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Perspectivas & Olhares na planície

Perspectivas & Olhares na planície

Sex | 24.07.15

P&O Curtas (3)

/i.

A NASA confirma planeta "habitável" fora do sistema solar. Quando poderemos ir para este planeta que dizem que é o primo mais velho da Terra? É que eu estou fartinha deste planeta azul com gente a mais com podridão intelectual e vícios comportamentais intoleráveis... Precisava de mudar de ares, e este planeta assentava-me que nem uma luva, dado que andam para aí a convencer-nos que a descoberta da Nasa pode levar-nos ao futuro!!!!

Qui | 23.07.15

Este turista espertalhão passou por Beja...

/i.

Desempregado vivia em hotéis sem pagar

Dormia, comia e ainda marcava falsos eventos de negócios.

 

Por Ana Sofia Carvalho, Sérgio Pereira Cardoso

 

Tem 54 anos e não lhe é conhecida qualquer atividade profissional, mas isso não o impediu de dormir com todos os luxos em dezenas de hotéis de todo o País. O esquema de fuga sem pagar durou até esta quarta-feira de madrugada: foi detido pela GNR de Viana do Castelo em Ribeira de Pena, distrito de Vila Real. O burlão deixou também calotes em restaurantes, mas a maioria das queixas é relativa a unidades hoteleiras. O homem reservava os quartos, ocupava-os e comia todas as refeições, deixando a conta para ser paga no final. Bem-falante, ganhava até a confiança de responsáveis e funcionários. Assim que se aproximava a data de saída, lançava o seu grande trunfo: marcava supostos almoços de negócios para dezenas de pessoas – dizia até que vinham do estrangeiro. Os hotéis colocavam mãos à obra e preparavam tudo, mas, na data combinada, ninguém aparecia, nem sequer, claro, o organizador, que aproveitava a distração geral para escapar. O turista viajou de norte a sul do País: Faro, Beja, Évora, Porto, Santarém, Guarda, Vila Real, Aveiro, Coimbra, Leiria e Viana do Castelo. Ao que o CM apurou, não teve problemas em usar a própria identidade e acabou por ser detido pela Investigação Criminal da GNR de Viana, chamada depois de nova ‘escapadela’, num hotel de Caminha, em dezembro último. Após comunicação com outros postos e com a Polícia Judiciária, chegou-se à conclusão de que o desempregado é autor de 60 calotes em hotéis e restaurantes. Responde por crimes de burla, furto (viajava num carro roubado), falsificação de documentos (a carta de condução era forjada) e abuso de confiança. Foi levado ao Tribunal de Caminha e solto, já que o caso acabou por baixar a inquérito. 

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/detalhe/desempregado_vivia_em_hoteis_sem_pagar.html

Sex | 10.07.15

E se a Grécia sai do Euro?

/p.

Se a Grécia sai do Euro não paga mais nenhuma dívida e Portugal está em maus lençóis pois os credores nunca mais nos emprestam nada porque sabem que seremos os próximos.

 

Depois sairemos do euro e quando entrarmos num qualquer supermercado compreenderemos que aquilo que recebermos em escudos (mesmo que nos dupliquem o salário) não vai dar para comprar uma maçã podre.

 

Mas isto é a minha opinião porque para os nossos Governantes parece que tanto faz… Mas alguém confia nas suas interpretações? Eu desconfio destas cavacadas e coelhadas.

 

Para refletir fica a crónica de Ricardo Araújo Pereira "Introdução ao estudo das cavacadas"

“O pobre senhor de La Palice nunca terá proferido uma lapalissada. O que se passa é que o seu epitáfio dizia qualquer coisa como: "Aqui jaz o senhor de La Palice, que se não estivesse morto ainda faria inveja." Alguém tresleu maldosamente a palavra "envie" ("inveja") e tomou-a por "en vie", o que transformava o epitáfio no seguinte truísmo: "Aqui jaz o senhor de La Palice, que se não estivesse morto estaria ainda vivo." Cavaco não tem a desculpa do epitáfio. Há, neste momento, um razoável consenso entre especialistas no sentido de considerar que o Presidente se encontra ainda vivo. As cavacadas distinguem-se, por isso, das lapalissadas, na medida em que o seu autor é verdadeiramente responsável por elas. A cavacada é genuína, ao passo que a lapalissada não passa de um logro. A cavacada é a única que reúne condições, designadamente ao nível da certificação e da origem demarcada, para se candidatar a património imaterial da UNESCO, e no entanto é diariamente ultrapassada pela lapalissada em popularidade e prestígio.

Talvez as coisas estejam a mudar. Esta semana, Cavaco Silva disse: "A zona do euro são 19 países. Eu espero que a Grécia não saia. Mas, se sair, ficam 18 países." Estive a fazer contas e obtive o mesmo resultado. Esta cavacada não é, porém, uma cavacada qualquer. Trata-se de uma banalidade que banaliza, o que constitui uma inovação na história das platitudes. Uma coisa é dizer: "O Carlinhos tem 19 maçãs. Se perder uma, fica com 18 maçãs." É apenas uma banalidade. Mas, se a maçã que o Carlinhos perder conseguir bichar as outras 18 maçãs, ou transformar as outras 18 maçãs em maçãs mais pequeninas, ou em 17 maçãs, a mera aritmética não consegue explicar a catástrofe que se abaterá sobre a fruteira do Carlinhos.

É possível que se torne mais claro o efeito da fria utilização de uma subtracção simples para descrever perdas na zona euro se a aplicarmos, digamos, num velório. Imagino que Cavaco se aproxime de um familiar enlutado e diga: "Soube que um dos seus progenitores morreu. De acordo com as minhas contas, ainda lhe sobra um." É verdade, mas acaba por confortar pouco.

Proferida a cavacada, o Presidente acrescentou ainda: "Eu penso que o euro não vai fracassar." Uma vez que se trata do mesmo vidente que profetizou que os portugueses podiam confiar no BES, gostaria de comunicar ao sector bancário que, a partir deste momento, estou comprador de dólares.”