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Perspectivas & Olhares na planície

Perspectivas & Olhares na planície

Sex | 17.08.12

A corrupção continua…

/p.

“Um povo corrompido não pode tolerar um governo que não seja corrupto” (Marquês de Maricá)

 

Acabo de ver na televisão que mais uma empresa, a Finex Tech, pediu insolvência. Pelos vistos os trabalhadores não foram formalmente despedidos e, por isso, não conseguem aceder ao subsídio de desemprego. Tanta gente a legislar e continuamos a ter leis que permitem isso? Confesso que desconfio muito destas questões de insolvência… quer de empresas que a declaram e depois voltam a abrir portas com outro nome (mas com os mesmos sócios gerentes)… quer de particulares que após 5 anos podem voltar a contrair as mesmas dívidas.

Na Reportagem Televisiva, um dos trabalhadores mencionou que a empresa recebeu muitos apoios, quer do Estado Português quer da União Europeia, nomeadamente para formação dos trabalhadores. É evidente que sem uma fiscalização competente muitas destas empresas vão, de acordo com as novas regras definidas por Passos Coelho, colocar, cada vez mais, muitos milhões no bolso dos sócios gerentes por formações fictícias aos trabalhadores. (Isto sem entrar no conteúdo daquelas que forem ministradas… alguns já se preparam para receber milhares para dar formação sobre o modo de fabricar uma tampa de uma lata de conserva… acredito que pode ter alguma utilidade para quem vai concluir o trabalho mas uma formação tão específica não traz qualquer mais-valia de longo prazo ao trabalhador… pelo menos algo que mereça uma comparticipação do Estado).

Também já se viu que o apoio do Estado aos desempregados de longo prazo tem permitido a muitos patrões pagar abaixo do salário mínimo. Se todos sabem destas falcatruas porque não fazem cumprir a lei?

Com este nível de abuso e corrupção é impossível dinamizar a economia. Como é que um empregador honesto e cumpridor dos seus deveres pode competir no mesmo mercado com uma corja que vive à custa de falta de fiscalização e leis mal feitas (ou feitas à medida dos aldrabões). Assim não há condições nem para os trabalhadores nem para as empresas… pelo menos não para aquelas que interessam ao país.