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Perspectivas & Olhares na planície

Perspectivas & Olhares na planície

Dom | 08.07.12

Sugestões de férias em Portugal (norte e centro/norte do país)

/p.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Caros conterrâneos alentejanos,

 

Já que estamos em época de férias (e o dinheiro para as viagens ao estrangeiro escasseia) sugiro que visitem o Norte e Centro/Norte de Portugal. Fica bem mais em conta que viagens ao estrangeiro e tem muito para descobrir. Como alojamento sugiro as Pousadas da Juventude (que agora já não são apenas para jovens e tem preços desde os 11 euros/noite) e como meio de transporte o carro a gasóleo (para a região centro/norte e Minho pode optar por comboio pois há bastantes ligações e fica muito em conta… para Trás os Montes tem mesmo que levar viatura própria). Aqui ficam as minhas sugestões… tendo em conta aquilo que visitei…

 

Sugiro que visitem a bonita cidade de Coimbra, onde podem admirar, entre muitas outras coisas, a arquitetura da Universidade e o encanto do Portugal dos Pequenitos. Uns quilómetros mais a norte está Aveiro (a Veneza Portuguesa). Aqui é imprescindível passear num dos moliceiros pela Ria e saborear os deliciosos ovos-moles. Bem perto de Aveiro (mais ou menos 10 km) estão (lado a lado) a praia da Barra e a Costa Nova. Na Costa Nova, para além da praia, podem apreciar a beleza das casas tradicionais (antigos palheiros) às risquinhas. Não muito longe fica a praia da Vagueira, um dos únicos sítios do país em que ainda se pode observar a Arte Xávega (pesca tradicional de arrastão) ainda que as redes agora sejam puxadas para terra por tratores e já não pelos tradicionais bois. Para quem gosta de loiças sugiro uma visita à Fábrica da Vista Alegre (em Ílhavo). Se ficarem por Aveiro sugiro também um saltinho de carro à pacata aldeia do Luso, um passeio pela Serra do Buçaco, a prova de um leitãozinho assado na zona da Bairrada (há um restaurante a cada 20 metros de estrada), a visita à Cascata da Cabreia (perto de Sever do Vouga) e à Pateira de Fermentelos. Esta Lagoa natural (a maior da Península Ibérica) lembra a que José Cardoso Pires descreveu na obra O Delfim, mas claro que proporciona energias mais positivas e os patinhos são adoráveis. Mais para o interior está Viseu onde aconselho especialmente a visita ao Museu Grão Vasco, um pouco mais a norte ficam as cidades de Ovar (que tem o melhor pão de ló do país) e Santa Maria da Feira (com um castelo muito interessante).  

Depois é imprescindível visitar o Porto (a Invicta, rainha do Norte). Apreciei a Praça da Liberdade, o mercado do Bulhão, a Praça dos Aliados, a Torre dos Clérigos e, especialmente, as vistas sobre a zona ribeirinha do Porto da Serra do Pilar e do cais de Vila Nova de Gaia (foto acima), adorei as provas de vinho depois da visita guiada às caves da Sandeman e, claro, a afamada sandes francesinha banhada com vinho do Porto. É fácil passear pelo Porto, há vários autocarros turísticos, o metro é excelente e há ainda um teleférico a ligar o cais de Gaia à Serra do Pilar.

 

Mais a Norte aconselho a visita a Barcelos (onde em cada largo há um galito em pedra para a fotografia) e a Viana do Castelo. Aqui gostei especialmente dos trabalhos de ourivesaria (filigrana) e das paisagens de Santa Luzia depois da subida por teleférico. Espero que andando por estes lados não se esqueçam de visitar Guimarães, este ano capital europeia da cultura e por isso com uma agenda repleta de espetáculos. Guimarães é uma cidade relativamente pequena e por isso dá para visitar tudo a pé, as praças e os jardins estão impecavelmente bem cuidados, é imprescindível visitar o Castelo, e tirar uma foto junto à estátua de Afonso Henriques. Podem depois usar o teleférico para subir à Penha e relaxar no meio da natureza. Há ainda que visitar Braga, cidade de igrejas magistrais … e nada como subir ao Bom Jesus a pé para perder algumas calorias.

A paisagem do Minho é bastante verde, com muitas quintas e hortinhas, em contraste com a trasmontana, mais seca e árida (parecida em algumas zonas do Alentejo).

 

Para os lados de Trás os Montes, adorei conhecer Vila Real e aqui aconselho a visita à Casa de Mateus especialmente pela beleza das suas coleções de porcelana chinesa e madeiras exóticas e pelos jardins lindíssimos. Não se pode deixar de apreciar a beleza natural do Parque Natural do Alvão e da Serra do Marão. Gostei bastante de Miranda do Douro e especialmente das suas aldeias onde ainda se ouvem idosos a falar Mirandês (e agora também já algumas crianças dado que aprendem a língua na escola como opção pois esta língua é considerada também idioma oficial em Portugal). Gosto especialmente da aldeia de Sendim (que já havia visitado outro ano por altura do festival de música céltica).

 

As gentes do Norte (atenção que estes só consideram norte aquilo que está acima do Porto, o resto é centro) têm nomes estranhos para as coisas (por exemplo chamam estrugido ao refogado) mas são afáveis e gostam de meter conversa (o que, por vezes, pode ser maçador).

Espero que as minhas visitas vos abram o apetite para as férias. Muitas outras coisas há ainda para ver e fazer por aqueles lados… por exemplo passeios de comboio histórico na linha do Douro, cruzeiros…

 

Boas férias para todos!

Qui | 05.07.12

As Novas Oportunidades que todos falam!!!

/p.

Agora compreendo por que razão havia tanta urgência em acabar com o Programa Novas Oportunidades… mas tenho a certeza (basta olhar para o impacto das suas políticas) que o primeiro-ministro Passos Coelho também obteve o canudo na caixa da Farinha Amparo (e ministro das Finanças idem).

 

Enfermeiros, nutricionistas, professores, arquitetos a trabalhar por quatro euros por hora???? E o estado a meter dinheiro nos bolsos das empresas de trabalho temporário. Até onde vai este (des)governo?

 

Parece que o tribunal de contas lhe meteu um travão e os cortes dos subsídios na função pública foram declarados inconstitucionais. Mas com os óculos laranja que normalmente usa eis que Passos viu na decisão um acelerador para as suas políticas desastrosas e ameaçou alargar a medida ao sector privado como prova de equidade (é claro que na cabeça dele isso implica deixar os subsídios na mão dos seus amigos empresários e nada mais)