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Perspectivas & Olhares na planície

Perspectivas & Olhares na planície

Qui | 10.06.10

JCP ressuscita todos os anos o mesmo: fim dos exames nacionais.

/i.

A Organização do Ensino Secundário da JCP está contra os exames nacionais, de outra coisa não se poderia esperar, mas tudo bem, cada um defende o que quer, em conformidade com os seus interesses.

 

 

No comunicado apresentam as principais justificações: 

1 - um método injusto e pedagogicamente errado por levar os estudantes não a aprenderem ou adquirirem conhecimentos mas a sim a decorar a matéria que sairá nos exame, ai sim?! Mas só acontece esta situação nos exames?? então nos testes que se realizam ao longo do ano lectivo não acontece a mesma coisa, ou seja, decorar a matéria, sem saberem bem o que estão a decorar e acompanhados sempre com os auxiliares de memória (as famigeradas cábulas). Contundo compreendo esta justificação, ora vejamos: nos exames nacionais não sabem exactamente quais os conteúdos do programa curricular das disciplinas que irá sair, o que leva a estudar/rever tudo, já nos testes sabem com exactidão o que sai (é mais fácil fazer as cábulas).  Não concordam comigo?
2 - constituírem um muro para que a maioria dos filhos dos trabalhadores não possam aceder aos graus mais elevados de ensino (...) por não terem a capacidade de pagar explicações e os livros de apoio. Ai é? Então é culpa dos exames, ou será mais o facto de os pais não poderem financeiramente pagar os estudos universitários aos filhos, bem me parece que é esta opção.´Por outro lado já há outras maneiras para frequentar a universidade e nem é preciso ter o 12.º ano (uma tristeza...). Só faltava vir à baila as explicações e os livros de apoio.... os professores estão lá é para explicar e voltar a explicar, é a função deles, no caso de explicar mal, exijam que expliquem melhor, em segundo lugar os livros de apoio, com a internet nas escolas, não podem fazer por sua iniciativa as pequisas e compilar a informação para cada disciplina, e mais, estão online os exames nacionais e respectiva resolução, é só procurar.... (dá trabalho, eu sei... desculpem lá esta ideia grosseiramente desagradável), por outro lado, não tem amigos que emprestem esses tais livros de apoio (ou já não há o espiríto de entreajuda entre amigos, deve estar fora de moda...) e por último, as bibliotecas escolares não têm livros de apontamentos, resumo de matérias, exercícios? (ah são alérgicos às bibliotecas, compreendo-os tão bem... ).
Um aparte "os filhos dos trabalhadores", então incluem todos os trabalhadores: bancários, empresários, advogados (estes também trabalham).... ou queriam dizer os filhos de trabalhadores da classe média baixa, baixa?, deve ser isso.
3 - " em duas horas colocar em causa todo o trabalho realizado ao longo de dois ou três anos, consoante a duração da disciplina", bem-vindos ao mundo dos adultos e ao sentido de responsabilidade.

 

 

Em síntese querem maior FACILITISMO, não basta o que já existe: têm menos exames nacionais que outrora; mais fáceis; melhor acesso aos materiais de auxílio ao estudo.
Nunca pensei escrever isto, chegou-se ao despautério da banalização, não sabem dar valor às excelentes oportunidades que hoje estão ao seu dispor, desvalorizam tudo, querem mais isto e aquilo para terem menos trabalho... puxem pela imaginação, criatividade, meus Caros Alunos, porque tem quase tudo feito... Só falta vir reivindicar a possibilidade de levar os exames para casa e entregar no dia seguinte ou pior, exigir que os professores façam os exames por eles.

 

 

Haja paciência para estas reivindicações.

 

 

Os Excelentíssimos Alunos têm a obrigação perante a escola actual fazer muito mais, mas muito mais... não basta culpar o governo, os professores, as escolas, o meio sócio-económico desfavorecido onde estão inseridos.

 

 

Não posso deixar de referir que é imperioso pedir maior sentido de responsabilidade a estas organizações, associações, sindicatos em ponto pequeno.

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