à portuguesa estavam a dormir a sesta!

 

Para ser considerado racismo, xenofobia, censura, atentado às liberdades individuais é preciso preencher requisitos. Ontem, as caras eram de esquerda, nada a apontar, se fossem caras de direita... estariam os tais aos berros a mandar as bocas que a democracia estaria em perigo e num Estado de Direito não se podia aceitar medidas repressivas daquela natureza. Com a dualidade de critérios cai por terra a coerência que tanto apregoam. 

 

O Bairro da Jamaica novamente na ribalta, desta vez não conseguiu ser arma de arremesso para ninguém. Não serviu para ser usado e abusado pelos bons samaritanos do costume. Neste género de socialismo inspirado na China nunca há só pontos finais, por isso, soldaram as portas e ponto final e parágrafo; dá lugar à mudança de linha, segue-se outro assunto sem mais demoras. 

P&O na Planície: Bom Fim de Semana 60

 

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P&O na Planície: Bom Fim de Semana 60 =

Com as fronteiras dos países europeus encerradas devido à pandemia denominada Sars-Cov-2 espalhada pelo mundo colocou a descoberto a dimensão efectiva de uma realidade paralela. A gestação de substituição, vulgo barrigas de aluguer, é cada vez mais uma opção do que se possa imaginar. Este método de maternidade de substituição (programas pagos) está legalizado em vários países, nomeadamente, Rússia, Ucrânia, Tailândia, Geórgia, Índia e em alguns Estados dos EUA.

Questões de saúde, questões estéticas, questões de fobia pelas etapas da gestação, questões caprichosas, questões de achar que o dinheiro pode comprar tudo, questões porque sim… Não interessa. O que é certo é que há cada vez mais bebés nascidos por gestação de substituição.  É uma nova realidade. Cada casal escolhe o seu caminho. Saltar etapas no processo de criar uma família com filhos não será certamente uma decisão fácil. Por mais que exista preparação o facto de ir a outro país buscar uma vida com cinquenta centímetros deve ser um turbilhão de sentimentos incontroláveis, são pais biológicos ou mais ou menos biológicos, no entanto, nasceu de uma desconhecida; Vão buscar  um  bebé biológico, não é o mesmo fazer uma viagem para ir buscar o  carro dos sonhos à fábrica da Ferrari.

 

Vivemos tempos em que se tiram fotografias à velocidade em que bebemos um copo de água, se sempre existir honestidade na relação entre pais e filho(s), à pergunta que será inevitável,: “mãe, não há fotografias  onde apareças grávida de mim...”; a resposta será um momento para aumentar a cumplicidade sem evitar responder com a verdade. Claro se os pais optarem por ter uma família plena, cheia de dinâmicas normais e criadas, esquecendo a postura de famílias inventadas com segredos escondidos que quando descobertos serão prejudiciais na formação do carácter do futuro cidadão.

Entretanto, há “As histórias dos bebés portugueses retidos na Ucrânia e Geórgia” ou

Empresária Paula Amorim recorre a barriga de aluguer nos EUA”.

 

Os filhos são as flores na família. Faz-se tudo para ter um filho biológico. Será quase sempre compreensível! 

Paulo Pedroso: a solução para todos

“(...) não se quer mais nada senão ver e em que ver é já conhecer.”

 

Peter Handke, Uma breve carta para um longo adeus

 

Nos bastidores correu a notícia que Paulo Pedroso colocou-se à disposição de ser “selecionável” para integrar as listas para se tornar deputado nas últimas eleições legislativas. O Mister António Costa  não o convocou, da equipa que ganhou no play-off a possibilidade de formar governo não se mexe. Paulo Pedroso era uma carta fora do baralho no sistema de jogo para ganhar as eleições legislativas de 2019, o António Costa sempre preferiu a esposa dele. O Éder do PS não gostou de não fazer parte das escolhas para jogar num dos  campeonatos mais importantes do nosso sistema político. O eterno protegido do PS pendurou as chuteiras: desfiliou-se na altura em que a esposa é uma espécie de Pepe, em que não se coíbe de praticar faltas a pé-juntos se partir a perna, ainda melhor.

Quem acompanha as lides da política à portuguesa sabia que esta tomada de decisão não foi em vão.  Foi sem surpresa que recebemos esta notícia: Paulo Pedroso contratado para Associação Montepio.

A “Pepe” e o lobby socialista  estava a tratar da recompensa. Importa frisar que este convite para uns, para mim foi uma solução,   estava a ser trabalhada há já algum tempo: Tomás Correia propõe Paulo Pedroso para o Montepio.

Uma mão lava a outra e as duas lavam o rosto, isto é, uma das últimas decisões do reinado do Tomás Correia foi “aconselhar” o protegido do PS para “trabalhar” na Associação Mutualista Montepio Geral; e deste modo o Tomás Correia não vai ser incomodado nem agora que está a fazer "uma grande viagem" e nem nunca mais.

As “confusões” onde estava envolvido morrem ou vão morrer na praia. Mais um… leve e livre que nem uma pena.

Quanto ao Paulo Pedroso com a solução encontrada para si, por inerência, ele foi a solução para: António Costa, Tomás Correia, Ana Catarina Mendes e outros escondidos que ganham sempre com estas encapotadas nomeações políticas.

Portugal não aprendeu a lição da Islândia

“(...) o meu pai também dizia que a Islândia era deus e era a beleza de deus.”

Valter Hugo Mãe, A Desumanização

 

No último debate parlamentar quinzenal Rui Rio frontalmente afirmou que o BES foi “o maior crime de colarinho branco em Portugal”.

Ninguém disse nada, no entanto, todos pensaram. O Rui Rio ao lembrar o caso de polícia que se tornou o BES não conseguiu arrancar palavras condenatórias, porém contribuiu para que o BES fosse a mola para o pensamento de alguns recuasse  até ao baú das recordações.

Eis os exemplos:

  1. António Costa. Ouviu e pensou: BES? Os jogos do Euro 2004 tiveram outra classe, porque os vi no Camarote do BES. Só boas memórias…

  2. Marcelo Rebelo de Sousa. Na madrugada foi ver o debate e ao ouvir a frase mágica do Rui Rio não conseguiu evitar: lembrou-se que se tinha esquecido de telefonar ao sempre amigo Ricardo Salgado. E recordou com saudade as férias no Brasil … os colarinhos estão nas camisas!

  3. Eu. A Islândia surgiu na minha memória. O país dos fiordes marcou a diferença durante a crise financeira de 2008 prendeu banqueiros e demitiu dois primeiros-ministros. Em Portugal, o balanço da crise dos bancos é este:   culpados em liberdade e os contribuintes presos às dívidas das decisões criminosas de banqueiros e governantes. O Rui Rio tem razão. Portugal tinha e tem muito a aprender          com a Islândia. Os países velhos não ensinam apenas, também têm muito que aprender com os países mais novos. Como é o caso da Islândia, que deu uma verdadeira lição como se deve enfrentar crises criadas pelos  banqueiros, que se tornaram intocáveis com a conivência dos governantes e com ajuda da justiça em países como Portugal. O julgamento do Oliveira e Costa foi um lesa-pátria. O Ricardo Salgado um protegido do regime continua a sua vidinha fora da prisão, por sua vez, o contribuinte ficou condenado em liberdade a pagar as ilicitudes dele e dos outros todos. Bem sei que a Islândia tem a sua moeda, por isso tem mais soberania para tomar decisões radicais e sair mais rápido de uma crise; todavia o melhor foi ter deixado os bancos entrarem na falência. Os governantes portugueses decidiram (limitados às ordens da U.E.) salvar os banqueiros e os seus bancos e criaram uma bola de neve que nunca mais tem fim. E é esta bola de neve que nos tem esmagado, porque o sistema financeiro foi salvo e agora em tempo de pandemia não são capazes de dar a mão às empresas e às famílias que não colocaram entraves quando foram chamadas a pagar a fatura originada na crise bancária de 2008.

 

“O meu pai declarou: a Islândia pensa. A Islândia é temperamental, imatura como as crianças, mimada. Tem uma idade geológica pueril. É, no cômputo do mundo, infante. Por viver a infância, decide com muito erro, agressiva e exuberantemente.”*

À parte disto tudo, a Islândia tomou decisões de pessoa adulta e responsável, não optou pelas decisões óbvias e inúteis de velhos países que governam com vícios e conveniências instaladas.

A história da Islândia não ficou nem fez história, infelizmente.



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*Valter Hugo Mãe, A Desumanização

P&O na Planície: Bom Fim de Semana 59

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P&O na Planície: Bom Fim de Semana 59 =

A praia ganhava destaque quando o primeiro-ministro ou presidente da república em funções vão a banhos em Agosto. Quem não se lembra da praia da Manta Rota voltar à ribalta por culpa do Pedro Passos Coelho. Este ano a praia vai ser um reality show.  Guião já existe. Até agora são setenta e tal medidas,  a época balnear começa apenas a 6 de Junho. Vaticino que as regras de ajudar lançar o caos não vão ficar por estas! Não sei se saberão, eu só dei conta agora, que há uma comissão técnica de acompanhamento das águas balneares. Não sei o que é mais hilariante se as medidas engendradas à secretária ou se é a existência desta comissão. Portugal é o país das comissões, se dúvida ainda restasse, ficou completamente dissipada.

O Tio Celito que queira dar canal, pois estamos já habituados. O cargo de Presidente da República é quase decorativo. Agora o Primeiro-Ministro andar na giraldinha, ninguém se insurge? O António Costa tem de dar o exemplo a trabalhar na gestão do país. Com o país a caminhar para a bancarrota, não precisamos de o ver de calções de banho e chapéu de palhinha, para não passar despercebido, nem guarda-sol levou. Não me diga que não tem trabalho nenhum para fazer? Preparar a época de incêndios… Por exemplo. É por estas atitudes que muitos países europeus bloqueiam certas decisões. A solução para os nossos problemas estruturais aos quais se somam os problemas conjunturais não se resolvem com idas à  praia. Não se vota, não se gasta dinheiro que não temos em eleições legislativas despesistas para ter um primeiro-ministro a trabalhar para o bronze.

Se é para ter um Entretainer como primeiro-ministro, preferia o bejense Bruno Ferreira a comandar os destinos de Portugal.

 

Fiquei sem vontade de escrever sobre o  manual  estrambólico para frequentar as praias….

 

(Se tiver vontade pode ser que escreva algumas considerações sobre o manual de instruções da época balnear em tempo de Covid-19)

A Caixa Geral de Depósitos conseguiu um bom lucro...

Os dispensadores com álcool-gel, o que são e para que servem?

... De acordo com esta notícia: Lucro da CGD dispara 56% para 776 milhões em 2019.

Assim, estão com folga na tesouraria para deixar três notas de cem euros na Agência de Serpa, por exemplo, para fazer umas comprinhas necessárias. E que comprinhas necessárias serão essas? Pois bem, comprar as peças decorativas da moda Primavera-Verão sine die: dispensadores de gel desifectante.  Não se compreende que na antecâmara da Agência CGD de Serpa onde está instalada a caixa automática não tenha ainda o dito dispensador com o famigerado e útil álcool-gel.

Por isso, o Querido Paulo Macedo não seja forreta mande alguém às compras para comprar os dispensadores, preferencialmente com sensor, e as suas respectivas recargas de gel desinfectante.

Ou estará à espera que as empresas privadas ofereçam e os  voluntários se prontifiquem a pendurar a peça decorativa da moda? 

Os exemplos deviam vir de cima... Por mais criatividade que tenham não é  fácil cobrar uma comissão bancária com este "pseudo-serviço", logo, não há interesse em ter no "hall" um mísero dispensador com gel desinfectante.

Quer tirar-nos à bruta da toca

Ó Tio Celito. Como é? Vai ser sempre assim... à bruta? Mas o vírus regressou à sua pátria? Não me apercebi de o vírus chinês ter feito as malas!

Marcelo Rebelo de Sousa, o agente de viagem a lançar o caos e a patrocinar os ajuntamentos, dixit: "Não é apenas o apelo a que em junho, em julho, em agosto, em setembro passeiem em Portugal, fiquem em Portugal e programem as vossas férias em Portugal..."

A lucidez falta quando se começa a ver que o Estado está no vermelho, com a bancarrota a acenar-nos!

 

O Marcelo Rebelo de Sousa já deu o aval.

Com a AutoEuropa vai tudo de carrinho!

Hoje, na visita à AutoEuropa, o Marcelo Rebelo de Sousa "despediu" o Mário Centeno. Cabe ao António Costa, sentado no seu Ferrari, abrir a garagem para o Mário Centeno sair com o seu Morris.

[Final de Junho, no máximo até meados de Julho a porta da garagem abre-se!]

As aspirações de passar a perna a António Costa e suceder-lhe no cargo é uma manobra difícil de concretizar: um Morris não consegue ultrapassar um Ferrari. Um político perante um técnico, ganha sempre o político. A rede de influências é grande e os políticos protegem-se uns aos outros.

Resta contentar-se com o Banco de Portugal. E ver  à janela o Ferrari a toda a velocidade no asfalto da política. O Morris sabe que não dá para  andar a  grande velocidade que nos despistamos todos; não temos dinheiro para  gastar tanto combustível nas corridas no asfalto da política. O Ferrari acha que sim.  

O Morris tem uma boa bagageira (sabe fazer contas de matemática). O Ferrari nem por isso (sabe fazer problemas... mas a partir de leis).

O Ferrari vai lembrar-se muitas vezes do Morris, isso não há dúvidas.  

 

 

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