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Perspectivas & Olhares na planície

Perspectivas & Olhares na planície

Momentos...

Primavera cercada...

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A nossa Primavera à chegada foi recebida com uma comitiva de boas-vindas invulgar: cercas! Mesmo cercada não deixou de florir e lançar o perfume da expectativa! A contagem pela longa espera pela Primavera plena desacelera, para impreterivelmente acelerar  à velocidade de cruzeiro. 

Entrentanto, a  Primavera continuará indiferente ao que acontece ao seu redor, felizmente!

 

 

P&O na Planície: Bom Fim de Semana 51

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P&O na Planície: Bom Fim de Semana 51 = Portugal em Estado de Emergência. Vidas praticamente suspensas. É preciso esperar. A espera será sempre por uma boa razão. Podem esperar as férias de sonho; podem esperar as visitas programadas para esta Páscoa àqueles monumentos ou museus que passamos a vida a adiar, e este ano é que era;  podem esperar os jantares, os convívios com família e amigos; podem esperar as horas de refastelamento na esplanada a ver as formigas a passar com a carga às costas; o tal beijo ou o tal abraço podem esperar.

O tempo certo para tudo vai chegar. Temos de saber esperar. Aprende-se a esperar, arte que deixou de ser ensinada. O desespero da espera pelo bem maior conduz à aflição fútil, ao queixume de quem levou uma vida sem excessos de privações. Chegou o tempo da espera! Esperemos então!

Em compensação, com uma pandemia instalada na sociedade não devia ter chegado o egocentrismo; não devia ter chegado o desrespeito; não devia ter chegado a falta de coragem para tomar decisões; não devia ter chegado a ingratidão. Não é de somenos: não devia ter chegado a desculpa da pandemia para o esquecimento de desejar um simples Feliz dia do Pai. O Covid-19 não se  transmite através da linha telefónica. A par de sermos solidários com as outras pessoas desconhecidas, é um dever fazer mais pelos nossos! Nem que seja fazer aquele telefonema que fica sempre adiado. Há mais pais isolados no abandono, dependentes da ajuda de pessoas que para auxiliar invadem a sua privacidade, sujeitos ao risco de lhes acontecer maldades, dissabores por culpa dos filhos. As mágoas não justificam tudo.

 

[Telefonou aos seus pais, avós para sentirem que não estão sozinhos nesta realidade nova em que Portugal foi e está mergulhado?]

 

Vivemos dias em que os malmequeres viçosos andam cada vez mais lado a  lado com os malmequeres murchos. Façamos um esforço para que não predominem os malmequeres murchos ou sem pétalas.




OLHAR Musical para Hoje @ 21

O cantor e compositor Pedro Barroso deixou-nos fisicamente. Espera-se que as suas palavras musicadas estarão sempre vivas no meio de nós. A boa música nunca tem passado, tem sempre presente.

Vale a pena ler a letra da música:

Título: Esperança

Letra e Música: Pedro Barroso

Se quiseres partir amanhã
eu paro o mundo
com facilidade, assim 
com esta mão
e então descobriremos o mais profundo fundo 
que há no mundo
que é no irmos fundo às coisas que há razão
que é no irmos fundo às coisas que há razão
de verdades consumadas me consomem
de falácias bem montadas me alimentam
mas, meu filho, mora o reino do futuro
que é mais duro
e não vai ser com palavras que o contentam
e não vai ser com palavras que o contentam

[instrumental]

Se a morte lenta te rebenta sob a pele
a cada dia
e se no teu braço apenas sentes é a força 
de um cansaço organizado
mas manténs na tua fronte a dúvida
e o gosto pelo longe e a maresia
e se sentes no teu peito de criança
a alma de um sonho amordaçado
se quiseres partir amanhã
eu paro o mundo
com facilidade, assim 
com esta mão
e então descobriremos o mais profundo fundo 
que há no mundo
que é no irmos fundo às coisas que há razão
que é no irmos fundo às coisas que há razão

Iste mundus furibundus falsa prestat gaudia,
quia fluunt et decurrunt ceu campi lilia.
Laus mundana, vita vana vera tollit premia,
nam impellit et submergit animas in tartara.
[3x]

(in "Carmina Burana", c.1230)

[Este mundo furibundo nos dá falsas alegrias,
que fluem e se dissipam como pelos campos os lírios. 
Louvores mundanos, vida vã afastam-nos dos veros prémios,
para impelir e submergir nossas almas no Tártaro.]

Fonte: Pérolas da Música Portuguesa

P&O Sui Generis 80: Não tinha um cão de carne e osso ...

... Arranjou um cão de peluche!

Aconteceu em Espanha onde têm o regime de emergência decreto por causa do Covid-19. Os espanhóis só podem sair de casa para realizar tarefas estritamente importantes, idas à farmácia, supermercados comprar bens de necessidade entre outras, nomeadamente passear o cão. (Saber mais sobre os requisitos da quarentena imposta pelo Pedro Sánchez aqui).

 

 

P&O na Planície: Bom Fim de Semana 50

Atrasei-me muito, lamentavelmente!

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P&O na Planície: Bom Fim de Semana 50 =

A madrugada de Sexta-Feira 13 começou com uma conferência de imprensa de 5 ministros a explicar as 30 medidas decretadas no Conselho de Ministros.  Para além de ter sido decidido que Portugal entrava administrativamente em Estado de Alerta. Achei estranho esta urgência porque já deviam ter sido tomadas ou preparadas medidas mais rigorosas perante o rasto que o Covid-19 tem deixado por onde tem entrado e permanecido; quando acordei na manhã de Sexta-feira o número de pessoas infectadas tinha subido para 112 sem referir os casos suspeitos. Bingo. Em Macau bastaram 4 pessoas infectadas para se tomar medidas castradoras e fundamentais para conter a proliferação desregrada do contágio do  Covid-19. Para o Governo de quem votou nele foi preciso chegarmos à casa dos 100 infectados, tendo em conta as correntes de notícias chegadas de França, Espanha e Itália, para os alarmes dispararem.

A Cristina Ferreira diz que temos um Primeiro-Ministro do caraças, quem sou eu para a contrariar, todavia:

1- não fechou as fronteiras terrestres (as entradas ficariam condicionadas à circulação de bens e mercadorias): Espanhóis fogem para Portugal.

Não temos forças de segurança suficientes, por isso, deve ser esse um dos motivos para andar a adiar o fecho das fronteiras. As forças armadas não podiam fazer esse patrulhamento?

2 - o fluxo aéreo diminui porque não há restrições nacionais, pelo contrário: chegados ao aeroporto só há controlo em caso de suspeita. Os restantes é livre-trânsito. (não haverá recursos humanos também, essa é que é essa);

3 - antecipadamente não se fez o inventário de ventiladores existentes no SNS (muitos estarão obsoletos ou avariados): “Direcção-Geral da Saúde ainda está a fazer um levantamento dos equipamentos para ventilação disponíveis para doentes que necessitem de cuidados intensivos”. E estava tudo pronto...

4 - os profissionais de saúde não tiveram à disposição o material e equipamento necessário para se defender e proteger os utentes do contágio, a Ministra da Saúde admitiu essa incompetência, logo até ao momento há: Mais de 50 médicos infetados e 150 em quarentena, diz Sindicato;

5 - a formação para enfrentar este vírus poderoso foi a conta-gotas e agora é que estão a pensar dar formação aos bombeiros,por exemplo: no transporte de suspeitos ou infectados pelo Covid-19. Depois de se tornar um hábito ler por estes dias estas situações insólitas: “Um homem com suspeita de coronavírus está fechado em isolamento na casa de banho de um centro de saúde em Setúbal enquanto espera por uma ambulância”. Em Fevereiro o INEM assegurou que estava preparado para esta missão de transporte de pessoas suspeitas ou infectadas com o novo coronavírus. Imaginemos se não estivesse… Seria um dia à espera dentro de um wc;

6 - Não podiam ter aplicado estas medidas mais cedo para que fosse menos  inútil a linha telefónica SNS 24 que ainda por cima tínhamos de pagar, felizmente que colocaram a ideia comercial de lado e passou a ser gratuita a chamada. Foi preciso acontecer esta vergonha: “Na segunda-feira, a linha SNS 24 não atendeu mais de metade das chamadas.”

 

Em Portugal, cada um tem reagido à ameaça do Covid-19 diferentemente com momentos de:

1 - inconsciência de mau gosto e egoísmo social: com festa temática, aglomerações em praias ou em espaços nocturnos.(uns drones como estes teriam sido bem-vindos, mas não existindo, um megafone para mandar estas pessoas para casa teria tido efeito também);

2 - infantilidades incompreensíveis: uma lança um boato (e foi castigada), a outra liga insistentemente para a linha SNS 24 sem motivo clínico;

3 - irracionalidade à beira da paranóia:  o caricato predomina quando as pessoas sem critério e planificação esvaziam prateleiras de supermercado, com especial obsessão pelo: papel higiénico, álcool e similares, açúcar e enlatados;

4 - propagação dos irmãos metralhas à portuguesa: furtos de  máscara, luvas, desinfectantes e papel higiénico em vários hospitais e centro de saúde (Elvas, Maia, Porto e Lisboa);

5 - infelizes tentativas de serenar o povo português (situações anedóticas): “Não devemos chegar a este ponto. Que cada um de nós recorra à horta de um amigo. Não açambarquem“ (Graça Freitas); “Lavo a loiça, ponho a roupa a lavar e faço as refeições” (Marcelo Rebelo de Sousa em quarentena);

6 - solidariedade:

 

Lá fora o cenário de excentricidades não difere muito do que acontece(u) por cá (o ser humano tem tendência a copiar padrões de comportamentos):

1 - Duas mil máscaras cirúrgicas desaparecem de hospital em Marselha;

2 - Corrida aos supermercados nos EUA... Daniela Ruah até teve sorte;

3 - Praias do Rio ficam cheias apesar do alerta para conter coronavírus;

4 - COVID-19. Comprou 17.700 embalagens de desinfetante e agora não as pode vende;

5 - COVID-19. O vídeo emocionante do tenor italiano a cantar ópera na varanda já é um sucesso.

 

Temos um prego espetado no meio de nós a ameaçar a nossa sobrevivência.

Para quem pense que é uma pneumonia sem sequelas: Infetados com o vírus que se curem podem perder 20 a 30 por cento da capacidade pulmonar.

Estamos metidos numa roleta.

Mas temos de ter esperança: Portugal começa a dar cartas (descodificado o genoma dos primeiros portugueses infectados). Por sua vez, uma empresa alemã mais próxima de desenvolver uma vacina contra o Covid-19; A Chanceler Merkel a tentar que o EUA do Trump  não obtenha a exclusividade dos direitos para evitar que seja dono e senhor da vacina (monopólio = comercialização favorável = lucros).

O António Costa precisa de ser um pouco como o Miguel Albuquerque, Presidente do Governo Regional da Madeira: "Não há meios termos. Ou fecham as fronteiras e limitam a liberdade de movimentos das pessoas ou o vírus vai propagar-se"  Chega de cobardia. É melhor falhar por excesso de medidas profiláticas do que termos os falhanços de má memória: incêndios 2017. 

P&O: Citações Soltas # 13

Esta citação tem um alvo! Não quer decidir sozinho. As reuniões seriam para informar e não para pedir conselhos. Percebo que quer ser como o vírus: contagiar todos os partidos com a cadeira no Parlamento, se o barco afundar a culpa é partilhada. Manobra demasiado esperta e só está ao alcance de alguém demasiado esper…..

 

(...) a mais segura diferença que poderíamos estabelecer entre as pessoas não seria dividi-las em espertas e estúpidas, mas em espertas e demasiado espertas, com as estúpidas fazemos o que quisermos com as espertas a solução é pô-las ao nosso serviço, ao passo que as demasiado espertas, mesmo quando estão no nosso lado, são intrinsecamente perigosas, não o conseguem evitar, o mais curioso é que com os seus actos estão constantemente a dizer-nos que tenhamos cuidado com elas, em geral não damos atenção aos avisos e depois aguentamos as consequências, (...)”

José Saramago, Ensaio sobre a Lucidez

Há dias em que duvido que seja realmente portuguesa...

Não sabem o que é estar de quarentena?

... Hoje foi um dia desses, em que duvidei se serei mesmo portuguesa dos sete costados:

Calor leva milhares de portugueses às praias no dia em que foi decretada pandemia devido ao coronavírus

 

Alguém que explique a esses burgessos, por sinal partilham a minha nacionalidade, que deviam estar a copiar mais ou menos a vida do Marcelo Rebelo de Sousa, neste momento?  O seguro morreu de velho.  Tenham juízo. 

OLHAR Musical para Hoje @ 20

Esta pergunta serve para o homem, mas principalmente para a mulher, que nem sempre sabe amar o seu semelhante: "Have you ever really loved a woman?

O dia internacional da mulher fará sempre sentido para honrar o passado das nossas bisavós, avós e mães... mas teremos de procurar outro presente para as mulheres, para que o futuro se torne num resgatar do amor-próprio da mulher. Muitas palavras saem da boca para fora... o dia internacional da mulher transformou-se naquelas obrigatórias reuniões familiares chatas em que estamos constantemente a olhar para o relógio à espera que as horas passem e nos libertem da  tia inconveniente que não pergunta o saldo da conta bancária por falta de tempo porque quer passar a pente fino a vida de todos os familiares presentes. O dia internacional da mulher 2020 está quase a passar a soleira da porta... e ainda bem. Perdoem-me!

Demita-se, António Costa!

Hospitais de campanha? Como assim?

O ainda Primeiro-Ministro de Portugal, com o nome de António Costa, garantiu que o SNS está preparado para "o pior cenário"; disse ainda que: temos os planos de contingência que estão devidamente desenhados e ativados em função das necessidades."

Por acaso o hospital de campanha que vai ser instalado no Hospital de São João faz parte das medidas do plano de contingência? São estas as soluções que o António Costa e a sua equipa tem para apresentar aos portugueses? Tiveram tantos dias, semanas para organizar e apetrechar o SNS com todos os meios para enfrentar esta epidemia que não demora tornar-se-á numa pandemia, aparece com uma medida que ou é utilizada em crises, calamidades de última hora ou nos países do terceiro mundo. Um hospital de campanha, Senhor Primeiro-Ministro? Pelos vistos o Hospital de Santa Maria também já pediu à Cruz Vermelha um hospital de campanha. Um no Porto e outro em Lisboa.  Está a gozar com os portugueses que têm das mais altas cargas fiscais dos últimos anos?

Ninguém se indigna? O Jerónimo de Sousa não diz nada? A Catarina Martins e a camarada Mariana Mortágua ficaram mudas?

Demita-se, António Costa!

Há até ao momento 21 pessoas infectadas com o Covid 19 e mais de trinta pessoas suspeitas de estarem infectadas, andamos a montar hospitais de campanha… se não é incapacidade, incompetência do Governo que infelizmente está em funções por culpa do Jerónimo de Sousa, da Catarina Martins, não sei o que será! O Marcelo Rebelo de Sousa já disse  que não dissolve o Parlamento.

Ninguém se enfurece com este Primeiro-Ministro de Portugal. Aceitam-se serenamente hospitais de campanha num contexto errado, num país que gasta rios de dinheiro com uma Web Summit para vender a ideia que é um país tecnologicamente muito avançado. Está aí a mais recente inovação tecnológica em Portugal: hospitais de campanha como uma das primeiras medidas de um plano de contingência.

 

O António Costa brinca maliciosamente com os portugueses  ao mesmo tempo dá a pomada à Catarina Martins e ao Jerónimo de Sousa para ser engraxado, depois aparece o Marcelo Rebelo de Sousa para dar brilho.

P&O na Planície: Bom Fim de Semana 49

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P&O na Planície: Bom Fim de Semana 49 =

Há dívidas que remontam a 2010. Há 2508 indivíduos que gostam de praticar o calote. Ou seja, há 5 milhões e 205 mil euros em falta nos cofres de uma empresa pública. Água gasta, oliveiras / amendoeiras regadas, azeitona no lagar, amêndoas na fábrica: subsídios pagos, lucros obtidos com a amêndoa e azeite  vendidos e a EDIA à espera que lhe paguem a água utilizada. Nada como entupir os tribunais para fazer cumprir uma obrigação contratualizada: 285 processos de execuções fiscais instaurados a estes agricultores  incumpridores.

A EDIA veio esclarecer que: “os clientes que apresentam saldo devedor à data da inscrição para a campanha de rega, que se realiza anualmente, não lhe é renovado o contrato, não tendo [por isso] acesso à água”.

Para existir esta acumulação excessiva de dívida, cálculo que nem sempre deva ter sido adoptada esta sanção, esta prática administrativa.

Se a empresa privada Via Verde coloca os Serviços das Finanças a fazer a cobrança coerciva das portagens em dívida pelo utente da auto-estrada com todas as penalizações conhecidas que as finanças aplicam sem dó e piedade. Qual a razão da empresa pública EDIA não recorrer às Finanças para recuperar rapidamente o valor em dívida por parte dos 2508 agricultores caloteiros?

Uma empresa pública a fiar água sem controlo administrativo é grave, ser credora de mais de 5 milhões de euros  é sinal que não estão a gerir com competência a sua carteira de clientes. Para além de se verificar que há dívidas com dez anos e só passado quatros anos resolveram deixar de fiar a água e passaram a interpor penhoras aos que passam a vida de fiados; alguns deles são aqueles que as revistas do social carimbam de grandes empreendedores, porém gostam de fugir aos pagamentos do usufruto de um bem/produto.

Enquanto lia os pormenores da notícia esta interrogação acompanhou-me sempre no pensamento: Será que estão a ensaiar a possibilidade de entregar aos privados a gestão do sistema global de rega (blocos de rega)?