27 de Janeiro de 2011

Irrita-me solenemente esta mania de certos e determinados indivíduos se acharem os Belmiros Azevedos, os Ruis Nabeiros e/ou os Américos Amorins do sector público. Porém, esquecem-se que a Sonae, a Delta Cafés, o Grupo Amorim são empresas privadas, que podem ser o centro de emprego particular da família, não há nada de ilegítimo ou passível de censura, é normal que assim seja.

É inaceitável e condenável a constante imitação do modelo do sector privado: centro de emprego particular da família por parte do sector público. É sempre bom, relembrar que não são donos de coisa nenhuma; é compreensível a tentação de usar a posição privilegiada para auxiliar um ente querido, mas assim é fácil ser solidário e misericordioso, pois oferecem aquilo que não é deles e como é de passagem, vamos dar uma "ajudinha" porque a ética, há muito que está morta e enterrada em Portugal, sendo lembrada única e exclusivamente pela sua mitificação!!! 

 

Cunhas, cunhas, cunhas, cunhas...

 

Ontem, hoje, amanhã: tio/a; primo/a; sobrinho/a; cunhado/a; filho/a; enteado/a; marido/esposa; amante assinam e/ou assinarão contratos por tempo indeterminado decididos pelos Américos Amorins, Belmiros Azevedos, Ruis Nabeiros do sector público.

publicado por /i. às 17:57
24 de Janeiro de 2011

Deixa lá espreitar os nossos vizinhos espanhóis, o que terão escrito sobre as eleições esquisitas:

 

Los portugueses han apostado por el continuismo en tiempos de crisis. Aníbal Cavaco Silva, de 71 años, seguirá como presidente de la República los próximos cinco años, al ganar las elecciones de ayer, que registraron el récord de abstención de todos los comicios presidenciales celebrados hasta ahora.

 

E o que acharam do discurso da vitória?

 

En su discurso a la nación, Cavaco exhibió un tono agresivo y alejado de la generosidad que se le supone a quien gana unas elecciones. No hubo ni una concesión a sus adversarios, a quienes acusó de "bajeza" . Acababa de decir que sería "el presidente de Portugal entero, sin excepción", cuando afiló sus palabras: "En estas elecciones hay vencedores y derrotados. Vencieron quienes creen en Portugal. Los vencidos son los que prefieren el camino de la mentira y las calumnias".

"Fue un discurso de venganza", decía anoche el escritor y columnista Miguel Sousa Tavares en un debate postelectoral. En vez de hablar del futuro, Cavaco miró atrás al acusar a sus adversarios de intentar denigrarle y "tener una forma de hacer política impropia en una democracia consolidada".

 

Ora nem mais...

 

E acrescentaram algo novo ao perfil do Prof. Cavaco Silva:

 

Pocos dudan de su sólida formación. Pero la campaña ha acentuado otra duda que planea sobre la personalidad del presidente-candidato: la falta de transparencia. La callada por respuesta o la negativa a aclarar la compra de acciones del Banco Portugués de Negócios (envuelto en un escándalo mayúsculo) en condiciones preferenciales, o la pérdida de memoria a la hora de declarar sobre la escritura de compra de su casa de vacaciones en el Algarve, han servido para que aumenten las voces que sostienen que Cavaco Silva no está libre de toda sospecha.

 

A suspeita ficará sempre...

 

Quer ser o herói, mas todos os heróis têm pés de barro.

publicado por /i. às 17:15
21 de Janeiro de 2011

.... não com as Presidenciais, mas com o nome do rebento da Luciana Abreu: LYONCE VIIKTÓRYA!

 

Até tem uma música em sua homenagem, privilégio e façanha que nenhum dos candidatos conseguiu, só a pequena LYONCE VIIKTÓRIA!

 

Ouça o hit do momento:

 

  

 

 

publicado por /i. às 18:44
18 de Janeiro de 2011

Confesso que já estou um pouco farta do FMI e ainda ele não entrou em Portugal.

Todas as semanas oiço a mesma lengalenga… vem aí o FMI… não vem (ainda) aí o FMI.

Confesso também que não consigo vislumbrar muito bem se é bom… se é mau… pois, tal como quase todos os portugueses, só vejo os canais generalistas com as suas novelas e reality shows e , no que se refere a informação, confio cegamente no professor Marcelo. Ora se ele diz que “é mau”, é mau e pronto!

Assim, e no sentido de ajudar o nosso primeiro-ministro, que nas últimas semanas tem trabalhado arduamente e já vendeu certamente divida pública a mais de meio mundo, convido-o a ler os conselhos apresentados pelo INIMIGO PÚBLICO de forma a impedir a entrada desse bicho papão chamado FMI (ao pé dele o Drácula deve ser um anjo).

 

Como evitar a entrada do FMI em Portugal (em http://inimigo.publico.pt, por Vítor Elias)

 

 - Convencer o Benfica a manifestar interesse em comprar o FMI, o que fará com que acabe por entrar apenas no Porto ou, mais provavelmente, em Espanha ou na Inglaterra;

- Fazer um “Preço Certo” especial em que todos os concorrentes acertam até aos cêntimos no preço dos produtos, para mostrar que os portugueses percebem imenso de contas e finanças domésticas;

- Fazer os técnicos do FMI aterrarem de helicóptero em Felgueiras e emprestar-lhes uns óculos semelhantes aos do Francisco Assis;

- Dizer ao David Luiz e ao Luisão que os técnicos do FMI são os novos reforços do FC Porto;

- Apresentar os técnicos do FMI a um ex-concorrente de reality shows português e levá-lo a passar um fim-de-semana com eles num quarto de hotel em Nova Iorque;

- Pedir ao Jorge Sampaio para fazer o discurso de boas-vindas aos técnicos do FMI, manobra de diversão que os prenderia no aeroporto da Portela por dois anos e meio;

- Após o discurso de Jorge Sampaio, processar os técnicos do FMI e enredá-los nos corredores da Justiça portuguesa, manobra de diversão que os prenderia por mais oito ou nove anos;

- Fazer os técnicos do FMI assistirem nos EUA a uma edição do programa “Plano Inclinado” para se convencerem que nem mesmo eles conseguem fazer o que quer que seja para salvar Portugal;

- Receber os técnicos do FMI em Lisboa, levá-los para o Algarve e deixá-los a cargo do casal McCann;

- Receber os técnicos do FMI na Portela, dar-lhes boleia no automóvel de um reformado português e deixá-los voltar em direcção ao mar, para fora do País, em contra-mão;

- Tapar a fronteira nacional com o Fernando Mendes e o José Carlos Malato;

- Levar os técnicos do FMI a uma escola, dizer que são professores e deixar os alunos portugueses e respectivos pais fazerem aquilo que melhor sabem;

- Trazer de volta o Santana Lopes e o Ribau Esteves para destruírem o País ainda antes de os técnicos do FMI terem tempo de cá chegar;

- Fingir que o guarda-redes do Sporting, o Hildebrand, é primeiro-ministro, para os técnicos do FMI pensarem que Portugal já se transformou oficialmente num protectorado alemão;

- Tentar que alguém arranje o número de telefone do Paulinho Santos;

- Agora que o Arnold Schwarzenegger ficou sem emprego, enviá-lo ao ano 1109 para matar a D. Teresa e o filho que carrega no ventre, cortando o problema pela raiz;

- Fechar as luzes e fazer pouco barulho para os técnicos do FMI pensarem que não está ninguém em Portugal. Não custa tentar.

publicado por /p. às 16:42
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17 de Janeiro de 2011

A meu ver, o foco desta decisão da CP está na ligação ferroviária até ao transbordo, continuar a ser feita com o recurso à automotora diesel.

Se as obras de melhoramento e electrificação da linha ferroviária do Alentejo não contemplavam o ramal de Beja, era expectável este desfecho: a secundarização da linha até Beja e consequentemente a confirmação da inconsideração de, para e com Beja (capital do Baixo Alentejo e população).

O desinvestimento da CP é intolerável, e mais, é incompreensível o não ajustamento e electrificação da linha, com a proximidade da operacionalização do Aeroporto em Beja.

Não é novidade, mais uma vez, a ilação que retiramos é a que estivemos e continuamos a ser pessimamente representados pelo poder político local (o eleito e o nomeado), são esses os grandes culpados. Assim sendo, porque é que tem de ser a CP importar-se em defender a melhoria do serviço ferroviário na região, se na iminência da região vir a ser prejudicada, os nossos representantes políticos locais encolhem os ombros, sobressaíndo o que todos sabemos, que não têm  um projecto de desenvolvimento sustentado e integrado para o Baixo Alentejo. Caso tenham, é um erro grave, sendo Beja uma cidade intermédia, não atribuírem especial importância à articulação entre os meios de transporte rodoviários e ferroviários, visto as acessibilidades e a mobilidade inter e intra-regiões serem os agentes potenciadores  do desenvolvimento económico, da inclusão social e da qualidade de vida. 

 

Há uma réstia de esperança: a mobilização cívica interromper a subalternização que Beja, enquanto capital do Baixo Alentejo, paulatinamente tem sido votada. 

 

Uma coisa é certa, Évora "passou-nos a perna", foi compensada, sem aeroporto fica com a automotora eléctrica e Beja com a automotora diesel e claro, com o aeroporto virtual, à espera da boa vontade dos Deuses do Olimpo, porque os Deuses Lusitanos (ANA, EDAB....) estão a "dormir na forma".

 

Por vezes, dou por mim a pensar: caso as infra-estruturas do futuro aeroporto fossem portáteis, Évora já as tinha vindo buscar, e o aeroporto seria uma realidade e estaria a funcionar há muito tempo. É algo que nunca poderei confirmar, enquanto não tivermos o aeroporto, é um pensamento que terei com frequência.

 

 

Espera-se que a viagem de automotora diesel não atrase muito e os transbordos não sejam atribuladíssimos e semelhantes ao da personagem do Eça de Queirós, Jacinto "Galião":

 

"(...) Sr. D. Jacinto!... Depressa! Depressa! que parte o comboio de Salamanca.

- Que no hay un momento, caballeros! Que no hay un momento!

Agarro estonteadamente o meu paletot, o Jornal do Comércio. Saltámos com ânsia: - e, pela plataforma, por sobre os trilhos, através de charcos, tropeçando em fardos, empurrados pelo vento, pela capa à espanhola, enfiámos outra portinhola, que se fechou com um estalo tremendo... Ambos arquejávamos. (...) sem um apito, o trem despegou e rolou. Ambos nos tirámos às vidraças, em brados furiosos:

- Pare! - As nossas malas, as nossas mantas!... Para aqui!...

Oh Grilo! Oh Grilo!

Uma imensa rajada levou os nossos brados. Era de novo o descampado tenebroso, sob a chuva despenhada. Jacinto ergueu os punhos, num furor que o engasgava:

- Oh! Que serviço! Oh que canalhas!... Só em Espanha!... E agora? As malas perdidas!... Nem uma camisa, nem uma escova!"

 

 (Eça de Queirós, A Cidade e as Serras)

publicado por /i. às 17:13
09 de Janeiro de 2011

Foi o conselho do Exmo Sr. Cavaco Silva quando abordado por uma senhora que lhe pedia ajuda. Ora que raio de conselho é este, hãaa?

 

 

 

 

Voto em branco, é certinho. Não há pachorra para ouvir tantos absurdos... os meus ouvidos estão a entrar em completo desespero, e não ouvi os debates a dois e nem as entrevistas da Judite Sousa.

 

publicado por /i. às 02:03

... viu a sua imagem reflectida no espelho:

 

“durante anos responsáveis máximos ao nível político pela agricultura ignoraram os Agricultores”

 

Com o eleitoralismo diz-se muitas verdades, o grave problema é que os intervenientes são sempre os mesmos e têm tendência para amnésia selectiva, relembra o seu "reinado" quando lhe dá jeito. 

 

Beja pode estar agradecida por este momento de lucidez momentânea, dado que somos todos um pouco como o Exmo Sr. Cavaco Silva, sofremos de amnésia, não selectiva, mas crónica, pois só assim se justifica o facto de ser Presidente da Republica e prepara-se para o ser mais 5 anos.

 

A Geração dos Jeeps e Afins que recebeu os primeiros fundos da União Europeia, investiu em tudo e mais alguma coisa, menos na "terra",  certamente adoraram estas palavras do Sr. Reformador Cavaco Silva, nunca tiveram ministros e dirigentes do sector agrícola no seu encalço para fiscalizar a aplicação dos subsídios na "terra".

publicado por /i. às 01:35
08 de Janeiro de 2011

As Presidenciais estão próximas… parece que o professor Cavaco está com grande vantagem nas sondagens.

Parece que o Presidente comprou a preço de chuva umas acçõezitas do BPN, o sorvedor de milhões das contas públicas, e teve depois grandes lucros… é assim quem tem amigos ladrões da alta safa-se sempre. (Algum ladrão de elite que leia este blog é que tenha falta de amigos contacte-me…)

Parece que as contas públicas (através da CGD) continuam a pagar contratos de milhões à empresa que levou o BPN à falência porque há contratos assinados… e não há forma de passar por cima destes. Parece que a alegação de “interesse público” só serve para impedir a anulação dos cortes salariais dos funcionários públicos.

Parece que estamos no mesmo país de sempre. (É bom… dizem os psicólogos que as rotinas dão segurança às pessoas.)

 

 

 

 

Feliz 2011 para todos

publicado por /p. às 22:38
P&O na planície
Neste blogue poderá encontrar perspectivas e olhares de todos os temas que pululam na nossa sociedade e na nossa vida quotidiana, em particular. Uma Certeza, tudo poderá ser passível de ser perspectivado e olhado e levar a chancela no Perspectivas & Olhares na planície, basta Acontecer, Existir.... (...)

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